Visão econômica de Guedes explica conformismo, por Marcos Augusto Gonçalves

Graças ao ministro da Economia, milicianismo político da família Bolsonaro é encarado com vista grossa por setores teoricamente mais esclarecidos da sociedade

Visão econômica de Paulo Guedes - mesmo defasada - tem levado parte da sociedade a fazer vista grossa ao comportamento do clã Bolsonaro no poder

Jornal GGN – O núcleo do atual governo federal é uma ameaça à democracia, e só não vê isso quem não quer – pode-se dizer que os pilares mais elementares do sistema democrático estão em vigor no país, mas isso não quer dizer que não se veja ameaçado – e a ameaça não se concretiza quando vitoriosa, mas quando ameaça.

E um exemplo dessa ameaça é o conformismo que se tem visto após as manifestações de Eduardo Bolsonaro, ex-futuro embaixador em Washington, sobre a repórter Patrícia Campos Mello, do jornal Folha de São Paulo, em dobradinha com o depoimento mentiroso de Hans River, suposto operador digital da campanha de Jair Bolsonaro, à CPMI das Fake News.

Em artigo, o jornalista Marcos Augusto Gonçalves, do jornal Folha de São Paulo, diz que muito da vista grossa que tem sido vista em segmentos supostamente esclarecidos em relação ao milicianismo político em curso deve-se à linha econômica do ministro Paulo Guedes. “Trata-se de uma agenda até defensável em alguns aspectos, mas atrasada, antipopular e desastrada. Guedes, um Chicago Boy do tempo de Reagan, não para de fazer (desculpe o trocadilho chulo) suas “chicagadas”“, diz o articulista.

Enquanto o ajuste fiscal permanece uma quimera e o teto de gastos e a reforma da Previdência não mostram a que vieram, a economia está basicamente estagnada e o quadro social, ambiental e educacional naufraga. “Enquanto criaturas do pântano dominam a cena, Guedes, o que mereceria apoio, fala em AI-5 e ataca servidores chamando-os de parasitas”, diz o jornalista. “Diante da atmosfera de pesadelo que toma o país, a pergunta que não quer calar é: até quando as “chicagadas” de Guedes vão servir de argumento para o conformismo com tudo isso?”

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