Um ano após reunião, Bolsonaro aumenta influência na PF

Jornal GGN – A reunião ministerial onde o ex-ministro da Justiça Sergio Moro afirmava provar que o presidente Jair Bolsonaro interferia na autonomia da Polícia Federal completa um ano no próximo dia 22 de abril. Desde então, Bolsonaro conseguiu aumentar sua influência na PF, mas perdeu o equivalente a 26% de seu primeiro escalão.

Na ocasião, o presidente proferiu manifestações como “Eu não posso ser surpreendido com notícias. Pô, eu tenho a PF que não me dá informações”; “Não dá pra trabalhar assim. Fica difícil. Por isso, vou interferir! E ponto final, pô! Não é ameaça, não é uma extrapolação da minha parte. É uma verdade”.

Outras declarações foram: “É putaria o tempo todo pra me atingir, mexendo com a minha família”. “Já tentei trocar gente da segurança nossa no Rio de Janeiro, oficialmente, e não consegui”, afirmou. “Eu não vou esperar foder a minha família toda, de sacanagem”, disse. “Se não puder trocar, troca o chefe dele! Não pode trocar o chefe dele? Troca o ministro! E ponto final! Não estamos aqui para brincadeira”.

Outra frase conhecida foi pronunciada pelo ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles: “Precisa ter um esforço nosso aqui, enquanto estamos neste momento de tranquilidade no aspecto de cobertura de imprensa, porque só fala de Covid, e ir passando a boiada e mudando todo o regramento e simplificando normas”, disse. A gravação com tais declarações foram tornadas públicas um mês após a reunião em decisão tomada pelo então ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Celso de Mello.

Embora Bolsonaro continue negando interferência na PF, diversas mudanças ocorreram recentemente, como a troca do chefe do órgão no Amazonas, Alexandre Saraiva, após atritos com Salles, a pedido do diretor-geral da PF, Paulo Gustavo Maiurino – que substituiu Rolando de Souza, que ocupou o cargo devido ao STF ter barrado a indicação de Alexandre Ramagem. Maiurino também trocou as chefias em São Paulo, Bahia, Santa Catarina e Roraima, além de mudar o setor de combate à corrupção. As informações são do jornal Folha de São Paulo.

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