Sustentabilidade da Reforma Agrária

Pesquisa relaciona Reforma Agrária, Economia Solidária e Sustentabilidade Ambiental – três ações com potencial de caminharem juntas. Os autores da Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (UFMT), analisaram as experiências reunidas pelo Sindicato dos Trabalhadores Rurais do município Lucas do Rio Verde, no estado do Mato Grosso.

Porque Sustentável:

A agricultura familiar tem papel importante na produção de alimentos comercializados dentro do país. Dados publicados pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário, em 2008, apontam que 4,2 milhões de famílias respondem por 70% do que é consumido na mesa dos brasileiros.

O segmento é responsável por: 25% do café; 31% do arroz; 67% do feijão; 84% da mandioca; 49% do milho; 58% dos suínos e 52% do leite produzido no Brasil. Além de agregar 80% da mão de obra.

A produção desenvolvida pela agricultura familiar é baseada na policultura, em pequenas extensões de terras, com baixa tecnologia de cultivo e envolvendo toda família no plantio e comércio. “Isso demonstra que o pequeno produtor necessita urgentemente não somente de ter acesso aos meios de produção, mas também de ter garantido o seu direito de uma alimentação básica”, analisam os pesquisadores.

Porque Reforma Agrária resulta em Economia Solidária:

A divisão de terras é diretamente proporcional a redução da pobreza, tanto que foi durante a Ditadura Militar, na gestão Castelo Branco, que a primeira Lei da Reforma Agrária no Brasil foi aprovada. Mas infelizmente pouco aplicada.

A questão agrária sempre esteve no centro das questões sociais do país, incluída nas discussões da campanha presidencial do PT em 2002. A proposta incluiu o Programa Agrário nos ‘Eixos para uma Política de Desenvolvimento Sustentável e Solidário’.

Infelizmente realizar reforma agrária, fortalecendo um sistema sustentável ambiental e econômico, tem sido um verdadeiro desafio. Razão explicada através de estrutura fundiária do histórico do Mato Grosso, “que reflete o modelo de ocupação implantado no estado por meio da política de integração nacional, especialmente na segunda metade do século XX”, e com alicerces assentados no período colonial.

A partir de 1970 a ocupação de terras do MT foi fortemente estimulado pela expansão da fronteira na Amazônia, processo que contribuiu para configuração atual do uso e exploração do solo no estado: cidades surgiram em função do agronegócio, como Lucas do Rio Verde. “Esse crescimento resultou no elevado processo de desmatamento de floresta e do cerrado mato-grossense para o cultivo de soja e pastagem”, (trecho do estudo).

Para acessar o estudo na íntegra, clique aqui.

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