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Xadrez da influência dos EUA no golpe, por Luís Nassif

A cada dia que passa fica mais nítida a participação de forças dos Estados Unidos no golpe do impeachment. Trata-se de tema polêmico, contra o qual invariavelmente se lança a acusação de ser teoria conspiratória. O ceticismo decorre do pouco conhecimento sobre o tema e da dificuldade óbvia de se identificar as ações e seus protagonistas. Imaginam-se cenas de filmes de suspense e de vilões, com todos os protagonistas  orientados por um comitê central.

Obviamente não é assim.

Um golpe sempre é fruto da articulação das forças internas de um país, não necessariamente homogêneas, e, em muito, da maneira como o governo atacado reage. No decorrer do golpe, montam-se alianças temporárias, em torno do objetivo maior de derrubar o governo. Há interesses diversos em jogo, que provocam atritos e se acentuam depois, na divisão do butim.

A participação gringa se dá na consultoria especializada e no know-how da estratégia geral.

E aí entram os princípios básicos, copiados das estratégias de guerra:

Etapa 1 - Ataques da artilharia: a guerra de desgaste, de exaurir antecipadamente o inimigo por meio de ataques diuturnos de artilharia.

Etapa 2 – a guerra psicológica, visando conquistar corações e mentes das populações dos países adversários contra suas tropas.

Etapa 3 – a primeira ofensiva, juntando o avanço dos tanques de guerra com ações táticas de Infantaria, visando impedir o inimigo de realizar determinadas operações

Etapa 4 – simultaneamente à Etapa 3, táticas de dividir as forças adversárias para ataca-las uma de cada vez.

Etapa 5 - Vencida a guerra, ocupar o país com um governo local que, ante um quadro de destruição ampla, ganhará legitimidade inicial com suas propostas de reconstrução. Por isso a destruição tem papel central na conquista do território, seja no decorrer da guerra ou no desmonte posterior.

Etapa 6 – a batalha decisiva. A aceitação ou não, da população do país, do modelo imposto pela guerra.

Vamos, agora, analisar o Caso Brasil.

Etapa 1 – os ataques de artilharia

Tem a função de fustigar os inimigos diuturnamente, de maneira a tirar seu fôlego e preparar o terreno para o início da batalha e o avanço da infantaria.

Quem acompanha as sutilezas do jornalismo pátrio percebeu nítida mudança no estilo editorial a partir do advento do Instituto Millenium que ajudou a definir um tipo de jornalismo de guerra mais sofisticado, e ser o ponto de convergência dos jornalistas que atendiam à demanda dos grupos jornalísticos por guerreiros.

Até então, a mídia atuava atabalhoadamente com factoides inverossímeis, dentro do que ficou conhecida como a era do jornalismo de esgoto.

A partir de determinado momento – e, especialmente, das notícias geradas pela AP 470, do mensalão – os ataques mudam de enfoque. Em vez do linguajar agressivo, cobertura intensiva do material fornecido pelo Ministério Público Federal e pelo relator Joaquim Barbosa, em linguagem aparentemente neutra, mas sempre incluindo frases-padrão. Em qualquer matéria, mesmo sem ligação alguma com a AP 470, qualquer menção ao PT era acompanhada de frases–padrão, tipo “partido que foi acusado de corrupção pelo STF”, e outros termos similares, repetidos exaustivamente. Instituiu-se método na campanha midiática.

Etapa 2 – a conquista de corações e mentes

Nas manifestações de junho de 2013 ocorreu a primeira explicitação do mal-estar coletivo com o início da crise. Antes, houve um trabalho crescente dos grupos de ultradireita nas redes sociais, se sobrepondo à jovem militância de esquerda que ficou rendida, sem informações e sem argumentos do lado de um governo, incapaz de articular um discurso político.

Factoides de apagão, de epidemias, ataques ao Enem, à organização  Copa do Mundo, tudo ficava sem resposta, sem informações do governo, deixando o campo aberto para o golpismo.

Os primeiros organizadores de encontros, jovens de extração de esquerda, foram jogados ao mar pela própria esquerda.

Sem competidores, os movimentos estimulados pelo exterior ganharam fôlego e o comando das ruas passou para grupos, como o MBL (Movimento Brasil Livre) e o Vem prá Rua, bancados financeiramente e com know-how de grupos empresariais norte-americanos, como os irmãos Koch, e brasileiros, como Jorge Paulo Lehman.

O know-how consistia na habilidade em criar agentes políticos do nada, valendo-se apenas das novas formas de comunicação e organização das redes sociais. Pelo extremo baixo nível das lideranças, percebe-se a enorme facilidade em se criar protagonistas para conduzir os movimentos de manada nas redes sociais

A Rede Globo levou dois dias para perceber que os aliados tinham assumido a iniciativa. Imediatamente seus comentaristas se alinharam em defesa das manifestações, depois de a terem desancado impiedosamente no início.

Nos links abaixo, algumas matérias explicativas desses movimentos de bilionários organizando a militância:

Intercept: a influência esférica da direita na América Latina

Esfera de influência: como os libertários americanos estão reinventando a política latino-americana.

Quem são os irmãos Koch

É movimento que repete o fenômeno da direita empresarial norte-americana nos anos 60, com grupos como o W.R.Grace, de irlandeses católicos fundamentalistas, investindo em cruzadas em países da América Latina.

Leia aqui sobre os Grace e sua Campanha Pelo Rearmamento Moral:

A relação de Patrick Peyton com a ditadura militar

A vinda do padre Peyton ao Brasil

Etapa 3 – o ataque com tanques e infantaria

A conquista de corações e mentes foi relativamente simples. Havia o dado concreto do mal-estar econômico. Bastou forçar nas relações de causalidade com Dilma e o PT, trabalho facilitado pela incapacidade de ambos de entender o momento e enfrentar o jogo tanto no campo político quanto da comunicação.

As manifestações de rua acionaram a bomba de efeito retardado, que catapultou a guerra para a etapa decisiva.

As ações que permitiram transformar um pequeno processo de Curitiba em um escândalo do Rio de Janeiro, capaz de derrubar um governo em Brasília, foram alimentadas pelo DHS, o poderoso Departamento do governo dos EUA, que surge a partir dos atentados às Torres Gêmeas, organizando as ações de 23 departamentos internos na luta contra o terrorismo e as organizações criminosas. Quando os EUA definem o combate à corrupção como ponto central de sua nova geopolítica, o DHS assimila o novo pacto comn o mundo corporativo dos EUA.

Ele se torna o ponto de contato com Ministérios Públicos em todo mundo, no modelo da cooperação internacional, ao mesmo tempo em que novas leis anticorrupção são aprovadas por organismos internacionais. A primeira aproximação com o Brasil foi no caso Banestado. A partir daquele episódio, estreitam-se as relações do DHS com o juiz Sérgio Moro e o grupo de procuradores que assume a Lava Jato.

Leia aqui sobre o DHS.:

Xadrez de como Serra tentou fincar um pé na cooperação internacional

 

Provavelmente vem do DHS o know-how de estratégias político-midiáticas da Lava Jato, a organização das informações em sites, a criação de perfis de procuradores e, mais à frente, a utilização política dos vazamentos. Antes disso, a seleção de procuradores e delegados que atuaram de forma harmônica.

Junto com o bombardeiro de tanques, ocorreram também operações táticas de infantarias, com a divulgação de conversas gravadas da presidente e a sincronização da agenda policial com a agenda política do impeachment.

Etapa 4 – a divisão das forças inimigas

A corrupção política contaminou todos os partidos, sem exceção. As delações dos executivos de empreiteiras forneceram um amplo arsenal para a Lava Jato, podendo selecionar os alvos a serem atingidos.

A atuação da Lava Jato visou três objetivos centrais, todos diretamente relacionados com os interesses norte-americanos, dificultando radicalmente o retorno ao modelo combatido:

·       Inviabilizar rapidamente as multinacionais brasileiras que competiam com grupos norte-americanos no exterior;

·       Derrubar o governo Dilma e, com ele, a legislação do pré-sal;

·       Inabilitar Lula politicamente.

Para que nada se interpusesse no caminho, tratou de poupar Michel Temer, principal personagem do escândalo da Eletronuclear, assim como Eduardo Cunha, que só foi preso depois de consumado o impeachment. E foi por isso que a maioria absoluta dos delatores conseguiu a libertação bastando, para tanto, as palavrinhas mágicas: Lula ou Dilma sabia.

Agora, uma checagem minuciosa mostra um trabalho relapso, muito mais focado na quantidade que na qualidade das delações. Mas obedecia à estratégia de comunicação, de não dar um minuto de folga aos inimigos (PT e Lula). Cada declaração, mesmo vazia e sem provas, alimentava o noticiário diário, insuflava o clamor das ruas e atraía adesões do Judiciário.

