Valores, Moral & Ética: ter ou não ter, eis a FALSA questão

Por Thiago Venco, para o Labirinto do Desacordo

A plaquinha ao lado do elevador diz: “Missão, Visão, Valores“. Escondo um sorriso sarcástico das pessoas que aguardam no saguão enquanto leio as palavras entalhadas na pedra (“finalmente um sujeito leu isso“, pensou o dono da empresa, ali do meu lado, à paisana) – “HONESTIDADE / ÉTICA / RESPEITO / TRANSPARÊNCIA / FOCO NO CLIENTE”. Bingo.

Uma pesquisa informal, imprecisa (e fictícia…) aponta que 99,9% das declarações corporativas de valores colocam “ÉTICA” como um “valor”.

Teriam errado? Será que são daquele tipo de incautos que “acham” que ética é uma espécie de sinônimo de “ser do bem” (eu logo imagino o “Suco Ético” fazendo concorrência ao “Suco do Bem”…)? Será que acreditam que a ética é um “ingrediente” que as empresas decidem (ou não) colocar na receita de seus produtos ou serviços? É possível que no processo seletivo façam um exame clínico nos novos funcionários, capaz de atestar “positivo” para ética, “positivo” para respeito, “positivo” para honestidade?

Ou será que levaram a discussão às últimas consequências, contrataram um arrojado e polêmico filósofo que propõe que a ética, enquanto postura de permanente questionamento e debate das decisões tomadas e suas consequências, em contextos específicos, seja uma espécie de “meta-valor”, um valor que justamente valoriza os trabalhos de valoração de fatos consumados?

* * * * * *

O Labirinto do Desacordo apresenta aqui uma visão sobre “Valores, Moral & Ética” que segue a instigante ideia proposta na escultura de Max Bill que ilustra este artigo: uma “UNIDADE TRIPARTITE”. O paradoxo é apenas aparente: existem pontos que unem e afastam estes três conceitos – mas ainda que eles possam e devam ser discutidos individualmente, é essencial entende-los como um todo, compreender que são partes de uma estrutura cognitiva única – em eterno movimento, portanto, enquanto dinâmica de percepção, deliberação, ação e reflexão do humano no mundo.

* * * * * *

Para começar, uma proposição que pode parecer irônica, mas não é: entendemos ser mais pertinente ao objetivo das empresas declarar o “FOCO NO CLIENTE” enquanto um “valor” do que a “ÉTICA” (ainda que “declarar” seja fácil – difícil mesmo é a empresa “praticar” os valores que preconiza).

Uma vez que não existe consenso ou unanimidade quando se trata de valores – alguns são extremamente “desejáveis” para certos indivíduos e “repulsivos” para outros – vale a pena manter uma dose de flexibilidade em relação ao que se entende por “valor”, dando margem para admitirmos a validade de valores “emergentes” como responsabilidade social; sustentabilidade ambiental; respeito à diversidade de gênero.

Apesar da ressalva de que é útil flexibilizar aquilo que se possa ser chamado de “valor” (indo além dos valores “tradicionais” ou “populares”), entendemos que o conceito de “ÉTICA” faria melhor contribuição à gestão empresarial (e à vida social, cidadã) se fosse tratada de forma diferenciada; que fosse compreendido como um processo, uma dinâmica de comunicação que se debruça sobre os impactos das decisões humanas e sobre a possível efetivação das responsabilidades sobre estas consequências  – algo muito diferente de pensar a ética como um “princípio”, fundamento, essência… ou pior: como um “objeto imaterial”, algo que se “tem ou não tem”.

Ou seja: você pode praticar a ética, assim como pode praticar um esporte, praticar uma técnica de escultura, praticar um instrumento… você não pode “ter basquete”, “ter escultor”, “ter violoncelo”.

“Ter ética” – essa noção de posse é extremamente danosa por transmitir a falsa noção de que a ética opera numa lógica binária, de “sim” ou “não”, “existe” ou “não existe” – ter ou não ter (ética), eis a falsa questão! Ao contrário, a visão de praticar a ética traz implícita a possibilidade de um juízo de qualidade nessa prática: você pratica bem a ética?

