Ser assediada é “direito da mulher”, diz deputado do PSL

Jornal GGN – O deputado estadual Jessé Lopes, do PSL de Santa Catarina, defendeu nas redes sociais um boicote à “Não é não!”, que que visa combater o assédio durante o Carnaval. Na postagem, ele diz que o movimento feminista está lutando para acabar com o “direito da mulher” em ser assediada.

Na visão do parlamentar autoproclamado “conservador de direito”, ser assediada “massageia o ego da mulher”. Além disso, ele escreveu que toda mulher “sabe lidar com assédio”.

Jessé pede que seus seguidores não participem da campanha do “coletivo feminista de SC”, que pede doação para confeccionar os adesivos que serão distribuídos no Carnaval.

“Não sejamos hipócritas! Quem, seja homem ou mulher, não gosta de ser assediado(a)? Massageia o ego, mesmo que não se tenha interesse na pessoa que tomou a atitude”, disparou.

“(…) hoje as pautas feministas visam em seus atos mais extremistas TIRAR direitos. Como, por exemplo, esse em questão, o direito da mulher poder ser ‘assediada’ (ser paquerada, procurada, elogiada). Parece até inveja de mulheres frustradas por não serem assediadas nem em frente a uma construção civil”, comentou o deputado.

Jessé afirmando ainda que o movimento feminista “é um braço da revolução cultural socialista. É igual ao MST, sempre ganham terras, mas estão sempre sem terras.”

Ele ainda escreveu que as mulheres já conquistaram “todos os direitos necessários, inclusive tendo até, muitas vezes, mais direitos que os homens”, e acrescentou que “toda mulher sabe lidar com assédio.” Para ele, “atos agressivos e perturbantes” são crimes, e não serão combatidos com adesivos ou campanhas.

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9 comentários

  1. E se a Mulher não quiser exercer o seu direito de ser assediada?

    Não há direito sem deveres. Se a mulher tem direito de ser assediada, o homem tem o dever de assediá-la?

    Que deputado idiota e cafajeste.

    E se alguém assediar a mãe, a mulher ou a filha desse rato?

  2. Pensei que gente direita (o famoso homem de bem) deveria lembrar de que todo direito, compartilha um dever. Se há o suposto direito de ser assediada, precisa haver o dever de serem denunciados os assediadores. É inclusive uma forma de combater, senão a hipocrisia, ao menos a idiotia.

  3. Caro deputado, mande sua esposa, mãe e irmã pra gente desrespeitar o “não é não” com elas no carnaval.
    Porra,.nao esgota o estoque de estrume deste psl?

  4. Q vergonha meu estado ter eleito uma ameba destas. E ñ elegeu só ele. Há outros cretinos iguais em nosso legislativo. Deve ser filho d chocadeira. Sem mãe, esposa, irmã ou amigas…

  5. Diz o Deputado:

    “É igual ao MST, sempre ganham terras, mas estão sempre sem terras”.

    Ora, os latifundiários sempre perdem terras, mas estão sempre com os latifúndios.

  6. O argumento é “interessante”.
    Seu argumento se baseia na ideia que ele mesmo tem sobre a mulher para, daí, dizer que “ela” que deseja o assédio!
    Ou seja, ele é responsável por tal concepção, mas atribui à mulher suas próprias ideias.
    O mecanismo projetivo é claro.
    Só tenho duas perguntas:
    a. Será que ele é assediador?
    b. Existe fascista sem mentalidade paranoide?

  7. Será que ele ficaria feliz se alguém massageasse a bunda dele no carnaval baseado no legítimo direito de ser assediado?
    Pelo discurso dele sim, o assédio massageia o ego.

  8. IMBECIL TOTAL! PRA BURRO SÓ FALTAM OS CHIFRES,MAS COMO BURRO NÃO TEM CHIFRE ESSE IMBECIL JÁ NASCEU PRONTO!
    ELE DEVE ADORAR SER BULINADO NÃO SE RESPEITA!

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