Etapa 5 – a ocupação do território inimigo

A estratégia pós-impeachment consistiu em implementar rapidamente um conjunto radical de medidas visando fazer terra arrasada do modelo econômico vigente. Antes mesmo do impeachment já haviam sido fincadas as bases do acordo com os coronéis do PMDB, em torno da tal Ponte Para o Futuro. A ponto do próprio Temer, em evento nos EUA, afirmar que Dilma caiu por não ter aderido aos pontos da tal Ponte.

É evidente que havia um documento, que foi entregue pessoalmente aos líderes do PMDB por representantes do tal do mercado.

Provavelmente, a cabeça por trás da Ponte para o Futuro, e do trabalho de demolição do orçamento, foi Marcos Lisboa, espécie de menino de ouro do liberalismo pátrio e ponto de contato entre os grupos de mercado, os políticos do PMDB re a alta burocracia pública, graças ao contatos desenvolvidos em seu tempo de assessor do ex-Ministro Antônio Pallocci.

Nas eleições de 2002, foi indicado para Jorge Paulo Lehman pelo economista brasileiro Alexandre Scheinkman, diretor do prestigioso departamento de macroeconomia da Universidade de Chicago. Lehman tentou enganchá-lo na campanha de Ciro Gomes. Com a eleição de Lula, Lisboa acabou indo para a equipe de Antônio Palocci onde, saliente-se, realizou um belo trabalho de reformas microeconômicas.

No discurso que fez no evento do Jota-Insper, na sexta passada, há todas as impressões digitais das principais maldades em tramitação na Câmara, inclusive a que obriga o devedor inadimplente que devolve o bem a continuar devedor. Para Lisboa, economia saudável é que a permite ao banco tirar a máquina do empresário inadimplente, ainda que uma máquina parada seja menos eficaz para a economia que uma empresa produzindo; que permite ao banco punir o mutuário inadimplente. Para ele, a inadimplência é um ato de vontade do devedor, não contingências da economia. É um autêntico defensor da eugenia social e corporativa.

Todo o estoque de projetos, a começar da PEC do Teto e, a partir dela,  o desmonte de todas as políticas sociais e a ocupação de todos os territórios do Estado, do aparelhamento da Funai à Eletronuclear, do Inmetro ao TSE (Tribunal Superior eleitoral) o.Simultaneamente, lança  um conjunto de medidas estruturais, que destroem o modelo anterior de Estado, para que a Nova Ordem possa ser a única alternativa visível.

A contribuição externa  se deu no aconselhamento da estratégia da Ponte para o Futuro e do conjunto de leis atuais.

O papel da mídia

A exemplo da estratégia pós-millenium, o papel da mídia é vocalizar um conjunto de slogans vazios:

A equipe econômica é brilhante. A frase é repetida por Ministros do Supremo, empresários etc. A maioria absoluta dos quais jamais tinha ouvido falar antes, ou depois, dos membros da equipe econômica.

Se reformar a Previdência, o país sai da crise. Não há nenhuma relação de causalidade. Para chegar a esse ponto de terra arrasada – parte da estratégia de desmonte do Estado anterior – acabaram com a demanda, criaram enorme capacidade instalada, aumentaram as taxas reais de juros, todas medidas pró-cíclicas.

Sobre essa retórica, prepararei um artigo à parte.

Etapa 6 – a batalha decisiva

O teste final serão as eleições de 2018. E, aí, há uma ampla confusão e disputa entre os diversos grupos hegemônicos que dependem de três balas de prata para enfrentar Lula.

A primeira dificudade é a identificação de um candidato competitivo, capaz de levar adiante o desmonte.

O clube dos bilionários do golpe abriu os olhos para o risco de confundir sua imagem com a da organização comandada por Michel Temer. E entendeu que a aprovação de reformas, sob o jugo de Temer, tirará grande parte da sua legitimidade. Além de comprometer qualquer tentativa futura de protagonismo político.

Aí entram em cena os conflitos de interesse.

Os caciques do PSDB continuarão sendo escandalosamente blindados pelo algoritmo do Supremo Tribunal Federal (STF). Mas, politicamente, estão liquidados.

Tasso Jereissatti pretendeu tirar o PSDB dessa rota suicida. Mas passou a enfrentar a pressão da banda fisiológica do partido, liderada pelo chanceler Aloysio Nunes. Sem financiamento empresarial e sem governo, parte relevante das atuais lideranças tucanas será varrida do mapa. Daí a insistência em permanecer no barco de Temer  

Por outro lado, o clube não dispõe de um nome competitivo para 2018. Marina Silva não tem fôlego. E Geraldo Alckmin não representa novidade alguma no panorama político.

Por tudo isso, o clube – mais a ala mercadista do PSDB, puxada por FHC – provavelmente jogará suas fichas na candidatura de João Dória Jr, apesar das imensas ressalvas que manifestam em relação a ele. Será uma novidade, mas dificilmente será competitivo.

Com o definhamento do PSDB, o antipetismo se tornou totalmente invertebrado.

O distrital misto

Sem uma liderança minimamente esclarecida, tenta-se, agora, esse aborto do modelo político ditrital misto  como última tentativa de sobrevida à atual bancada de deputados. E aí sobressai uma ameaça cada vez mais presente na política atual: a entrada de várias organizações criminosas no jogo.

O narcotráfico mostrou um poder assustador no episódio da helicoca, no qual a Polícia Federal e o Ministério Público Federal não moveram uma palha para apurar as ligações do dono do helicóptero, senador José Perrela, com o tráfico. O helicóptero foi devolvido dias depois para o dono, em outra atitude inédita.

Por outro lado, a extraordinária influência da Fenatran – a suspeitíssima federação de transporte urbano do Rio de Janeiro – no STF, através do Ministro Gilmar Mendes, acende outra luz amarela.

Finalmente, a tentativa de legalizar novamente o bingo abrirá nova frente de influência para o crime organizado.

O México é aqui e, ao contrário das suspeitas iniciais, o que mais se assemelha ao PRI mexicano não é o PT, mas esse amálgama que sai do golpe, com os primeiros indicios de parceria com o crime organizado.

O PSDB acena com o parlamentarismo, caso consiga o poder. É mais fácil Gilmar Mendes declarar suspeição em qualquer processo, do que a bandeira do parlamentarismo eleger um presidente.

O próximo presidente será eleito denunciando o saco de maldades produzido pelo atual governo, em parceria com o PSDB e com o mercado.

Por todos esses condicionantes, mais que nunca dependerão de ações no Judiciário para inviabilizar a oposição. Afinal, por mais que seja estreita a colaboração com os EUA, não poderão contar com a 7a Cavalaria contra os índios de Lula.

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Comentários

Espaço Colaborativo de Comentários

A influencia americana sobre

A influencia americana sobre corações e mentes não se dá por um plano estruturado de determinado governo ou Presidencia e sim por um sistema de atração intelectual que vem dos anos 20, com o cinema e a disseminação do "american way of life" como sendo o modo mais elevado de vida na Terra. Esse "imã" atrator funciona em qualquer governo americano, Democrata ou Republicano, é automatico e os paises emergentes caem na rede como insetos caem na rede da aranha, sentem uma atração inexplicavel para cair nessa rede, uma especie de nectar os induz a ser catequisados.

O sistema influencia muito mais as pessoas de origem simples, não influencia as pessoas de elite que são em geral criticas do "american way of life", motivo de piadas nas altas rodas do mundo. Sobre mentes simples o sistema produz um efeito religioso e os convertidos passam a agir como americanos, sem uma visão critica dos muitos defeitos do "american way of life", um modelo de vida que tem pontos positivos e muitos, cada vez mais, pontos negativos.

A grande arma são os "cursos e treinamentos' nos EUA. Há um aproveitamente bom nos cursos de ciencias exatas e muito ruim nas ciencias humanas, especialmente economia e direito. Os economistas formados nos EUA são devastadores para os paises que lhes enviaram, economia é uma ciencia que exige compreensão historica de alto nivel, o metodo americano de ensino de economia dava (hoje está mudando) maior valor a formulas matematizadas e padrões fixos, formando viés

para os que  retornam com a cabeça cheia de pdrões que podem ser logicos na economia americana mas são estranhos nas economias emergentes. Os que fazem Direito para uso no mundo corporativo privado pensam viver em função de multinacionais, unico universo onde o aprendizado se aplica, especialmente na area de contratos, os cursos LLM atraem

brasileios que forçosamente se convertem ao "ethos" cultural subliminar dos EUA. Mas o mais grave de todos esses treinamentos é quando o aluno vem e volta para o direito publico, ai o ensino americano é tragico para o Pais que

mandou o aluno, o pior é que o Estado geralmente paga esse custoso treinamento, após o qual o "treinado" passa a operar

dentro da "teia" de relacionamentos e influencia cultural do sistema americano, que é COMPLETAMENTE diferente do

sólido e muito mais profundo sistema juridico brasileiro, baseado no direito romano e no sistema de direito positivo do

Codigo Napoleão, mais sofisticado do que o "common law" anglo-americano.

