Vaginaço na Av. Paulista

São Paulo já foi descrita por historiadores como A Metrópole das Utopias http://www.usp.br/proin/download/imprensa/imprensa_cmibrasil_05_03_2010.pdf. Na atualidade é a Metrópole dos movimentos sociais. E quase todos eles ocupam a Av. Paulista.

É no teto de São Paulo que ocorrem as principais passeatas de servidores públicos em greve, de garotos e velhotes que pretendem liberar a maconha, de estudantes de medicina que querem Menos Médicos, de fascistas que agridem petistas e, é claro, dos defensores do passe livre. Se não me engano, a Marcha das Vadias também ocorreu na Paulista. Se as vadiam marcharam em outro lugar suponho que algumas delas não queriam mostrar as tetas na rua em que trabalham.

De qualquer maneira, a Av. Paulista é o cartão postal dos agitadores. Inclusive dos policiais agitadores que se infiltram nas manifestações para riscar o fósforo permitindo à tropa dispersar os manifestantes com violência (e lucro para os fornecedores de material bélico não letal usado pela PM).

Não tenho conhecimento de nenhuma passeata contra a falta d’água na Av. Paulista. Duvido muito, de qualquer maneira, que a Sabesp vá deixar de fornecer água aos banqueiros e magnatas que de lá puxam as cordinhas que fazem o governador neoliberal pular, sentar e rolar no Palácio dos Bandeirantes. Mesmo que os habitantes da Av. Paulista não fiquem sem água, é para lá que as vítimas da seca devem afluir nas próximas semanas. 

De todas as passeatas que ocorrerão no local a que mais me estimula é o VAGINAÇO NA PAULISTA. O movimento está sendo articulado na deep web para que não possa ser monitorado pelo serviço reservado da PM. Pelas informações que consegui descriptografar com ajuda de uma especialista em computação e ex-vadia – ela deixou de fazer passeatas depois que suas tetas arriaram completamente – o VAGINAÇO tem tudo para poluir definitivamente a política paulistana. 

No dia marcado entre 14 mil e 15 mulheres que já aderiram secretamente ao movimento comparecerão na Av. Paulista. Elas estarão somente de saia e, após um breve comício no vão sem modes do MASP, começarão a marchar e a abanar suas pererecas mal lavadas ou não lavadas deixando a paulicéia desvairada. Geraldo Alckmin será obrigado a cheirar a bomba alquímica que produziu. Afinal, ele transformou as orgulhosas e cheirosas matronas paulistanas em mulheres tão fedidas quanto as parisienses pobres do século XVIII que participaram da Revolução Francesa. 

A evolução das vaginas fará uma revolução na política paulista? Suponho que sim, pois as bombas de gás da PM provavelmente serão neutralizadas pelo fartum produzido pela Secabesp com os salamaleques do governador sorridente. A mulher de Alckmin será convidada a participar do VAGINAÇO NA PAULISTA, mas provavelmente não aceitará o convite – ao contrário das outras paulistas ela continua tomando banho todos os dias.

Os descendentes dos bandeirantes, indignados ao ver o cheiro de suas mulheres causando confusão na Av. Paulista criarão coragem. Coisa estranha, pois há décadas eles perderam as bolas tanto que reelegeram Geraldinho Terraseca há bem pouco tempo. Para o Palácio dos Bandeirantes… as mulheres do VAGINAÇO abrindo o caminho. 

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