Setores das Forças Armadas começam a mostrar incômodo com Bolsonaro

Episódios envolvendo militares da ativa – incluindo a confusão sobre os números da Covid-19 – aumentam desgaste do governo

Foto: Reprodução

Jornal GGN – A última semana marcou o aumento do desgaste do governo Jair Bolsonaro entre segmentos do serviço ativo das Forças Armadas.

Além dos questionamentos existentes a respeito da identificação militar com o governo, outros três fatores ajudaram a aumentar tal desconforto, principalmente a confusão em torno da divulgação dos números da Covid-19.

Segundo informações do jornal Folha de São Paulo, o desempenho do ministro interino, o general da ativa Eduardo Pazuello, foi visto com reserva, e a decisão dos militares que estão na pasta em acompanhar a ordem de Bolsonaro e mudar o parâmetro da contagem de mortos foi vista como danosa às Forças Armadas.

Outro fator considerado de risco foi o decreto do Ministério da Defesa que permite ao Exército operar aviões de asa fixa, e não apenas helicópteros, o que gerou uma forte reação na Força Aérea – a Aeronáutica viu nessa sobreposição de posições um agrado ao Exército, onde Bolsonaro chegou ao posto de capitão.

O terceiro ponto de impacto foi a revelação de que o Exército está prestes a fechar um acordo com a fabricante de pistolas SIG Sauer – empresa objeto de lobby pessoal do deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP).

Diante de tantas interferências, os oficiais da ativa seguem o alto grau de ansiedade estabelecido pela política de Bolsonaro e os ministros egressos da caserna. Embora exista apoio entre os militares, ele vem caindo conforme aumenta a graduação.

 

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