No caso dos economistas a devastação causada nos paises emergentes é lendaria, paises foram destruidos por esses economistas que voltam totalmente "lavados" pelos seus mestres e sem a capacidade de fazer adaptações criticas a seus paises. Passam a ser criticos de tudo o que existe e acontece em seus paises de origem, querem empurrar reformas à força

para chegar o mais perto possivel do que aprenderam e o padrão de tudo passa a ser o modelo que lhes carimbaram na cabeça. O pior é que muitos desses convertidos fazem cursos pagos pelo Estado brasileiro.

Esse atração pela matriz é impressionante. Um caso emblematico foram os ultimos dois capitães da equipe economica do

Governo Dilma, Joaquim Levy e Alexandre Tombini, o primeiro Ministro da Fazenda e o segundo Presidente do Banco Central, um governo de esquerda e que presume-se deveria ter comandantes com uma visão nacional.

Os DOIS deixaram seus cargos e imediatamente foram morar e trabalhar aonde: nos Estados Unidos, e impressionante.

As equipes economicas desde o Plano Real se encaixam nesse padrão inteiramente americanizado no pior sentido do termo. Presume-se (é falso) que os "mercados" só aceitam economistas desse perfil, na verdade os mercados aceitam qualquer coisa, eles sempre se adaptam, até em guerras e revoluções. Delfim Neto jamais teve esse perfil e comandava o mercado, é uma questão de personalidade e postura, um Pais não precisa ser subserviente  para o Pais

sre respeitado pelos mercados, os comandantes das economias da Russia, India e China não tem perfil "americanizado"e

 são respeitados pelo que são seus paises como potencias economicas.

O livro classico de Maria Rita Loureiro "Economistas no Governo" explora esse filão da americanização da politica economica brasileira, é essa a maior devastação da colonização cultural que depois disso atravessou a ponte a passou a contaminar tambem o Direito, area tradicionalmente nacional na Historia brasileira, hoje tambem colonizada.

Os EUA souberam vender muito bem seus "cursos" para brasileiros basbaques, o Brasil é o Pais que mais manda aluas paa universidades americanas, atualmente há 220.000, grandes universidades americnas tem ESCRITORIOS em São Paulo para atrair alunos-clientes, o Estado brasileiro chegou a pagar em um mesmo ano 10.000 cursos no exterior, alguns desses poderes "autonomos" pagam seus membros para cursos infindaveis, um emendado nno outro, pagam o curso e mantem o emprego e salario no Brasil, ai os alunos voltam catequisados contra o Estado que lhes pagou o curso.

 

 

 

 

 

 

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Bom artigo!

Bom artigo, mas, em termos de análise política que envolva uma ampla causalidade, faltou a segunda metade dele.

A analogia pintada pelo Nassif com a guerra é absolutamente verossímil, mas, na arte da guerra, tributar a derrota de uma das forças apenas à ação tática do vencedor é, além de uma narrativa torta (aquela da história escrita pelos vencedores), um grande equívoco.

Valho-me de outra analogia agora. Não com a guerra, mas com o futebol. Se a primeira parte da crônica esportiva é "por que a Alemanha ganhou de 7 a 1 do Brasil", a segunda parte dela é "por que o Brasil perdeu de 7 a 1 da Alemanha". Que tal analisar a estratégia de futebol do Felipão?...

É óbvio que os petistas não vão gostar nem um pouco dessa "segunda parte", mas é ela que ensina, para quem quer aprender alguma coisa com a arte da guerra, por que os irmãos Koch e o imperialismo, depois de 50 anos, ainda não conseguiram derrubar o regime em Cuba, e continuam tendo enormes dificuldades para derrubar o chavismo (se é que algum dia conseguirão).

Que tal fazer isso agora?

(Os esforços para isso já se acumulam em uma enormidade de literatura, desde análises locais e de  corte limitadamente marxista, como as feitas pelo grupo de analistas em torno do André Singer, como em perspectivas continentais, como a acurada análise do cientista político Fábio Barbosa dos Santos -- Além do PT. A crise da esquerda brasileira em perspectiva latino-americana. Um modesto e pessoal esboço de análise, sob a forma de artigo de opinião, eu mesmo apresentei em uma publicação espanhola, que traduzi e publiquei aqui no blog há um ano atrás: O atestado de um suicídio político).

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Apenas como Adendo

È interessante complementar esta análise, com os livros de Moniz Bandeira, onde se tem detalhes da doutrina Sharpe, uma cartilha do Departamento de Estado Americano, para  fazer  a derrubada de governos sem intervenção militar, contando com o financiamento de grupos, do judiciário, e de classes políticas e estimulo a movimentos e protestos de rua. Esta doutrina esteve em ação em vários dos movimentos  chamados primaveras árabes e as primaveras coloridas que derrubaram governos de antigas republicas soviéticas vizinhas do Irã, Iraque e Afeganistão. A  cartilha fala explicitamente da criação e financiamento de grupos como MBL.  Moniz Bandeira é um historiador renomado, radicado na Alemnha, e  indicado ao Nobel em 2015. Interessante também no livro é explicitar os interesses geopolíticos americanos, isto é o foco na destruição de qualquer influência geopolítica de qualquer outro país ou bloco. Fica patente que a recriação da guerra Fria, com os russos e os ataques ao Brasil tem muito a ver com os BRICS. E jamais esqueçam que  o preço do petróleo está setenta por cento mais baixo, num momento onde um Oriente Médio conflagrado diminui a oferta. Mas este preço é o torniquete no pescoço da Venezuela, e o seria no pré-sal, se o know-how da Petrobrás não tivesse conseguido levar os custos de extração do barril, no pré-sal a  9 doláres. Jornalistas pagos ou ideológicos  como Waack, afirmavam que quando o preço chegasse a 30 dolares o pré-sal ficaria inviável. A Venezuela é a bola da vez. O Brasil é a dúvida. Não estão muito confiantes, mas o objetivo é e será eliminar qualquer vestígio e possibilidade de reimplantação de políticas sociais e economicas, identificadas com o PT.  Devido a esta falta total de raizes nacionalistas desta corja que subiu ao poder, da inépcia neoliberalizante do PSDB, e da quadrilha pmdebista, tentaram com uma rapidez estonteante e muita compra de voto, passar todas as reformas sem sequer olhar para a realidade social. Pela via legislativa e judiciária, vão tentar  aprisionar o país. Precisam de uma reforma política que inviabilize não apenas o PT, mas principalmente as políticas socais e economicas identificadas com o PT.  Mas para se manter no poder só tem esta alternativa, que  leva a mais recessão e caos social, pois só poderá ser mantida com um legislativo subornável e com muita repressão.

No processo criaram uma verdadeira república de Aiatolás, pois deram tanto poder ao Judiciário, que agora este quer mais, E é um poder pulverizado, onde qualquer juiz de qualquer instância faz o que quer. Ultimamente controlam até o que as advogadas devem usar. Controlarão as escolas  e quiçá proibirão Darwin. A repressão política já está ocorrendo com a prisão de professores de um Instituto Federal em Abelardo Luz, acusados de contactos com o MST. ( Como se o MST fosse alguma organização criminosa. ) A repressão já está aí com uma tropa da PM em São Paulo, constrangendo e se impondo numa audiência publica para impor a tal Escola sem partidos e querendo extinguir o termo direitos humanos. Tudo isto liderados pelo governador da Opus Dei, Alckmin.  A direita brasileira só fica no poder se usar da repressão, pois já se mostrou completamente inepta ao governar.

No meio da crise em que o país se encontra, os nossos empresários além de nada investir ou empreender ( sem garantias do Estado), acionam os seus deputados para fraudarem o INSS em mais de 200 bilhões (ao mesmo tempo que defendem a reforma da previdencia) e sequer aceitaram a generosíssima proposta do REFIS, que  ( vejam que bondade) estimava a dívida  de nossos empresários em apenas 13 bilhões. Mas não contentes com isso, brigam para não pagar nada.  Obviamente eu sequer vou falar dos processos no CARF. Este é o retrato de uma classe que enxerga o país apenas como um alvo de um butin.

