Trivial de Eduardo Falu

Nos anos 2.000 voltei a Buenos Aires no reveillon, exclusivamente para conhecer meus ídolos. Fui até a Ordem dos Músicos, onde encontrei com Falu e Ramirez

Ouvi pela primeira vez a música folclórica argentina ainda na infância, quando tio Felipe, irmão mais velho do meu pai, que havia voltado para a Argentina antes do meu nascimento, mandou um bolachão de Athaualpa Yupanqui, com o Zamba de Vargas. O violão de Yupanqui entrou definitivamente nas minhas memórias musicais.

Mas só voltei a tomar contato nos anos 90, com o advento da Internet. Nos tempos em que ainda havia CDs, comprei em uma loja de shopping um disco de Eduardo Falu em duo com um violonista espanhol. Som belíssimo.

Comecei a fuçar na Internet. Descobri mais coisas de Falu. Através dele cheguei em Ariel Ramirez e muitos outros. Descobri “Alfonsina y ell Mar”, a obra prima de Ramirez com o jornalista-crítico Felix Luna. Foi aí que me dei conta do fascínio que Luna me provocou nos anos 80, com seu livro sobre a Argentina, “De Lanusse a Peron”. Fiquei tão empolgado com o livro que fui visitá-lo na aconchegante vila em que morava, em Buenos Aires, em viagem que fiz às vésperas do Plano Cruzado.

Aliás, viagem produtiva porque, chegando na Argentina, só se falava no Plano Primavera, que antecedeu o Cruzado. Interrompi as férias e fui atrás de Roberto Frankel, um dos pais do plano. E publiquei em minha coluna na Folha um exemplo das “tablitas”, provocando rebuliço na equipe do Cruzado que, reunida reservadamente, julgava que alguém vazara a informação para mim.

Nos anos 2.000 voltei a Buenos Aires no reveillon, exclusivamente para conhecer meus ídolos. Fui até a Ordem dos Músicos, onde encontrei com Falu e Ramirez.

Ambos fizeram parte de um movimento nativista dos anos 60, que levou à música folclórica  argentina grandes escritores e poetas, e um apuro musical de concerto.

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Ai está um pedaço da melhor música argentina.

 

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