Stédile: “Temos que construir um projeto de Nação para eliminar a desigualdade”

"Na ausência de um Estado popular, as classes trabalhadores têm que desenvolver novas formas de cooperação", diz fundados do MST. Assista na TV GGN

Jornal GGN – Fundador do Movimento Sem Terra (MST), o economista João Pedro Stédile disse à TV GGN, na tarde desta quinta (6), que o Brasil precisa desenvolver um projeto de Nação que tenha com prioridade eliminar a desigualdade social. Na ausência de um Estado forte, que priorize o povo, a classe trabalhadora vai precisar desenvolver “novas formas de cooperação entre si”.

“Estamos vivendo uma grave crise, jamais vista em toda a história. Nós não vamos resolver nossos problemas no pós-covid nem com a eleição de 22. Nós temos que construir um projeto de Nação cujo tema principal é eliminar a desigualdade social. É inaceitável, no século 21, a gente ter uma sociedade tão desigual quanto a nossa”, disse ao jornalista Luis Nassif, durante transmissão ao vivo [assista abaixo].

“Não temos casa, não temos escola para todo mundo. O SUS está sendo sucateado. Os problemas fundamentais que o capitalismo industrial resolveu na Europa e Estados Unidos, aqui ainda estão pendurados”, acrescentou.

“Nessa reflexão sobre futuro, o Estado tem papel fundamental. Porém, tem que ser um outro Estado, porque esse Estado burguês dominado por oligarquias políticas que está aí só pensa em se apropriar de dinheiro público para enriquecimento pessoal”, disparou Stédile.

“Na ausência de um Estado popular, que está em crise, que não olha para a sociedade, as classes trabalhadores têm que desenvolver novas formas de cooperação entre si, de solidariedade. Qualquer governo popular ou progressista tem dois grandes caminhos: industrialização e agricultura”, apontou.

Leia também:  TV GGN 20h: O Xadrez das chagas do sistema judicial com o caso André do Rap

Ele ainda disse que, no Brasil, é possível fazer a reforma agrária e distribuir terras “sem afetar o setor produtivo”. Ele sugeriu que as empresas em dívida com o Estado poderiam resolver a pendência não em dinheiro, mas em terras, por exemplo.

Assista:

 

Você pode fazer o Jornal GGN ser cada vez melhor.

Assine e faça parte desta caminhada para que ele se torne um veículo cada vez mais respeitado e forte.

Assine agora

2 comentários

    • Exatamente! Mais do mesmo, como se os limites dessa política não estivessem batendo na nossa cara todos os dias.

Deixe uma mensagem

Por favor digite seu comentário
Por favor digite seu nome