E logo estarão vendendo suas empresas para o capital estrangeiro e se mudando para Miami, e dirão que estarão fugindo da violência e da ignorância.  Deixando que toda uma parcela da  classe média brasileira fique repetindo os chavões neo liberais na esperança de parecerem membros da "elite"

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a influencia dos EUA no golpe de 2016

Nassif eles não virão com o 7º Regimento da Cavalaria. Lembre-se,  eles vieram em 64 com a 4ª Esquadra, porta-aviões e um regimento de marines (isso só era a tropa de desembarque). Falar em 4ª Esquadra, ela voltou a navegar no dia seguinte ao anuncio do pré-sal pelo Brasil. Os americanos nada informaram aos paises da Al sobre a volta da 4ª Esquadra. Perguntados sobre o fato, simplesmente disseram: nada a informar. Estamos nos enganando, sonhando acordados, não retornaremos a democracia, normal, tão cedo. Preparem os seus corações. A pior ditadura é a do judiciário. Aliada a um congresso expurio. A uma midia controlado por interesses menores e um empresariado escravagista. O que  poderemos fazer? Votar? kkkkk! Bobinhos!

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A presença dos EUA no golpe de 2016

Tomara que eu esteja errado. Mas, não teremos eleições diretas em 2018. O objetivo (meta) do golpe é não premitir, pelos próximos 20 anos ou mais, que governos progressistas (populares) assumam o governo. Não só no Brasil, em toda a AL. Repete-se o que foi feito em 64, usando as forças armadas, tendo como mote: "a comunização da AL" (o perigoso Fidel e Che). Agora, em 16, o mote é o combate a corrupção.(sic). Alem disso, chineses e russos (BRICS), estavam siscando no galinheiro dos EUA, isto é, a AL. Garantir o acesso/controle do pré-sal e impedir a integração da AL, complementa ao meu ver o cenário do golpe. Portanto, o dia do impitim da Dilma será o dia, que vai durar, de novo, vinte e um anos! Novamente, o drama se repete, não como farsa, mas como BRUTAL realidade! Pobre povo brasileiro! Pobre pais do futuro! Lembro-me, da piada. Deus provia o Brasil de todos os recursos naturais, sem vulcão ou terremotos, alguem perguntou: por que tudo para o Brasil? Deus respondeu: não se preocupe, você vai ver o povinho que eu colocarei lá! Desculpem-me, a baixa alto-estima! Aos 70, depois de quarenta anos de luta e de sonhos, tinha a ilusão de deixar, para os meus netos e filhos, um país mais igual e solidario, justo. Morrerei, sem ver isso! Eu devo merecer! Perdi! Mas, a luta contínuar e será renhida!

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Somebody

Comentário meio fora de

Comentário meio fora de tópico mas importante: Os primeiros banqueiros começaram a ver risco de calote na dívida pública brasileira depois de tantos atos ridículos dos conspiradores e sua "equipe econômica". Se começaram a admitir esse risco é porque a situação está bem pior, e em um governo composto por criminosos isso pode resultar em absurdos ainda maiores contra a população. Vocês deveriam começar a agir antes que toda a riqueza do país seja roubada e posta em paraísos fiscais e os conspiradores fujam do país depois de aplicarem a tática de terra arrasada (pois eles têm ódio do Brasil, vão preferir destruir tudo antes de fugirem).

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Livro

Oi Nassif. Vc já não tem muito material para um ou vários livros?

Enquanto estiver na internet, o google pode zerar tudo e só se lembrarem do que vc escreveu. Livro físico fica na história, literalmente para sempre. Vc tem bastante gente que confia em vc e no seu profissioalismo. Amorin já fez o dele. Vc tem o "cabeças de Planilha" que é um livro histórico e ainda atual. Falta esses lances a mais. Ou vc pretente que feche a esse ataque a democracia, que começou em 2004? Deve ter material para uma tríade. Lance o primeiro e deixe o pessoal interessados nos outros 2 volumes que virão a seguir.

Se for necessário, devido a profundidade em outras áreas, colaboradores de nível é que não falta, né?

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imagem de Afonso Celso de Oliveira
Afonso Celso de Oliveira

EUA

Foi assim na Tunisia,Libia,Ucrania,Siria e Grecia e no Brasil os procedimentos com variações foi igual.

Novos capitulos estão para ser escritos,pois foi nomeado para comandar a Procuradoria da Republica uma ,cidadã Americana,pois quem e casada com um Americano ,Americana é.mas não é um simples mortal Americano ,é um ex-funcionario da embaixada Americana em Brasilia,professor de Ingles para crianças.Nada mais inocente.

Tem duvida consulte o GOOGLE esta tudo contado,ela vai controlar o Brasil pela Justiça.Os amigos do Rei serão poupados,os inimigos condenados.Não foi o Temer que conversou com ela,o Temer só ouviu.

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Xadrez da influência dos EUA no golpe

o ardil (dodge):

“Eis que farei aos da sinagoga de Satanás, aos que se dizem judeus, e não o são, mas mentem,”

Revelação 3:9

não são os EUA, reduzidos hoje a uma pilha de escombros, tal e qual o Brasil. é o Império, entre estertores e rugidos de seu fim inexorável, ameaçando levar junto com ele toda a humanidade.

vídeo: Shlomo Sand: 'There are Israeli, not Jewish people'

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Júnior 5 Estrelasl

Mudancas a vista na PGR.Sai

Mudancas a vista na PGR.Sai doze anos entra baby alive morena.

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Júnior 5 Estrelasl

Mudancas a vista na PGR.Sai

Mudancas a vista na PGR.Sai doze anos entra baby alive morena.

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LAWFARE DE MORO CONTRA LULA ATINGE O RIDÍCULO

Link:

http://bit.ly/2wrbuFx

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Os historiadores futuros

Os historiadores futuros passarão pelo blog do Nassif na tentativa de enteder estes dias.

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imagem de Cintia Escobar
Cintia Escobar

Direita no Poder

Não é de se estranhar qua a Direita não saiba governar. A questão é que eles não vêm para governar, eles vêm para defender os interesses de seus patrões, que, no caso, não é o povo ou o crescimento sustentável. Vejam o contraste entre o discurso da contenção de desperdício dos recursos públicos(PEC 241, Fim do Ciência sem Fronteiras, redução de 40% no orçamento para Ciência e Pesquisa...) e a distribuição de recursos e deputados e perdões de dívida em troca de votos para que Temmer não seja julgado por corrupção provada, gravada, filmada... Tudo isso para que se aprovem as refromas Trabalhista e Previdenciária!!! Vejam como Alkmim, Dória, Temmer, Aécio, Rodrigo Maia e etc defendem essas reformas. Alguém já parou para calcular quanto os banqueiros ganharão com a Reforma da Previdência?

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imagem de Marcelo33
Marcelo33

Esse país está morto, com a

Esse país está morto, com a cumplicidade do povo lesa pátria e traidor !!!

Se matarmos todosos traidores, não seremos nem 90 milhões em ação !!!

Povinho de merda !!! Classe média mais de merda ainda e elite esgoto puro !!!

 

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Saques

Estava conversando outro dia com um amigo meu economista e ele me disse que uma das maiores atrocidades econômicas cometidas contra a população é o aumento dos custos com gás de cozinha, combustíveis e energia elétrica, pois com a crise a maioria das pessoas começa a sacar suas poupanças para pagar dívidas e contas de rotina

Propositalmente o que o governo faz é mais um assalto no bolso do trabalhador e dos desempregados que conseguiram guardar algum dinheiro no governos Dilma-Lula, a ordem do dia no governo Temer é essa: arrecadar dinheiro da população e poupar os ricos de pagarem qualquer coisa já que foram eles, conjuntamente com o EUA, que bancaram o golpe, usando a ganância da nossa pseudo-elite no arregimento de seu exército de cidadãos brasileiros com cara e pensamento da elite mexicana

E se alguém ainda duvida do dedo americano na derrubada e criação de crise de cada um dos governos democráticos na américa latina é melhor procurar um tratamento em Cuba

 

http://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2017-05/mais-brasileiros-estao-tirando-o-dinheiro-da-poupanca-para-pagar-despesas

http://janeayresouto.com.br/noticia/temer-perdoa-divida-de-r-78-bilhoes-de-empresarios

https://www.cartacapital.com.br/internacional/senado-paraguaio-destitui-lugo-e-golpe-relampago-e-consolidado

https://www.brasil247.com/pt/247/brasil/274788/Assange-Golpe-no-Brasil-foi-constru%C3%ADdo-h%C3%A1-muito-tempo-com-apoio-dos-EUA.htm

https://www.cartacapital.com.br/politica/grampos-lula-dilma-e-moro-entenda-o-novo-caos-politico

 

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Sobre o "distritão misto"

Golpe: o que está por trás do tal “Distritão MISTO”

Por Núcleo Duro

- Uma conta de chegada:

Como voto em legenda é um fenômeno de grande centro/ Sudeste/ Sul, devem ter rodado uma simulação com esse "distritão misto" e visto que assim colocam mais uma meia dúzia em SP/ MG do PT.

