Tensão e desconfiança marcam negociações no Congresso

Presidente do Senado é alvo de críticas de senadores e deputados federais por conta das conversas sobre a divisão de R$ 30,8 bilhões do Orçamento

Os presidentes do Senado, Davi Alcolumbre e da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia. foto: Wilson Dias/Ag.Brasil

Jornal GGN – As negociações sobre a divisão de R$ 30,8 bilhões do Orçamento de 2020 foram marcadas por diversos momentos de tensão, tanto entre governo e Congresso como entre os próprios integrantes do Legislativo.

Segundo o jornal Folha de São Paulo, tanto os gabinetes como as residências oficiais dos presidentes do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), e da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), foram locais de reuniões marcadas por desconfiança, acusações e até ameaças.

Um exemplo desse desgaste pôde ser visto na última terça-feira, por conta da expectativa pela chegada dos PLNs (projetos que regulamentam o Orçamento impositivo e dividem entre governo e Congresso o montante bilionário).

Os principais líderes do chamado Centrão —PP, DEM, MDB e Solidariedade, entre outros— se dirigiram, na terça de manhã, à casa de Maia para aguardar a chegada dos textos e negociar eventuais ajustes. Como os textos não foram enviados, eles começaram a deixar a residência do presidente da Câmara.

Os projetos chegaram às 17h05, como fez questão de enfatizar Alcolumbre, após duas tensas reuniões, onde o presidente do Senado foi cobrado por integrantes do grupo “Muda, Senado!”, que queriam mais tempo para a votação.

O desgaste na relação entre Câmara e Senado está desgastada ao ponto de deputados do Centrão sinalizarem que vão “deixar na gaveta” propostas de interesse do Senado – como a possibilidade de reeleição dos presidentes do Congresso.

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