Sistema de saúde do Amazonas alerta para colapso e corpos de vítimas são deixados a céu aberto em Manaus

Foto das vítimas viralizou nas redes sociais. Neste domingo, a capital registrou o maior número de enterros desde o início da pandemia

Corpos são deixados fora de necrotério em Manaus. | Foto: Reprodução/Redes Sociais

Jornal GGN – A capital do Amazonas, Manaus, registrou neste domingo, 26 de abril, o maior número de enterros desde o início da pandemia do novo coronavírus. Segundo a prefeitura, foram 140 sepultamentos e duas cremações em 24 horas. Nas redes sociais, circula a imagem dos corpos de duas pessoas mortas em cima de macas deixadas do lado de fora de um necrotério da cidade. 

O crescente número de pessoas mortas nas últimas semanas alerta para a capacidade do sistema funerário da capital. A média de 30 sepultamentos por dia saltou para 100 desde a última semana, segundo o Sindicato das Empresas Funerárias do Estado (Sefeam).

Com o pico de 140 enterros neste domingo, viralizou nas redes sociais a imagem dos corpos de duas pessoas que morreram no Serviço de Pronto Atendimento (SPA) do bairro Galileia, deixados em cima de macas expostas à céu aberto, do lado de fora do necrotério.

Segundo informações do G1, os corpos são de pessoas que morreram pela manhã e foram deixados na frente da unidade. “Estava um sol quente aí e deixaram lá mesmo. Eles deixaram dois corpos. O da minha mãe e o da sogra de outro rapaz que estava aqui”, disse o familiar de uma das vítimas, Wilson Ribeiro.

Apesar da reclamação dos familiares, a diretoria da unidade de saúde argumentou que a foto foi registrada “no momento em que a equipe levava os corpos ao necrotério onde aguardariam a retirada pelas famílias”. 

Nesta segunda-feira, 27 de abril, o Sefeam afirmou que, se a quantidade de enterros permanecer alta, os cemitérios têm estoque de urnas para mais 10 dias.

Sistema de saúde colapsado

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O sistema de saúde do Amazonas já alerta para o colapso. Cerca de 96% dos leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) da rede pública de saúde do Estado estão ocupados. Além disso, as salas rosas, locais para pacientes de Covid-19 que não conseguem leitos nos hospitais, estão quase sempre 100% ocupadas. “Sala rosa, chegamos a 100%. Varia muito de 95% a 100% de internação, dependendo do dia”, disse a secretária de saúde do Estado, Simone Papaiz, em entrevista ao G1.

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