Isso é conta de chegada pra acomodar o PT de SP!

A questão é que o PT ~não~ é mais "governo federal" e provavelmente não deixarão que haja ~expectativa~ disso em 2018 na hora da eleição ("Lula Presidente"), para chegar a influenciar o voto pro Legislativo onde há tendência “governista”/ fisiológica.

(“grotões”)

Então, suponho que o PT deverá perder muito mais gente nos grotões do que seria compensado em SP e MG por meio desse "distritão misto".

*

- Não renovação via grana:

Dificulta-se a renovação MESMO no Sul, Sudeste.

Deve-se lembrar que vem associado a financiamento público ~e~ limite de autofinanciamento. E o financiamento público depende da ATUAL força política.

*

- Cláusula de barreira:

Quem não ultrapassa a barreira mas se elege teria direito a participar de Comissão?

Se não tiver, melhor entregar o mandato (!)

Comissão é onde 90% do processo legislativo se faz.

 

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Leandro_O

Acho inoportuno colocar a

Acho inoportuno colocar a comparação das tomadas. No mínimo é falta de respeito com os técnicos que desenvolveram, servidores públicos concursados.

A crítica às tomadas corrobora, por exemplo, o que Ricardo Amorim escreveu em "A tomada de três pinos e a Olimpiada", em agosto de 2016, (http://istoe.com.br/tomada-de-tres-pinos-e-olimpiada/), que chega a ser estúpido de tão ignorante no trecho em que destaco:

 "Ao invés de lidar com as causas da baixa competitividade – o excesso de gastos públicos, a burocracia, a má qualificação da mão de obra, a falta de infraestrutura adequada e o baixo grau de automação –, o governo Lula tentou proteger nossa indústria artificialmente, aumentando tarifas de importação e, ideia genial, criando a tomada de três pinos. " O Lula iniciou o mandato em 2003 (talvez essa data seja conhecida). Talvez o que não se sabe é que existem instituições competentes, com pessoas competentes e que tomam decisões baseadas em aspectos técnicos. O projeto de mudança veio com a NBR 14136:2001 ABNT/CB-03 do Comitê Brasileiro de Eletricidade, norma que foi baseada na IEC 60906-1:1986, e que veio para substituir a NBR 14136:1998, publicada pela primeira vez em  01 de julho de 1998!!!! Nem vou entrar na questão dos inúmeros tipos, mas vejamos o que está escrito na página da Comissão INTERNACIONAL de Eletrotécnica IEC (!): http://www.iec.ch/worldplugs/why_so_many.htm "Why are there so many plugs and sockets?....Is there any hope for the future?The IEC issued its International Standard for a universal plug in the 1970s; so far it has been adopted by Brazil and South Africa." Tradução livre:"Por que há tantos plugs e soquetes?...Há alguma esperança para o futuro?A IEC publicou seu padrão internacional para um plug universal nos anos 70, até o momento tem sido adotado pelo Brasil e África do Sul." É, pois é, sabe o que tanto disseram sobre a "Síndrome de Vira-Lata" do brasileiro??  Por que não adotaram o padrão dos EUA, muitos perguntam. Ora, basta verificar que a grande maioria dos países utilizam o padrão Tipo C, pinos redondos (http://www.iec.ch/worldplugs/map.htm).  Mas tem mais um pouco, vejamos o que diz a página http://www.worldstandards.eu/ : "TYPE N - Type N is used almost exclusively in Brazil. ...Type N is actually based on the international standard 230 V household plug system, called IEC 60906-1. In 1986, the International Electrotechnical Commission published this standard, which was intended to become the common standard for the whole of Europe (and, by extension, all other regions with 230 V mains). Unfortunately, the effort to adopt it as a European Union standard was put on hold in the mid-1990s. Brazil had been using as many as 10 (!) different types of plugs and sockets, including the frequently used type C. In order to put an end to this proliferation of different socket and plug types, the Brazilian Association of Technical Standards (Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT)) decided to standardize on IEC 60906-1. In 2001, this standard was adopted in Brazil as NBR 14136 and its implementation started in 2007. This Norma BRasileira 14136, however, is not completely identical to IEC 60906-1: the Brazilian standard has a pin diameter of 4 mm for the 10 A plug and 4.8 mm for the 20 A plug, whereas the original IEC 60906-1 standard only has one single pin diameter of 4.5 mm and a maximum current of 16 A. Thanks to modern injection moulding technology, which did not exist when most other plug types were originally designed, the very recent type N standard is more compact, robust and safe than any other plug/socket system in the world."   Tradução livre:"TIPO N - O Tipo N é utilizado quase que exclusivamente no Brasil....O Tipo N é atualmente baseado no padrão internacional de 230V para plugs de uso doméstico, a IEC 60906-1. Em 1986, a Comissão Internacional de Eletrotécnica publicou esse padrão, que tinha a intenção de se tornar um padrão comum para a Europa inteira (e, por extensão, para todas as outras regiões com redes de 230V). Infelizmente, os esforços para adotá-lo como um padrão da União Europeia foi suspenso no meio dos anos 90. O Brasil tem usado 10 (!) tipos diferentes de plugs e soquetes, incluindo o Tipo C comumente utilizado. A fim de acabar com essa proliferação de diferentes soquetes e tipos de plugs, a ABNT decidiu padronizar baseado na IEC 60906-1. Em 2001, esse padrão foi adotado no Brasil com a NBR 14136 e sua implementação começou em 2007. Essa NBR 14136, no entanto, não é completamente idêntica à IEC 60906-1: o padrão brasileiro tem um pino com diâmetro de 4mm para plugs de até 10A e de 4,8mm para até 20A, enquanto que o padrão original da IEC 60906-1 tem somente um diâmetro de pino: 4,5mm para uma corrente máxima de 16A. Graças às tecnologias modernas de injeção, que não existiam quando a maioria dos outros tipos foram projetadas, o recente padrão Tipo N é mais compacto, robusto e seguro que qualquer outro sistema de plug/soquete no mundo"    Não conheço pessoalmente os técnicos que trabalharam no desenvolvimento disso, mas brincar ou criticar o modelo adotado é ignorar que há muita gente qualificada nos órgãos públicos, é corroborar com a ideia de que toda decisão em órgãos públicos é política, como se nada fosse técnico. 

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Protecionismo disfarçado

"Técnicos que desenvolveram concursados"?

Leia o artigo.

Essa tomada é idêntica à que é usada na Suíça desde sempre!

Mesmo não sendo original, de qualquer forma, haver 3 pinos - introduzindo o fio terra - é ótimo.

Já adotar formato diferente do de todo mundo é uma "barreira técnica ao comércio internacional".

(TBT Agreement, OMC)

Um protecionismo disfarçado.

Pode-se ser a favor ou contra o protecionismo...

Mas que é protecionismo (tosquinho...), é!

Como exportadores chineses mandarão produtos já com a tomada brasileira para o Brasil, suponho que isso vise a desincentivar compradores individuais em viagem ao exterior, com o inconveniente de ter de usar um adaptador.

Creia-me: entendo bem o inconveniente. Aqui em casa o que não falta é adaptador, para poder usar tudo o que tem o padrão de tomada da União Europeia (o primeiro da esquerda para a direita na linha de baixo da figura) aqui na Suíça.

Suíça, que, como disse, tem o formato "brasileiro" há décadas.

 

 

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Leandro_O

Sempre vai haver quem

Sempre vai haver quem argumente que barreira técnica é protecionismo....

(quem sabe quando todo mundo já estivesse usando e o Brasil fosse o último, daí viriam a aceitar mais fácil)

https://ustr.gov/sites/default/files/TPP-Chapter-Summary-Technical-Barri...

