União e Estado de SC discutem ações para conter violência

Por Marco Antonio L.

Ministério da Justiça determina bloqueios por terra, mar e ar em Santa Catarina

No SUL21

Ministro e governador concederam entrevista no final da manhã deste sábado (16) | Foto: Divulgação/Governo de Santa Catarina

Da Redação

Em entrevista coletiva de mais de uma hora no final da manhã deste sábado (16), o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, e o governador de Santa Catarina, Raimundo Colombo (PSD), falaram sobre as operações deflagradas desde a madrugada para conter a onda de violência no estado.

O ministro confirmou a transferência de 40 presos para penitenciárias de segurança máxima federais e anunciou a deflagração da Operação Divisa. A ação tem o objetivo de asfixiar financeiramente o Primeiro Grupo da Capital (PGC).

“Haverá um cerco policial nas divisas do estado, feito em três modais: terrestre, aéreo e marítimo. Haverá barreiras fixas em vários locais e veículos transitando para realizar abordagens. Será uma fiscalização intensa, uma operação pente-fino”, anunciou José Eduardo Cardozo. Ele também disse que, até então, 25 pessoas já haviam sido presas em operações policiais desde a madrugada.

“Entre os que foram presos, existem advogados. E é muito importante dizer que, num estado de direito, ninguém deve ficar à margem da lei. Espírito corporativo é legítimo quando defende prerrogativas. E prerrogativas não são privilégios. Havia indícios de que esses advogados detidos tinham envolvimento com o crime organizado”, declarou.

Sobre a Força Nacional, o ministro fez questão de dizer que o comando está sob a responsabilidade do coronel Nazareno Marcineiro, da PM, para afastar qualquer indício de intervenção federal. Por outro lado, Cardozo foi quem dominou o pronunciamento à imprensa, anunciando as principais medidas.

O governador Raimundo Colombo, que falou no início e no fim da entrevista, destacou que essa a maior operação policial já vista no estado. Tanto ele quanto o ministro também se desculparam pelo sigilo das informações nos últimos dias, para não comprometer a operação.

Segundo o governador, o trabalho conjunto entre governo federal e estadual já vinha sendo articulado deste o início dos ataques e as tropas estavam prontas para chegar ao Estado em duas horas e trinta minutos após o primeiro chamado. “Decidimos chamá-los depois do Carnaval para garantirmos ainda mais a segurança da população e do andamento da operação”, afirmou.

O governador disse também que com esta operação o estado rompeu “o cordão umbilical” do crime organizado em Santa Catarina e que as ações em conjunto com a Força Nacional continuam por tempo indeterminado. O ministro complementou: “Estamos deixando à disposição do estado quantas vagas em penitenciárias federais de segurança máxima forem necessárias. Hoje foram 40 transferências, mas podem ser mais”.

Com informações de Zero Hora e Diário Catarinense.

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