UAI! QUEM É MESMO ANASTASIA?

 

Depois de quase um mês de total marasmo, a campanha política em Minas finalmente começa a ganhar feição de disputa eleitoral

 

Nos últimos sete anos, Minas Gerais viveu uma situação eleitoral inteiramente fora da realidade de uma campanha política.

O modelo adotado pelos partidários da base do governo de Aécio Neves transformou os pleitos em plebiscito.

Esta base abrigou-se debaixo da imagem criada pelo governo estadual através de uma pesada mídia. Porém, nos últimos pleitos municipais ocorridos em 2008, esta prática acabou por eleger prefeitos totalmente despreparados, alguns sem qualquer experiência política, como é o caso do prefeito da capital mineira Marcio Lacerda.

Diversos deputados que tiveram seus candidatos a prefeito derrotados por esta realidade política passaram a utilizar seus mandatos para dificultar a vida destes prefeitos.

Resultado: os prefeitos eleitos em 2008 pouco ou nada fizeram.

Como o eleitor mora no município, ele vive a realidade local e as obras realizadas em Minas Gerais após 2008 foram em sua maioria obras estaduais, sem que o município percebesse.

Desnecessário dizer que o PMDB em Minas, como em todo país, é um partido extremamente municipalista, ao contrário dos partidos da base aliada do atual governo do Estado de Minas.

Acrescente ainda que o forte do PMDB e seu aliado PT sempre foi o de fazer oposição.

Somado a isto existe uma anomalia de área de cobertura dos veículos de comunicação das bordas do Estado de Minas Gerais, nas divisas de Rio, São Paulo, Espírito Santo e Bahia. Os canais de TV, jornais e até mesmo algumas rádios que pegam nesta área são dos estados vizinhos.

Os moradores destas regiões assistem ou ouvem veículos que não são mineiros. Neutralizando desta forma a estratégia do Palácio da Liberdade em promover maciça publicidade do governo de Minas. Pouca influência as publicidades exerceram nestas comunidades.

Ao contrário do governo do PSDB, o candidato do PMDB, por exercer durante um longo período um cargo de destaque no executivo federal, ocupou a mídia nacional, que penetra nestas áreas.

A soma destes fatores foi sentida no resultado das últimas pesquisas, obrigando o candidato do PSDB a elevar o tom do discurso, como ocorreu neste fim de semana no município de Brasília de Minas, mostrando que as realizações de seu governo, embora executadas fora da sede do município, tiveram repercussão nos diversos setores da região.

A estratégia do candidato do governo até então, que era apenas a de mostrar o que fez propondo a continuidade, certamente mudou. Inicia-se agora um trabalho de desconstrução de imagem de seu principal oponente.

Na desconstrução, como na demolição, as regras por mais requintadas e sutis visam desmoronar a imagem do adversário.

Os quadros do PSDB não têm tradição nesta matéria, enquanto os do PMDB e PT são especialistas.

A diferença constatada na última pesquisa DataFolha entre o candidato do PSDB e do PMDB é muito grande.

Certamente que será utilizada artilharia pesada.

Você pode fazer o Jornal GGN ser cada vez melhor.

Apoie e faça parte desta caminhada para que ele se torne um veículo cada vez mais respeitado e forte.

Apoie agora

Deixe uma mensagem

Por favor digite seu comentário
Por favor digite seu nome