Technical Barriers to Trade (TBT)

IMPACT:

Product standards facilitate commerce by providing assurances to consumersand businesses that the products they are considering purchasing aresafe and effective. Without such a system, commerce would be thwartedas consumers and businesses alike find themselves unable to determinewhether products worked as advertised, met specifications, and were safeto use. Measures related to standards fall into three areas. The first, standardsset by business and professional standards associations, make sureproducts are compatible, reliable, and otherwise meet business needs. Anexample is the design of electrical plugs, where standards-setting amongbusinesses ensures that they fit securely into sockets, delivering electricalcurrent safely and without risk. A second is the technical regulationsgovernments develop to ensure that products do not pose risks to publichealth or safety and environmental quality, or to address other public policyconcerns. An example is components for autos or airplanes, where specificsafety standards must be assured. The third is conformity assessment procedures,or objective testing to verify that the products meet the standardsand technical regulations set by governments or private standard settingbodies. Such testing may be conducted by governments or by private conformityassessment bodies, depending on the product.  Measures within the scope of application of the Agreement on Technical Barriers to Trade Standards, as we said, are not mandatory.  However, they are the vast majority of requirements to which a producers and exporters are subject to.  That is why the acceptance of the Code of Good Practice by standardizing bodies is so important to international trade.  By adopting common practices, such bodies may ensure that standards are non-discriminatory and not more trade restrictive than necessary vis-à-vis to fulfil a legitimate interest. Moreover, industries are not obliged to accept the Code of Good Practice, and in general are not seen as non governmental standardizing bodies, since their main activity is not to set standards, but actually to produce a product that follows certain standards, even if created by them. Despite the fact that the relationship between private standards and the TBT Agreement is not as yet clear, the influence that industry standards have in international trade among nations cannot be neglected.  That is why we would like to give you an illustration of an industry standard, so that you may understand what it is.  This will be our fourth example, below.   ILLUSTRATIONFIRST EXAMPLE:  PLUG SOCKETS FOR ELECTRICAL APPLIANCESHave you noticed that different countries have different standards for plug sockets?  This means that if you move with your Fridge around the five continents, you will probably end up having to buy an adaptor in every different place, unless you find an universal adaptor!  In fact, there is a "universal" plug and socket system designed by the International Electrotechnical Commission, which is used in few countries, because developed countries, including European countries, Australia and the USA, have a well-entrenched system of their own.  This universal plug system may grown on popularity with time, as a way of promoting harmonisation and facilitating trade flows. 

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O brasil tem uma incrível

O brasil tem uma incrível vocação para o papel de capacho. Primeiro, de Portugal; depois, da Inglaterra e, finalmente, dos EUA e do "mercado". Li o comentário de André Araújo e me lembrei que uma vez li algo mais ou menos assim: O cinema foi a arma mais importante que os EUA usaram para dominar o mundo. Ou, pelo menos, uma parte dele.

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Xadrez da influência dos EUA no golpe

dois processos em curso confirmam que “a vida só é bela para os ressuscitados”:

- a formação do VAMOS!;

- a Caravana de Lula pelo Nordeste.

no Brasil que renasce dos escombros nada será como antes. enquanto isto, os EUA se afundam cada vez mais no pântano do Império.

p.s.: não se iludam, o Império vai mandar prender Lula. seus executivos no Brasil são: Lemann, Armínio Fraga, Goldfajn, Safra, Setúbal & Marinho, Steinbruch, Henrique Meirelles. os responsáveis pelo atoleiro no qual o Brasil foi atirado pelo impeachment.

vídeo: VAMOS!

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Romanelli

LULA já  ..porque não faz

LULA já  ..porque não faz sentindo esperar por 2018  ..os golpistas não podem continuar a querer nos comandar

Apostar no desgaste e na sangria da direita c/a crise é INFANTIL, pois eles mostraram que sabem como arreliar um jogo quando a adversário é um BUNDA

Espear por 2018 é o MESMO ERRO que os democratas cometeram ao aguardar pela reação do governo INCOMPETENTE de DILMA

2018, se com LULA, tem enormes chances de NÂO ocorrer

tal qual 1961/64, o torniquete esta sendo APERTADO aos poucos  ..isso enquanto o povo aguarda MANSO a hora do abate final

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j.marcelo

Esta perseguição jurídica ao

Esta perseguição jurídica ao PT tem uma semelhança incrível com a ocorrida com o partido dos panteras negras nos EUA,seus líderes foram acusados de crimes e presos no modus operandi "moro",fora a perseguição a seus integrantes,o q fez o movimento refluir,já pelo visto por aqui este "modus operandi moro",teve o efeito contrário,o pt teve mais filiações e reacendeu o ânimo de muitos militantes partidários!

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23/09/2017 - Sinal do Fim dos Tempos.

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carlos alberto rodrigues de carvalho filho

O lixo nao reciclavel do PSDB

 O Psdb esta rachado porque a ala mais velha esta com o rabo preso com o Aecio e os que não estao, se Aecio cair cai toda cupula tucana porque ele vai delatar,então Temer diz: me apoem e eu apoio o mineirinho no senado, então a velha guarda tucana esta com Temer e não abre. Vão se degastando ate 2018.

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Horacio Duarte

Faltou algo

As vezes eu acho que o desfecho do golpe assustou os golpistas, não esperavam por isto, no máximo o governo nas próximas eleições. O que eu acho é que a situação, em determinado momento, saiu do controle, Moro já não controlava a  lavajato e o fogo começou a alastrar. Foi necessário o golpe e a prisão de Eduardo Cunha para que o governo, de um bando de medíocres,  minimamente operassem um congresso sem liderança e com parte deles em pânico.

Já o interesse americano me parece estar em enfraquecer um país que crescia diplomaticamente, embora sob Dilma fosse uma nulidade. É o Brasil não tinha só o pré-sal, era um grande obstáculo as aventuras que se desenham na Venezuela. Com as reservas sauditas em queda certamente a Venezuela tem as maiores reservas do mundo atualmente.  Os americanos sabem o que querem, democracia na Venezuela, óbvio, os empresários brasileiros é que não estão entendendo mais nada.

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Benneh Carvalho

Faltou algo

Realmente concordo com você, Horácio Duarte, em gênero, número e grau. O desejo do PSDB era fazer Dilma sangrar até 2018 para tentarem voltar ao poder elegendo o novo presidente. Aluísio Nunes já havia afirmado isso com todas as letras, conforme a imprensa noticiou. O fato é que a coisa acabou saindo totalmente do controle e o PMDB, PSDB e aliados acabaram segurando o verdadeiro "pau de bosta' que estamos vendo agora. E o pior de tudo para eles é que Lula e o PT acabaram saindo ganhando eleitoralmente com tudo isso, o que com toda certeza não ocorreria caso Dilma continuasse governando. Resumindo: o tiro verdadeiramente saiu pela culatra...

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Marcelo33

Acho que não... sancionaram a

Acho que não... sancionaram a PEC do Teto, que não fariam com a Dilma lá... tem a caneta para comprar tudo e todos...

A política econômica do PSDB está na constituição até 2038, a esquerda jamais terá bancada para reverter isso. Se sair distritão e parlamentarismo, aí que não terá mesmo...

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O PT e o Lula não têm condições de enfrentar toda essa estrutura

O PT e o Lula não têm condições de enfrentar toda essa estrutura de Poder engendrada pela direita nativa e o imperialismo americano. A única saída é a formação de uma plataforma política de centro esquerda que congregue o maior número de setores progressistas e que possa incluir a própria classe média.

O Michel Temer conseguiu desmoralizar o golpe e abriu uma brecha para que setores comprometidos com o Brasil possa assumir o controle do país. Por isso, é fundamental não desperdiçar essa chance histórica. 

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Junior 5 Estrelas

 "Setores comprometidos com o

 
"Setores comprometidos com o Brasil possa assumir o controle do país".Tem alguma de errado aí amigão.

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Leo V

Há um erro na Etapa 2

"A Rede Globo levou dois dias para perceber que os aliados tinham assumido a iniciativa. Imediatamente seus comentaristas se alinharam em defesa das manifestações, depois de a terem desancado impiedosamente no início."

Em junho de 2013 não havia Vem Pra Rua, e o MBL não estava presente. Ambos só irão ter protagonismo em manifestações de rua a patir de 2015.

Após o dia 13 de junho a grande imprensa, articuladamente passou a apoiar as manifestações contra  aumento da tarifa que antes estavam sendo criminalizadas pela própria imprensa. Ao mesmo tempo foram ressignificando as manifestações e levando sua base pra rua, com pautas retiradas de noticiário de TV (Como a PEC 37).

Portanto é errado afirmar que a Globo só dois dias depois de perceber que seus aliados estavam à frente que mudou de posição. Ora, foi a Globo, Folha, Abril, Estadao que resolveram tomar a frente, impulsionando sua base às ruas.

 

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Nome aos bois. Listei :Precursores, ativistas e omissos no golpe

Precursores :

Supreminhos de justiça (principalmente sob a liderança do Joaquim Barbosa e de Gilmar Dantas - Procuradoria da república (sob lideranças do Antonio Fernandes e Gurgel )

Ativistas :

Gilmar Dantas, PMDBestas(exceto Kátia Abreu e Requião) - PSDBestas - Maçonaria - Supreminhos da justiça - Silas Malafaia - Mrinhos e serviçais - Silvio Abravanel Santos e serviçais - Frias e serviçais - Bispo Macedo e serviçais (exceto PHA e Azenha) - Hélio Bicudo - Torturador Carlinhos Metralha - Marta Suplicy - Ator pornô Alexandre Frotta - Atriz Regina Duarte - Atriz Suzane Vieira - Pastor Everaldo - Marina Silva -  Atriz pornô Vanessinha Gaúcha - Bolsonaro - Moro - Ator pornô Kid Bengala - PSTU - DEM - REDE de Marina Silva (exceto Molon) - Empresário do sexo Oscar Maroni - Luana Piovani - Lobão - Polícia federal comandada por Daielo- Farsa Sindical- FIESP - FIRJAN - CNC - CNT - ABERT - ANJ 

Omissos :

PSOL (exceto Jean Willis) - Caetano Veloso - Gilberto Gil - Eduardo Cardoso - Irmãos Viana do Acre - Aloísio Mercadante - FFAA - 

 

Podem acrescentar os que, no momento,  esqueci

 

 

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franciscopereira neto

Sinceramente

Com todo o respeito que o Nassif merece não consegui ler nem a metade do texto.