Assim como na estátua de Max Bill (foto que ilustra o título do artigo), a transição entre as “partes” ética / valor / moral se dá sem interrupções, sem cortes, sem que se isole uma parte da outra:  se a ética é o estudo das decisões tomadas, agora vamos constatar que todo “valor” traz implícito um juízo, um julgamento… uma decisão. Logo, se a ética é melhor compreendida enquanto um estudo permanente, em aberto, das decisões tomadas, podemos concluir (ainda que de forma parcial) que a ética estuda a aplicação dos valores, por seres humanos, em contextos específicos.

* * * * * * *

Confira esta pequena lista de valores – é possível que você decida que alguns destes valores sejam “desejáveis, aceitáveis”; outros você julgará “repulsivos” ou “indesejáveis”: mas antes, para melhor compreender a justificativa para tamanha “variedade” de valores, consultemos as bases: o maravilhoso Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa. Identificamos 23 acepções possíveis, sem contar as expressões idiomáticas que usam a palavra valor. Dentre elas, ignoramos as relativas à economia/finanças/matemática para destacar:

Leia também:  As fragilidades dos Estados pesam na pandemia, por Ronaldo Bicalho

1) Qualidade humana, física ou intelectual;
2) Talento, habilidade, competência;
3) Reconhecimento, dignidade;
4) Importância comparativa (ex: comparar alunos em uma mesma escola;
5) Série de traços culturais, ideológicos, institucionais… Morais (discutiremos isso mais pra frente);
6) Conjunto de princípios ou normas que almejam um ideal de conduta a ser buscado.

Eis a parcial lista de valores:

– FAMA
– ESTAR NA MODA
– AGRESSIVIDADE
– SENSUALIDADE
– SACRIFÍCIO
– SILÊNCIO
– RIQUEZA
– FORÇA
– PERFEIÇÃO
– ORGULHO
– SONHAR
– SER O MELHOR
– OBEDIÊNCIA

O exercício de decidir sobre a orientação destes valores (desejável / indesejável) deve seguir em frente; deve evitar a “zona de conforto” de uma perigosa compreensão vulgar, simplória, sobre como os humanos mobilizam valores para orientar suas vidas: o risco de acreditar, erroneamente, que se uma pessoa “tem” um determinado valor, ou “acredita em determinado princípio”, ela seja obrigada a SEMPRE guiar suas ações por este valor, independente do contexto. Igualmente absurdo crer que as pessoas sejam capazes de SEMPRE agir de forma coerente com os valores que declaram, para si mesmas ou para os outros. Infelizmente, este equívoco está massivamente disseminado e é a causa de inúmeras discussões e conflitos.

Ou seja, os valores que talvez sejam os mais “populares” não são os únicos; nem sequer são absolutos – ou será que “liberdade, igualdade, fraternidade”, os valores da Revolução Francesa, são uma unanimidade na Europa de hoje – com a xenofobia crescente em todo seu território?

* * * * * * *

Vamos a um exemplo concreto de o quanto este erro pode ter graves consequências – o erro de acreditar que os valores são “absolutos”, ou seja, se você o “tem”, ele deve ser firme como uma rocha, independente da situação específica:

Considere o valor de “RESPEITO”. Agora responda:

– Você concorda com a proposição 1? “eu acho desejável respeitar as escolhas de um pai em relação a forma de educar seu filho”

– Você concorda com a proposição 2? “em um espaço público, em que diversos pais levam seus filhos para passear, certamente encontrarei pessoas desconhecidas que pensam de formas diferentes da minha. Acho desejável respeitar estas diferenças e não intervir na forma que um pai está lidando com seu filho, ainda que eu creia que na mesma situação agiria de outra forma”

– Você concorda com a proposição 3? “se eu estiver em um espaço público e constatar que um pai está sendo omisso em relação a segurança de seu filho, pelo fato de ser um desconhecido, minha forma de ser respeitoso com as diferentes formas de educar uma criança é sugerir, de forma indireta, sutil, genérica e impessoal, que o pai deveria rever sua decisão e agir de forma a proteger o filho do risco”

