Três delatados acusados de intermediar repasses a PSDB já morreram


Ex-presidente do PSDB, Sérgio Guerra – Foto: Divulgação PSDB
 
Jornal GGN – Sérgio Guerra, ex-presidente do PSDB; Rubens Jordão, intermediário dos repasses de caixa dois para a campanha de José Serra (PSDB) à Prefeitura de São Paulo, Telma dos Santos, ex-presidente do PMN e acusada de vender apoio do partido a campanha presidencial de Aécio Neves (PSDB). São alguns dos nomes apontados em delações de corrupção e crimes, mas que já estão mortos.
 
A conexão dos três casos está no fato de relacionar supostas práticas criminosas envolvendo o PSDB em campanhas municipais e federais e de já não estarem presentes, seja para se defender ou para responder aos crimes imputados.
 
O ex-presidente da sigla tucana foi o mais delatado até agora: esteve nos depoimentos do ex-diretor da Petrobras, Paulo Roberto Costa, poucos meses após a sua morte em 2014. Costa afirmou aos investigadores que o político exigiu R$ 10 milhões para obstruir a CPI da Petrobras, em 2009, como forma de esconder dados que entregariam os ilícitos de integrantes do PSDB.
 
No ano passado, um vídeo trouxe os registros de uma reunião entre Paulo Roberto Costa e Sérgio Guerra acertando o repasse, e o ex-presidente da Odebrecht, Pedro Novis, disse que Guerra negociou o repasse também de R$ 23 milhões à campanha presidencial de José Serra (PSDB) em 2010. O hoje senador nega.
 
Mas não foi a única menção que o parlamentar teve nas delações envolvendo pessoas que já faleceram. Outros fatos narrados, relativos ao ano de 2012, de Pedro Novis, indicam que Rubens Jordão, fundador do PSD, era o receptor de propinas da campanha de Serra à Prefeitura de São Paulo, em 2012. “Num certo momento mais recente, ele [Rubens Jordão] deu cabo à vida, já não existe mais”, contou o delator da Odebrecht.
 
Mais recentemente, foi a delação da JBS que arrolou Telma dos Santos, ex-presidente do PMN de 2014 até 2016, data de sua morte. Telma teria mediado a compra de apoio do partido pelo senador tucano Aécio Neves, em 2014, para as eleições presidenciais daquele ano, em que Aécio concorria. 
 
O atual presidente do PMN, Carlos Massarollo, nega ilícitos e venda de apoio da sigla e lamenta que Telma dos Santos não esteja “aqui para se defender” e que ele não tinha informações sobre o caso.
 
 
 

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2 Comentários

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Fernando Fidelis Vasconcelos

- 2017-08-15 22:27:42

Tem que usar gente que podem matar.

Tem que usar gente que podem matar, disse o chefe da quadrilha.

Jorge Luis

- 2017-08-15 21:55:51

A Regra é Clara:

Tucano só vira corrupto depois de morto.

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