De tão previsível nos primeiros parágrafos, acabei abdicando de ler o resto.

Se considerarmos a adesão tardia (ele vai dizer que não) do blog assumir a "teoria da conspiração" que vem se provando na prática que não é teoria nenhuma, acho um grande vacilo do jornalismo progressista, aqui incluído o Nassif, não por falta de alertas dos comentaristas, e eu simplesmente pela intuição, vinha dando sinais de que as coisas não eram articuladas somente aqui dentro. Digo intuição porque não sou do ramos. Não tenho as ferramentas que o jornalista tem, mas tenho idade suficiente para entender um pouco de história.

É tarde para reverter essa situação.

Acho que ainda não é.

Mas para enfrentá-los entendo que não se deve usar medotologias convencionais, porque o jogo é bruto. e não seria pela via "democtática" que conseguíamos  vencê-los.

Contra métodos truculentos, devem ser usados contra ataques truculentos.

Não me venham com essa ladaínha que só na democracia conseguiremos os nossos objetivos.

Por acaso eles estão usando as legalidades da democracia para se apoderarem das nossas riquezas?

Tem que partir para o confronto. Simples assim.

Ficar defendendo a democracia como instrumento de luta é dar de bandeja a cabeça,  como a de João Batista.

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Edivaldo Dias Oliveira

O laboratório hondurenho

Nada disso teria acontecido se em 2009, durante o golpe que apeou Zelaya do poder em Honduras, em função de algumas estripulias do mesmo contra a carta de seu país, vá lá; O governo brasileiro tivesse sido duro com Hilary/Obama e não abrisse mão da recondução de Zelaya ao poder, pois o mesmo encontrava refugiado na embaixada brasileira.

Hilary insisitiu que aquilo não mais aconteceria, convencendo o presidente Lula a aceitar o golpe, quando o correto seria reconduzir Zelaya, desde que esse abrisse mão da emenda que lhe garantia a reeleição ou coisa assim. Os golpistas, lá como cá e tambem no paraguay, se apegam a detalhes filigranáticos para justificar o golpe. Detalhes que eles chutam para debaixo do tapete depois do golpe dado, vide o que Temer faz com a carta brasileira.

Honduras se deu antes da primavera árabe, portanto alí se aplicava na prática a teoria de Gene do softgolpe. Na época, escrevi um pequeno artigo no Fora de pauta, rogando a Lula que não cedesse aos apelos de Hilary/Obama, pois se conseguissem colocar o pé na porta, eles a escancariam, algo assim.

Lula e o Brasil tinha imensa influencia junto aos demais países da OEA a época e podia medir força com os EUA diplomaticamente falando, e vencer. Os EUA não iriam partir para o enfrentamento armado por causa de Honduras contra toda a AL.

Mas não, cedemos ao apelo americano de que aquilo não mais se repetiria e a unica exigencia que fizemos foi a de salvo conduto para Zelaya. Deu no que todo mundo viu: Caiu lugo, por nada  e depois a praga america se estendeu por toda a arábia e finalmente a queda de Dilma.

Nunca é demais lembrar que entre uma queda e outra patrocinada pelos EUA, Turquia e Russia tambem foram vítimas de tentativas desse tipo, respondendo com violencia real e nessessária, a violencia disfarçada, dissimulada, contra seus estados e contra a democracia, porque no final das contas, no frigir dos ovos o que sempre esteve em disputa nunca foi o respeito a democracia, mas implantação de governos simpáticos a Washington e ao mercado como os EUA e seus empresários o concebem.

Ah, Erdogan e Putin avizaram Dilma do que tava acontecendo mas...quem são esses dois manés anti a sapiencia republicana de um Zé, seu principal conselheiro e de um Falcão na presidencia, mas interessado em conspirar do que dirigor o partido?   

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dja

A coisa política brasileira

A coisa política brasileira permanece nos seus capítulos mais infames. Sobre isso, conversei com uma colega superantipetista indagando-a do por que de não terem esperado a Dilma terminar o mandato de presidenta, que provavelmente, seria de forma não satisfatória, por causa do definhamento do ciclo econômico, para daí sim, na ideologia dessa colega, poder vislumbrar uma possível suspensão do PT pela próxima década. Ela silenciou-se.

Ao contrário disso tudo, a manada sem líderes resolveram acelerar o processo antipetê de maneira ilegal e imoral através do impeachment fajuto de Dilma, estratégia essa, nada a ver com a megainteligência conspiratória norte-americana, e o resultado desse ódio todo, é um Brasil ingovernável economicamente e institucionalmente. Decerto, no ano que vem o Comandante Villas Bôas vai precisar garantir os mandamentos da ótima Constituição Federal do Brasil.

 

 

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Para Ricardo

Para Ricardo Cavalcanti-Schiel, sobre seu cometário "Bom artigo!"

É preciso cuidado com a auto-crítica.

Talvez a questão de olhar-se não seja apenas para "petistas" mas para todo brasileiro que deseja que o Brasil seja soberano, independente e próspero. Que dá prá ser, isso já ficou claro. Mas abrir mão de conceitos arraigados que nos levam a admirar os EUA - e com essa admiração abrir fissuras para o domínio deles - não é tão fácil assim. Como disse abaixo, é simples mas é difícil. Passa por uma fé no próprio taco, uma esperança quase certeza de que não precisamos de ídolos só vista, nos últimos anos, sob o governo de Lula.

Não falo de providências político-administrativas tanto no encaminhamento de soluções de estado internas quanto externas, essas questionáveis. Falo de sentimentos. Ou seja, independente do que esse ou aquele eleito toma como decisão, falo de sentirmo-nos capazes, autônomos, independentes, com amor próprio e pátrio. Ou não, no caso de gostarmos da posição de vira-latas.

O estímulo a nacionalismo saudável - aquele que não prega a superioridade sobre outros e sim a própria capacidade -, muito mais do que a orientação política, é o que fez os EUA precisarem derrubar o PT. Se você observar, Lula não deixou de privilegiar o capital. Mas cometeu o pecado de induzir amor-próprio no nosso povo. E isso é perigoso, insuportável a quem quer domínio sobre nós.

De qualquer forma, é preciso cuidado com auto-crítica para que quem a faz não se prejudique. E de preferência, para não ajudar o outro em nos depreciar.

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Clever Mendes de Oliveira

Não vejo o dedo americano no que nos aconteceu

 

Renato Lazzari (domingo, 20/08/2017 às 12:39 e domingo, 20/08/2017 às 12:45),

Primeiro observo que o seu comentário de domingo, 20/08/2017 às 12:45, aparece antes deste que você tinha enviado primeiro, pois saiu com a data de domingo, 20/08/2017 às 12:39. E deixo aqui a minha opinião discordante de ter visto no fracasso do PT, o dedo dos Estados Unidos.

É claro que os Estados Unidos, tanto o governo como os grandes grupos econômicos não ficaram impassíveis diante do que ocorria no Brasil, em que havia um ressurgimento econômico em bases muito fortes, mas imaginar que as manifestações de junho de 2013 foram fruto dos Estados Unidos ou o impeachment da presidenta Dilma Rousseff tenha sido decorrente de alguma manobra seja do governo seja de interesses de grupos privados americanos não me parece apoiado em boa evidência.

Não discordo inteiramente de sua argumentação em defesa do governo do PT de que, para evitar o surgimento de um Brasil grande, era preciso quebrar o orgulho crescente do Brasil e foi por esse caminho que os Estados Unidos teriam atuado. Não discordo no sentido que há interesse de outros de fraquejar uma nação quando uma nação fraca lhes seria mais útil. O problema é que não há muita brecha para a atuação de modo subliminar de uma potência estrangeira no Brasil. E não há prova de atuação visível.

Sua argumentação era mais para contrapor ao que deixara subentendido Ricardo Cavalcanti-Schiel no comentário que ele enviara domingo, 20/08/2017 às 11:26, e o intitulara de “Bom artigo!”, ao remeter para o artigo dele “O atestado de um suicídio político” publicado originalmente em espanhol no periódico Diagonal, segunda-feira, 10/10/16 às 13:46.