Agora assista o vídeo “Menino atacado por tigre em zoológico, Criança perde braço após ataque de tigre”. Você vai ver que NINGUÉM, nenhum dos presentes, flexibilizou o valor de “RESPEITO” e interveio no risco eminente de morte que a criança corria, uma vez que o pai dela foi incapaz de prever as consequências de incentivar seu filho a brincar com um tigre. Ou, dito de outra forma: ninguém PONDEROU que numa situação de emergência como esta, muitos outros valores deveriam PREPONDERAR sobre o valor de respeito:

– FIRMEZA
– VIGILÂNCIA/ATENÇÃO
– SOLIDARIEDADE
– PERSUASÃO
– CORAGEM
– HEROÍSMO
 
E talvez até mesmo o controverso valor de AGRESSIVIDADE, caso o pai reagisse mal ao alerta de eminente risco de vida. Porque esta criança não morreu por sorte.  Ou seja, talvez você considere esta proposição mais desejável do que as três anteriores:

– Você concorda com que a proposição 4 deve preponderar sobre as proposições 1, 2 e 3?  “Considero desejável enfrentar a oposição agressiva de um pai e as reações de desaprovação de outros cidadãos se for para salvar a vida de uma criança que está em evidente, óbvio e eminente risco de morte”.

Este é apenas um exemplo do perigo de acreditar na “pureza” ou na inflexibilidade dos valores, transformando-os em “princípios irredutíveis”.

Por outro lado, no caso do trágico ataque do tigre, também não seria correto condenar precipitadamente a decisão de “não intervir com suficiente convicção”  tomada pelos visitantes presentes; pois, ainda que tenhamos sugerido na proposição 4 que o risco de vida era “óbvio”, isso não é necessariamente verdade.

Leia também:  Refundação do Brasil passa por desencarcerar e descriminalizar a cannabis, diz Valois

Com isso, queremos destacar um ponto de extrema relevância para o que chamamos de ética contextualista: naquela situação específica, era possível ter “clareza” sobre todos os fatores que determinariam a decisão? Era realmente “óbvio” o ataque eminente? Ou havia “ruído”, falta de clareza, incerteza, ou outras condições que atrapalhassem o julgamento “suficientemente bom” dos observadores?

Um treinador de tigres talvez julgasse “óbvio” o risco – mas diante da calma do pai, da ausência de rugidos do tigre, da calma da criança, da aparente tranquilidade dos outros presentes… tudo isso pode ter gerado uma camada de “distração” que interferiu na habilidade das testemunhas de decidir mudar de atitude a tempo de salvar o braço do menino.

Na série de televisão “House M.D”, que retrata um médico inspirado em Sherlock Holmes, capaz de diagnosticar as mais enigmáticas e raras doenças de seus pacientes, os autores constroem no roteiro uma série de “ruídos”, um conjunto de condições desfavoráveis ao julgamento (decisão diagnóstica); a pressão psicológica dos familiares, o pouco tempo de vida que resta ao paciente, a ameaça de processos judiciais caso o médico erre o diagnóstico, a falta de referencias na literatura médica, as “pistas” contraditórias que os estranhos sintomas fornecem, apontando “falsos” diagnósticos para os médicos assistentes. Portanto, diante de tantos obstáculos ao julgamento, caso o Dr. House errasse, seria justo dizer que “faltou competência”?

Os roteiristas também construíram uma característica dramática desse personagem para ressaltar ainda mais a tensão com sua prática peculiar da ética: Dr. House “força os limites” da conduta médica, realizando procedimentos de alto risco, quando considera que é a única forma de conseguir um diagnóstico que possa salvar a vida do paciente. Portanto, nestes contextos ANORMAIS, atípicos, muito longe das “condições ideais de temperatura e pressão”, alguns valores preponderam sobre outros: o valor de “AUDÁCIA” se sobrepõe ao “PROFISSIONALISMO” (o respeito ao código de conduta médica); o valor de “AUTO-SUFICIÊNCIA” se sobrepõe ao “TRABALHO EM EQUIPE” (ninguém quer ser “cúmplice” das arriscadas ações do Dr. House); a “PROATIVIDADE” vence a “PRUDÊNCIA” e por fim, o “HEROÍSMO” se sobrepõe ao “RIGOR”.

