Temer reconquista aliados com recursos e tempo de TV para bancadas em 2018


Foto: Alan Santos/PR
 
Jornal GGN – A corrida do presidente Michel Temer pela aprovação da Reforma da Previdência está, assim como quase todas as medidas de interesse negociadas pelo peemedebista com o Congresso, na base da “troca de favores”. 
 
Com o ano fechando e com ele quase que o fim do mandato de Temer, além da pressão do mercado que cobra o preço do impeachment e resultados para a economia, a Reforma da Previdência está sendo usada por Temer como moeda de troca, como já adiantou o GGN.
 
Em jantar no Palácio da Alvorada com ministros, lideres partidários e deputados federais convocados, o presidente Michel Temer fez um duro discurso, pressionando pela aprovação das alterações na aposentadoria. Não foi diante da plateia aberta que Temer articulou as pressões diretas, mas nos bastidores.
 
No gesto público, demonstrou se tratar dos últimos esforços do mandatário na aprovação da pauta. Para isso, o peemedebista inverteu completamente  o discurso de que a reforma irá prejudicar os mais pobres e alegando que a não reforma é que iria. “Como vamos explicar para a sociedade? A única explicação que vejo, a única justificativa, é dizermos que não votamos para manter privilégios”, disse.
 
Mas a preocupação reside, mesmo, no tempo. Falta menos de uma semana para o recesso legislativo e, portanto, o fim das funções políticas. O mandatário sabe que se agora já está difícil aprovar o tema, diante da impopularidade das medidas com vistas às eleições, no próximo ano, os parlamentares devem fazer frente a seus redutos eleitorais e evitar aprovações polêmicas.
 
Assim, nas conversas privadas com líderes partidários do PTB, PP, PSD e PR e DEM, Temer e seus ministros prometeram benefícios ainda mais valiosos aos que levarem suas bancadas para aprovar a medida: os partidos que aderirem, formarão um bloco que poderá contar com a máquina do Executivo para 2018.
 
A informação foi obtida por Andréia Sadi, colunista do G1, que confirmou a negociata de Temer: estes partidos teriam prioridade na liberação de verbas e, ainda, mais valioso que recursos para o ano de 2018, tempo de TV.
 
Este bloco também seria político, não apenas na obtenção de recursos para campanhas, mas uma vista impulsionada do Planalto em emplacar um sucessor na Presidência da República. E é nesta linha que o próprio PSDB, hoje afastado do governo, poderá se reaproximar. Ao se ver isolado na disputa, seja de recursos ou mesmo por apoio de bancadas, poderá aderir a uma leve aproximação, começando a contar pela reforma da Previdência.
 
Essa dúvida interna do partido, que é reflexo do próprio racha, deve se materializar na resposta que a sigla dará: se fecha ou não questão, obrigando os seus correligionários a aprovarem a Reforma da Previdência. Se aceitarem, usarão o discurso da melhora para a economia e pelo bem do Brasil. Ainda que os olhos estejam nos recursos e nas articulações pré-2018.
 
 

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