Home Editoria Luis Nassif Online “Último Bolsonaro enforcado nas tripas do último pastor da Universal” gera 80 ações contra escritor

“Último Bolsonaro enforcado nas tripas do último pastor da Universal” gera 80 ações contra escritor

“Último Bolsonaro enforcado nas tripas do último pastor da Universal” gera 80 ações contra escritor

Da Carta Campinas

Pastores da Igreja Universal do Reino de Deus apresentaram à Justiça ações de indenização contra o escritor João Paulo Cuenca que publicou em junho no Twitter que o “brasileiro só será livre quando o último Bolsonaro for enforcado nas tripas do último pastor da Igreja Universal”.

A frase é parafraseada de um texto de Jean Meslier, autor do século 18, que escreveu que “o homem só será livre quando o último rei for enforcado nas tripas do último padre”.

A defesa de Cuenca denuncia que já são mais de 80 ações apresentadas em 19 estados, com pedidos de ressarcimento por dano moral em valores entre R$ 10 mil e R$ 20 mil.

Ainda o escritor afirma que “as ações são muito parecidas, são todos pastores da igreja, isso é uma ação coordenada, isso é litigância de má-fé. Essas pessoas estão usando o sistema jurídico do país para me constranger. Essa ação coordenada é um abuso do uso da Justiça”.

A Universal negou as acusações, mas argumentou que seus integrantes podem mover ações individuais na Justiça, segundo a Folha de S.Paulo. (Do 247)

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6 COMMENTS

  1. A frase é ofensiva , troque Bolsonaro por Lula e pastor por esquerdopata e seria ofensiva na via inversa.
    Mas ela causa dano ?
    Este coisa no Brasil de cobrança de lateral em pelada terminar na justiça está virando um problema.

    • Lula já foi ofendido e vilipendiado de tantas formas mui9to piores que essa que isso aí é fichinha, é café pequeno. Quem não se lembra daquele boneco com roupa de presidiário em todas as manifestações? E bonecos de Lula e Dilma enforcados? Gente comemorando diante do câncer dele e debochando da morte de familiares. E Lula é um gigante, sobreviveu a isso tudo. Que essa gente vá se catar.

      • Alexandre Schwartzman torceu pelo Coronavirus no seu embate com o presidente.

        E o fez nas colunas da Folha de São Paulo. Sequer foi advertido pela empresa.

    • Lula já foi ofendido e vilipendiado de tantas formas mui9to piores que essa que isso aí é fichinha, é café pequeno. Quem não se lembra daquele boneco com roupa de presidiário em todas as manifestações? E bonecos de Lula e Dilma enforcados? Gente comemorando diante do câncer dele e debochando da morte de familiares. E Lula é um gigante, sobreviveu a isso tudo. Que essa gente vá se catar.

  2. Quem melhor conhece a inutilidade da Religião são aqueles que a estudam e vivem dela – padres e pastores em geral – assim como quem mais conhece a iniquidade das Leis são aqueles que as estudam e dela vivem – os advogados e juízes.
    São, uma como a outra, no todo e enquanto entidades, puramente expressões de classe, justificativa retórica e filosófica para as posições que ocupam seus operadores no quadro social.
    Jean Meslier, padre católico, entre a primeira classe de homens, e, contemporaneamente, entre nós, juristas como Pedro Serrano, Lênio Streck, e Silvio Almeida, para só citar alguns dentre os que frequentam essas páginas, são a voz incômoda da consciência humana livre em meio a um oceano de almas aprisionadas aos seus privilégios de maior ou menor monta.
    O Papa Francisco, também, dentro das limitações impostas por seu cargo, ao menos tenta deixar claro que, por trás da autoridade, há um ser humano igual a todos nós, com algumas virtudes e muitos defeitos. No caso de alguém querer descrever seus detratores, os pronominais devem ser invertidos.
    Meslier foi prudente, e seus pensamentos e sentimentos íntimos em relação a essa gigantesca fraude que é a Igreja, enquanto instituição de homens, só foram revelados após a sua morte. Em vida, enfrentou aqui e ali alguns contratempos nas mãos de pios e tementes seguidores do Senhor, dentre eles um certo Senhor Antoine de Touly.
    Cuenca não resistiu à tentação da frase de efeito, e agora vai pagar o pato. Daniel Cohn-Bendit usou a mesma frase, tendo como protagonistas stalinistas e capitalistas; não sei se sofreu processo por parte de nenhum dos dois.
    Fosse brasileiro, em 2020, certamente estaria enfrentando as barras dos tribunais.
    Quanto a ser livre…
    O homem só se torna livre na hora da morte. Como diria Graciliano, nascemos oprimidos pela sintaxe e terminamos as voltas com o Departamento de Ordem Política e Social. Vale dizer, começamos oprimidos pelas convenções sociais e terminamos as voltas com o Estadão, e suas escolhas difíceis.
    A menos, é claro, que nos tornemos admiradores de Jean Jacques Rousseau, cujo pensamento é bastante consolador, mas de pouco efeito prático. Um seu compatriota já admitia que estamos, na verdade, condenados a ser livres. Associar liberdade a uma condenação já é uma evolução filosófica. Pois essa é a única liberdade de que dispomos, a de ter um emprego e comprar o próprio pão, ou seja, a nossa liberdade é uma escravidão disfarçada. Enquanto houver emprego…
    Despeço-me. E, com o perdão da má palavra, confesso que minha convicção é apenas uma: estamos f****.

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