Assim, a série de TV induz a questão: este médico é “anti-ético”? Não: sua forma de pensar a ética médica é diferente da maioria de seus colegas. O Dr. House não é um inconsequente (o verdadeiro “anti-ético), aquele tipo de pessoa incapaz de refletir sobre a consequência de suas decisões – ao contrário! Ele está sempre calculando minuciosamente os riscos e ponderando – “preservar minha reputação, preservar minha licença médica” VS “salvar a vida do paciente”. Sua peculiaridade heroica é arriscar-se para curar os doentes; é sua forma incomum de ponderar os valores em situações limite. Portanto, Dr. House também não é um psicopata, um sujeito perigoso, que calcula sim as consequências de suas decisões, mas somente para que elas o favoreçam independente do impacto negativo que isso possa causar nos outros (ou no meio ambiente).

* * * * * * * *

Para concluir, resta discutir o conceito de moral, propor seu papel específico na “unidade tripartite”.

Tem muita moral!” – essa é uma expressão popular no Brasil, mas talvez não tão popular quanto “você não tem moral pra falar nada sobre esse assunto”! E a gíria “na moral”? Será que ela contém alguma camada mais profunda de significado que não seja “agir com suavidade, cautela, demonstrar disposição favorável ao diálogo”?  Ou mesmo o uso “qual a moral dessa história?” – o que estas expressões tão comumente aceitas nos revelam sobre o entendimento que nossa sociedade tem sobre “valores, moral & ética”?

Mais uma vez recorremos ao dicionário Houaiss:

– “Tem muita moral!”: disposição de espírito para agir com maior ou menor vigor diante de circunstâncias difíceis.

– “Você não tem moral pra falar nada sobre esse assunto”: que denota bons costumes segundo os preceitos estabelecidos por um determinado grupo social.

Ou também: conjunto de valores, individuais ou coletivos, considerados universalmente como norteadores das relações sociais e da conduta dos homens.

– “Na moral”: capacidade de se impor, de influenciar ou ter ascendência, hegemonia sobre outrem.

– “Qual a moral dessa história?”: lição, conclusão, geralmente edificante, que se pode extrair de algum acontecimento, fato, etc; ensinamento.

Para nossa abordagem, a acepção mais próxima de nosso objetivo de aplicação do termo é esta:

“Cada um dos sistemas variáveis de leis e valores estudados pela ética, caracterizados por organizarem a vida das múltiplas comunidades humanas, diferenciando e definindo comportamentos proscritos, desaconselhados, permitidos ou ideais.

 Esta definição é muito próxima dos pontos de vista (e dos valores…) expressos nos artigos do Labirinto do Desacordo. Citaremos estes textos, que já detalharam em profundidade as pesquisas que fundamentam esta interpretação.

Leia também:  Governo manda a polícia para tomar as chaves da Cinemateca

– “Sistemas variáveis de leis e valores”:

preferimos trabalhar a moral enquanto estrutura apta a flexibilizar (em oposição à rigidez e absolutismo do entendimento “conjunto de valores considerados universalmente norteadores”…).

Brasil: conflito entre o profundo e o superficial”, em que apresentamos a noção de “aptidão semântica” enquanto dinâmica coletiva de construção de sentidos “mais aptos” – ou seja, em permanente ajuste, evolução – perante objetivos específicos, em contextos específicos; também aborda a análise de diferentes tipos de conflitos, incluindo aqueles que tratam das divergências morais.

Bom Senso não existe”, em que explicamos, de forma extensa, a aplicação de um dos principais pontos da filosofia pragmaticista para a melhor compreensão da necessidade de rejeitar entendimentos de que o conhecimento (no caso, sobre valores, moral, ética) se origine em uma dimensão “superior” ao homem, uma dimensão “ideal”, platônica; que existam fundamentos “sobre-humanos”, puros, acerca do que seja o “bem”, o “mal”, o “certo” e o “errado”.

