Vice-presidente da CPI da Covid pede convocação de Jair Bolsonaro

Presidente deve explicar principalmente o "boicote sistemático à imunização da população, deixando de adquirir vacinas da Pfizer em 2020 e no primeiro trimestre de 2021, atacando a China e a vacina Coronavac"

Jornal GGN – O senador Randolfe Rodrigues, vice-presidente da CPI da Covid, pediu à comissão, na manhã desta quarta (26), a convocação do presidente da República Jair Bolsonaro para explicar “principalmente” o boicote à compra de vacinas contra o novo coronavírus, entre outros erros e omissões na gestão da pandemia.

Randolfe assinalou no requerimento que “a cada depoimento e a cada documento recebido, torna-se mais cristalino que o Presidente da República teve participação direta ou indireta nos graves fatos questionados por esta CPI.”

“Para citar alguns exemplos emblemáticos: o combate às medidas preventivas, como o uso de máscaras e o distanciamento social; o estímulo ao uso indiscriminado de medicamentos sem eficácia comprovada e à tese da imunidade de rebanho; as omissões e falhas do governo federal que contribuíram para o colapso no fornecimento de oxigênio aos hospitais do Amazonas e que levaram ao óbito de centenas de pacientes por asfixia; as omissões do governo federal na aquisição de insumos e medicamentos para as UTIs; as omissões em relação à proteção contra a covid-19 dos povos indígenas e quilombolas; e, principalmente, o boicote sistemático à imunização da população, deixando de adquirir vacinas da Pfizer em 2020 e no primeiro trimestre de 2021, atacando a China e a vacina Coronavac, colocando em risco o fornecimento do IFA das duas principais vacinas aplicadas no Brasil”, argumentou Randolfe.

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REAÇÃO. O senador Marcos Rogério (DEM), um dos poucos governistas na CPI, disse que a convocação de Bolsonaro é inconstitucional porque configura uma “afronta à independência” dos Poderes e, por isso mesmo, seria “inaceitável”. “Não acho que seja adequado a gente descambar para esse tipo de provocação.”

Para Randolfe, as vedações constitucionais relativas à CPI valem para tanto para o presidente quanto para os governadores de Estado. “A letra do regimento interno diz que não se admitirá comissões parlamentares de inquérito sobre assuntos pertinentes (…) aos Estados. (…) Acredito que se abrimos um precedente [investigar repasses federais para estados e municípios, convocando governadores e prefeito], que o seja para todos [incluindo o presidente da República]”.

A CPI da Covid se reúne nesta quarta (26) apenas para votar os requerimentos de diligências apresentados pelos senadores membros da comissão. São mais de 100 requerimentos em pauta.

Em breve, novas atualizações.

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