Tortura, pesadelo e memória

Aqui mesmo no GGN já narrei alguns sonhos e pesadelos:

http://jornalggn.com.br/blog/fabio-de-oliveira-ribeiro/as-pedaladas-da-justica-por-fabio-de-oliveira-ribeiro

http://jornalggn.com.br/blog/fabio-de-oliveira-ribeiro/pesadelos-de-um-inverno-muito-frio-por-fabio-de-oliveira-ribeiro

http://jornalggn.com.br/blog/fabio-de-oliveira-ribeiro/temer-a-era-do-pesadelo

https://jornalggn.com.br/blog/fabio-de-oliveira-ribeiro/um-sonho-e-sua-interpretacao

Volto ao assunto porque esta noite fui, uma vez mais, assombrado por imagens terríveis.

No canto de uma sala cinza, meu pai (que já é morto há vários anos) está encolhido recebendo socos, pontapés e coronhadas. Eu não consigo entender o que os agressores desejam. Eles gritam, mas as palavras deles não fazem qualquer sentido para mim.

Nos olhos do meu pai não há mais autoconfiança, apenas desespero Nos lábios dele nenhum sorriso melodioso e gentil, mas ganidos de dor. Nada posso fazer para salvá-lo. Ao vê-lo massacrado e impotente sou preenchido por ódio e terror. Acordo.

Quando eu era bebê meu pai foi perseguido político. Portanto, o que mais me incomoda neste pesadelo é não saber se ele é ou não uma memória. Se for uma memória ela certamente é ou foi compartilhada pelos agressores. Mas ao contrário de mim eles não foram e nunca serão assombrados pela incerteza. 

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