A chave que os pragmaticistas nos fornecem para o problema do parece simples, mas não é: trata-se de inverter a ordem do seguinte modelo de crenças:

1. CONHECIMENTO > 2. AÇÕES > 3. HÁBITOS (Platão, Agostinho, Descartes, Kant)

1. HÁBITOS > 2. AÇÕES > 3. CONHECIMENTO

(Des)acordo Nupcial”, que menciona uma importante síntese do pensamento pragmaticista que se dispõe a discutir a “verdade” somente em relação a fatos concretos, observáveis – aos “efeitos”, portanto, em consonância com a “máxima pragmaticista” de Charles Sanders Peirce:

Considere quais efeitos (que possam de um modo concebível ter consequências práticas) nós concebemos que o objeto de nossa percepção possua. Eis que, nossa concepção desses efeitos constitui a totalidade de nossa concepção desse objeto”

 – “Estudados pela ética”:

No texto “Desafios dos Moderadores de Grupos de Discussão”, apresentamos uma visão sobre uma aplicação concreta do entendimento de ética que a pensa enquanto “ESTUDO”, não como “TAXONOMIA, CLASSIFICAÇÃO DO BEM E DO MAL”.

“Ética é o estudo da tomada de decisão, quando esta decisão causa impacto em outras pessoas, seres vivos e meio ambiente”

Destacamos o que entendemos serem vantagens desta definição:

– Evitar noções “a priori” de certo e errado, bem e mal, felicidade e infelicidade.
– Evitar que se considere apenas os valores que auxiliam no julgamento da melhor decisão a ser tomada, ou seja, das “intenções”, para que se considere também os efeitos que a decisão tomada causaram no mundo
– Entender que a ética é um “campo de estudos”, e não de certezas, de modo que isso abarque o pensamento “epistemológico” e “teleológico” das decisões, e não apenas um “finalismo” que julgasse as decisões apenas por seus resultados práticos.
– Evitar dogmatismos religiosos, culturais e filosóficos sobre comportamentos e hábitos sociais

 

* * * * * * * *

Portanto, o conceito de “Moral” fica aberto à múltiplas definições, dependentes do contexto, da comunidade, do objetivo de seu uso.

Sabemos que esta flexibilidade fere os interesses de organizações e indivíduos que procuram vender aos outros uma verdade única sobre a existência, um dogma incontestável sobre o comportamento humano. É justamente isso que chamamos de “perigoso” no subtítulo deste artigo, este risco de utilizar a moral enquanto instrumento de dominação, controle social.

Sem dúvida, é mais “fácil” assumir que existe uma moral única – todo o esforço de debater, mediar os conflitos inevitáveis entre os diferentes pontos de vista é transformado em “crime”, em “ofensa” ou “transgressão”.

Mas a história insiste em nos mostrar o resultado violento da aplicação da lei do “mínimo esforço” no que tange ao desacordo moral (ou seja, entre “sistemas variáveis de valores”). Guerras religiosas, intolerância à orientações “não-heteronormativas” das relações amorosas, violência contra a mulher, genocídios…

Preferimos, sem sombra de dúvida, um mundo que aprenda a lidar de forma não-violenta com seus conflitos de; pois ainda que gastemos muito mais horas, mais esforço emocional, psicológico, ao menos teremos a chance de assumirmos um dia, sem sermos assombrados pela incerteza do auto-engano, que podemos sim associar os “valores, moral & ética” ao “bem”, ao “bom”, ao “justo”.

Por enquanto, há demasiado sangue, suor e lágrimas derramados em nome dos valores, moral & ética.

 

 

 

Você pode fazer o Jornal GGN ser cada vez melhor.

Assine e faça parte desta caminhada para que ele se torne um veículo cada vez mais respeitado e forte.

Assine agora

Deixe uma mensagem

Por favor digite seu comentário
Por favor digite seu nome