Térmicas ameaçam corte na tarifa energética

A baixa nos reservatórios em todo o país e a entrada em operação das térmicas pode ameaçar o corte das tarifas prometido pelo governo no ano passado. De acordo com dados do ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico) o uso das térmicas já custou, em janeiro, R$ 1 bilhão ao sistema, e esse valor pode superar, ainda neste mês, o R$ 1,6 bi.

 

Segundo especialistas, o corte nas tarifas pode não ultrapassar os 15%, cinco pontos percentuais abaixo do prometido pelo governo no ano passado. Nesta terça-feira (8) o presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Maurício  Tolmasquim, afirmou que as tarifas menores devem começar a ocorrer a partir de fevereiro, mas admitiu que “efeitos conjunturais” podem diminuir a redução prometida.

De acordo com boletim divulgado pelo ONS ontem, a situação atual dos reservatórios está entre 28,3% (Sudeste/Centro-Oeste) e 43,4% (Sul) –operando com menos da metade da capacidade de armazenamento. Ainda assim, Tolmasquim descartou o risco de racionamento de energia pela aproximação do período de chuvas.

Desde o dia 18 de outubro, todas as usinas térmicas brasileiras estão despachando, inclusive as movidas a óleo combustível, o que representa uma geração de 13.700 MW adicionais.

Tolmasquim também afirmou que ainda neste ano, a capacidade instalada brasileira deve crescer mais 9.000 MW: 30% em termelétricas, 40% em hidrelétricas e os 30% restantes em energias alternativas, como eólica.

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