Vídeo mostra soldados russos sendo executados por ucranianos

As imagens foram difundidas pelo Telegram na segunda-feira e repercutidas pelo New York Times, mas teriam acontecido no dia 30 de março, após uma confrontação nos arredores de Kiev

Um vídeo postado no Telegram na segunda-feira (4/4) ganhou grande repercussão nas redes sociais, ao mostrar cenas que sugerem uma ação de soldados ucranianos na qual eles estariam executando soldados russos que teriam sido capturados em uma vila nas proximidades de Kiev.

A ação registrada no vídeo teria acontecido no dia 30 de março, segundo o jornal estadunidense The New York Times, que repercutiu trechos do vídeo em sua página oficial e em suas redes sociais, escondendo as partes que mostram detalhes mais explícitos de violência.

Em um momento do vídeo, se observa um soldado ucraniano que atira três vezes contra um russo que está rendido. Entre um tiro e outro, se escuta outro militar ucraniano advertindo: “ele ainda está vivo, filme esses saqueadores, perceba que ele ainda está vivo, está ofegante”.

O vídeo mostra pelo menos quatro soldados russos sendo assassinados pelos ucranianos. Todos eles aparecem identificados por braçadeiras brancas, que costumam ser usadas pelas tropas russas. Todas as vítimas estavam rendidas – uma delas apresentava um ferimento da cabeça e estava com as mãos amarradas atrás das costas.

Também segundo a apuração do The New York Times, o vídeo teria sido gravado em uma estrada ao norte da vila de Dmytrivka, que fica a 11 quilômetros a sudoeste de Bucha, cidade onde foram descobertos centenas de cadáveres de pessoas em trajes civis nos últimos dias – situação que gerou acusações de que as tropas russas teriam matado civis enquanto se retiravam.

O Ministério da Defesa da Ucrânia publicou um tuíte sobre essa ação, que teria sido uma emboscada de tropas ucranianas a colunas russas enquanto estas se retiravam de vilas próximas a Kiev, qualificando-a como um “trabalho preciso”. A postagem inclui um vídeo no qual um soldado ucraniano se refere aos russos dizendo “esses nem são humanos”.

Nos vídeos, os soldados ucranianos são identificados por suas braçadeiras azuis e por lemas como “glória à Ucrânia”, que eles repetem várias vezes. No entanto, uma agência de notícias ucraniana informou que a ação teria sido obra da “Legião da Geórgia”, uma unidade paramilitar de voluntários georgianos que se alistou lutar em nome da Ucrânia em 2014, e que também atua atualmente na guerra contra a Rússia.

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