Wellington Dias diz que PF faz “espetáculo” e estuda acionar lei de abuso de autoridade

Ex-secretária de Educação, Rejane Dias é investigada por suposto desvio de recursos do Fundeb. Governador estuda acionar lei de abuso de autoridade

Jornal GGN – O governador do Piauí, Wellington Dias (PT), afirmou por meio de nota que a operação deflagrada pela Polícia Federal nesta segunda (27) foi um “espetáculo” acerca de fatos que aconteceram 7 anos atrás. A PF investiga Rejane, a esposa do governador, que foi secretária de Educação numa época em que contratos de transporte público escolar estão sendo questionados. Os investigadores suspeitam de desvio de verbas do Fundeb.

Segundo a nota de Dias, Rejane renovou os contratos quando assumiu a Pasta para não interromper o serviço aos alunos da rede pública. Ela se colocou à disposição para explicar seu papel no governo à PF, mas ouviu que por causa do coronavírus, não seria possível depor. Para o governador, houve abuso de autoridade e a defesa está avaliando o que poderá fazer a respeito.

Contraditoriamente, a PF deflagrou uma operação ostensiva nesta segunda (27). Com autorização da ministra Rosa Weber, fez buscas na casa do governador. O gabinete de Rejane, que é deputada federal, também foi alvo dos policiais. Esta já é a terceira operação da investigação que começou em 2018.

Segundo a PF, os supostos desvios seriam, no mínimo, de R$ 50 milhões do Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básico) e do PNATE (Programa Nacional de Apoio ao Transporte Escola).

Em nota à imprensa, a PF reclamou que Dias mantém contratos com as empresas investigadas no inquérito. “Mesmo após duas fases ostensivas da operação, o governo do estado do Piauí mantém contratos ativos com as empresas participantes do esquema criminoso que totalizam o valor de R$ 96,5 milhões, celebrados entre os anos de 2019 e 2020.”

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Confira a nota do governador, na íntegra, abaixo:

“Mais um espetáculo em nome de investigação. Desta operação já é o terceiro espetáculo, um processo que vem de 2013, quando eu nem era governo, em contratos que seguia um padrão nacional, pagamento por quilômetro rodado. Quando a Sec Rejane assumiu a Sec da Educação em 2015, tinha que começar as aulas em fevereiro, os contratos estavam vencendo e, com base em parecer técnico e na lei, considerando a necessidade de não prejudicar aos alunos que precisavam de transporte escolar, foi renovado o contrato, dando tempo para nova licitação e novos contratos. Fizemos uma mudança que hoje é modelo para outros Estados e municípios, em que passamos a pagar por aluno transportado, como se paga uma passagem de ônibus.
Neste caso, como diz o processo, o Estado seria vítima, alegação é que algum contratado pudesse cobrar uma quantidade de km rodado maior que o tamanho das rotas.
Fica mais ridícula e desnecessária por que estamos falando de um fato de 2013, com operação em 2020, quando a ex Secretaria da Educação, hoje deputada federal, se prontificou a colaborar, por duas vezes nos últimos meses se colocou a disposição para prestar depoimento, para repassar todo e qualquer documento ou equipamento que precisar, fez questão de registrar assim, e foi dito que não era possível ela depor agora por que tinha a pandemia e estavam suspensos os depoimentos.
A operação na Câmara, na casa onde hoje quem mora é nosso filho e família, que nunca trabalharam para o estado. Ele é médico e salvando vidas pegou coronavirus… o espetáculo está feito. Ela afirma que a vida inteira agiu na forma da lei, está com a consciência tranquila, pronta para colaborar, e espera agora o direito de ser ouvida.
Acho eu que, infelizmente, muitos espetáculos ainda virão. Ainda bem que temos a lei de abuso de autoridade e estamos tratando com advogados sobre isto.”

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3 comentários

  1. Como a imprensa hegemônica irá agir? Simples replicar o assunto durante várias, bem diferente da ação da PF contra Alckmin e Serra.
    A vida segue…

  2. O PDJ (Partido dos Delegados Justiceiros) quer da facção curitibana turbianda pela “fundo Petrobrás”, quer da miliciana não deixará ninguém em paz nos próximos três anos, pelo menos: eles querem “ganhar” tudo. O que tem de delegado, oficial de polícia, promotor e até juiz candidato não está no gibi.
    Melhor se acostumar com a nova REPÚBLICA VELHA. Até que venha a nova REVOLUÇÃO DE 30 daqui a 40 anos anos.

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