No artigo, Ricardo Cavalcanti-Schiel, critica os que veem nas manifestações de junho de 2013 “uma conspiração da CIA (no estilo das revoluções coloridas), quando tudo ia bem”. No conjunto o artigo de Ricardo Cavalcanti-Schiel pareceu-me fraco, mas mais fraca ainda tem-me parecido a ideia da conspiração da CIA ou dos grandes empresários direitistas americanos.

De certo modo, pelo modelo de crescimento da economia americana, não é sensato esperar que eles favoreçam o crescimento das economias periféricas. Assim, imagino que para os Estados Unidos, o crescimento do Brasil tinha que ser acompanhado com mais cuidado. Até ai há substância para falar em intervenção ou interferência americana.

E esse possibilidade cresce quando se observa particularidade no modelo americano. Os Estados Unidos crescem muito incentivado pelo consumo interno. Nesse sentido vale observar o traço distintivo entre o modelo americano e o modelo chinês. A China vem moldando seu crescimento econômico em um modelo exportador e assim precisa de periferias mais ricas que possam importar mais da China.

De todo modo não vejo como os Estados Unidos com todo o seu poder tecnológico possam ter essa capacidade de interferir na realidade política brasileira, quase que em um passe de mágica, sem deixar rastros visíveis dessa interferência. No texto todo de Luis Nassif não há nenhuma prova dessa interferência. Há apenas a suposição que eu tomo como verdadeira que esse era o interesse americano. Para eles é melhor que o Brasil seja um provedor de recursos minerais do que um grande país consumidor. O fato comprovador de uma atuação com o intuito de solapara o governo de esquerda no Brasil não é demonstrado.

É preciso juntar as peças da nossa realidade nos últimos dez anos para saber o que realmente ocorreu. Esse é um trabalho exaustivo e não vejo ninguém o realizando. O primeiro aspecto a se considerar seria o crescimento da direita no mundo. Existem trabalhos acadêmicos com levantamento de eleições nos países democráticos que mostram crescimento da direita em época de crise econômica. A solidariedade que é um atributo da esquerda é maior em época de fartura. Não é estranho que o nazismo e o fascismo se tenham  difundido na crise de 30.

Pulando para 2013, ali houve uma confluência de fatores cujas causas precisam ser reveladas e consequências, visíveis ou não, precisam ser confirmadas. Confirmadas no sentido de saber se seriam consequências das manifestações de 2013.

Eu particularmente acredito que muitos fatores pesaram no que redundou nas manifestações de junho de 2013. Primeiro mencionaria a necessidade que o governo teve de trabalhar com um índice de inflação mais alto. A inflação apesar de ser boa para a economia, pois reduz a dívida, é mal aceita pelo povo.

Um segundo fator foram os gastos para a Copa do Mundo, tendo o país tantos problemas. Ninguém pensa no gasto público gerando trabalho e, portanto, melhores condições de vida para o brasileiro, além dos investimentos que estavam sendo feito na mobilidade humana.

O que as pessoas consideram relevante é ver nesses gastos o uso indevido dos recursos públicos. Além disso, existe uma associação subliminar na população entre grandes obras, corrupção e inflação. Essa associação é robustecida quando não há crescimento econômico. A queda de crescimento, fruto de ação do próprio governo que tentou evitar um crescimento desenfreado que viera no esforço para tirar o Brasil do atoleiro da crise no final de 2008, revoltou ainda mais a população.

Sobre o crescimento econômico vale lembrar que do terceiro trimestre de 2011 até o segundo trimestre de 2012, a taxa de crescimento do PIB trimestral quando se compara um trimestre com o trimestre imediatamente anterior, foi de 0,1% que anualizado significaria um crescimento de 0,4%, isso tendo o país crescido mais de 7% em 2010.

E a associação de governo corrupto do PT assumiu ares grandiosos com o desenvolver televisivo da Ação Penal 470 no STF. Tudo isso são causas a meu ver da transformação das manifestações que originariamente visavam o passe livre ou a tarifa zero e de repente irromperam em grandes manifestações sem bandeira partidária – um mote fascista – contra tudo que estava ai, mas que só revelavam um total desconhecimento do sistema capitalista, do sistema democrático e do funcionamento do orçamento público.

Com o novo direcionamento das manifestações de junho de 2013, a popularidade da ex-presidenta às custas do golpe Dilma Rousseef caiu de quase 70% para menos de 40%. Uma queda assim, em um mês, em tempos de paz, sem, portanto, ter perdido uma guerra, sem ter aparecido um grande escândalo de corrupção envolvendo-a diretamente, nunca ocorreu no mundo político.

E há ai cabe trazer uma informação que vive escondida, mas que está disponível nos boletins do IBGE sobre as Contas Nacionais Trimestrais. O governo fez um planejamento para tentar obter crescimento via investimentos. E parecia que estava conseguindo. Depois de taxas decrescentes de investimento, a Formação Bruta de Capital Fixo cresceu da seguinte forma no quarto trimestre de 2012, no primeiro e no segundo trimestre de 2013, quando se compara um trimestre com o trimestre imediatamente anterior: 1,8% (Que corresponde a 7,4% quando anualizado), 3,9% (Que corresponde a 16,5% quando anualizado) e 3,4% (Que corresponde a 14,3% quando anualizado).

São taxas fantásticas de crescimento do investimento que no trimestre seguinte caíram para – 1,7% que corresponde a uma queda anualizada de cerca de – 6,8%. Com essa reversão o que se esperava de bom em 2013 e em 2014 não aconteceu e a popularidade da ex-presidenta às custas do golpe Dilma Rousseff não pode ser restabelecida.

E ai eu pergunto será que tudo tendo acontecido como aconteceu até as eleições de 2014, mas não sendo o poder econômico tão concentrado como ele é em São Paulo teria havido o golpe? E pergunto também, se o Brasil não fosse um país tão desigual de tal modo que a representação no parlamento brasileiro seja preponderantemente favorável à direita, teria havido o golpe? E mais, se a presidenta Dilma Rousseff estivesse praticando uma política de direita, teria havido o golpe?

Então não penso que o que Ricardo Cavalcanti-Schiel alegara no comentário que ele enviara domingo, 20/08/2017 às 11:26, precisasse ser rebatido com o seu comentário que acabou se constituindo em um apoio ao texto deste post de Luis Nassif, “Xadrez da influência dos EUA no golpe, por Luís Nassif” de domingo, 20/08/2017 às 08:10, de autoria dele nessa série “Xadrez do Golpe”. Luis Nassif fez um texto para tentar demonstrar a presença no golpe do dedo dos Estados Unidos e você tenta encontrar um formato quase subliminar de se realizar essa intervenção americana. Para mim tanto você como Luis Nassif falharam nessa tentativa.

Agora não era preciso percorrer esse caminho para desmentir Ricardo Cavalcanti-Schiel. A argumentação dele é de per si falaciosa. É só ver o que ele diz no seguinte parágrafo do artigo dele “O atestado de um suicídio político” (E para o qual ele deixou o link):

“Essa operação discursiva tem dois objetivos implícitos: 1. pôr o PT estritamente no lugar de vítima de algozes cruéis, no curso de uma conspiração partidária; e 2. ao operar essa redução, evitar que se coloque em cheque a lógica do privilégio, cuja manutenção é o que mais interessa à direita (e não, primariamente, a imposição de uma ordem autoritária). Essa lógica do privilégio o PT preservou intacta. Não pode ser ela o foco da atenção. Do contrário, o reconhecimento da “obra” do PT vai todo por água abaixo. No entanto, para a direita, são os dividendos propiciados por essa mesma lógica que devem ser preservados ao máximo, mesmo que em tempos de crise e mesmo que o PT tenha se mostrado dócil, em troca da manutenção de alguns tantos limites, que agora poderão ser livremente ultrapassados. A absolutização desses limites, e não o questionamento da lógica do privilégio, é o que rege o discurso da conspiração na mídia digital “progressista” brasileira.”

O item 1 é irrelevante. Todos procedem como vítima sempre que proceder como vítima traz benefícios. Para mim é até prova de inteligência proceder assim. Proceder o contrário me parece ser estultice. E o item 2: acusar o PT de manter intacta a lógica do privilégio e dizer que a manutenção dessa lógica é o que mais interessa à direita, é inconsistente. Segundo ele, o PT foi derrubando pela direita porque mantinha intacta a lógica do privilégio que era o que mais interessa à direita.

E qual seria a lógica do privilégio? É a lógica do sistema capitalista. É um privilégio a acumulação do capital mediante o trabalho de terceiro. É um privilégio que não é ético não só pelo meio – mediante o trabalho de terceiro – como pelo fim – a acumulação do capital, como por um dos seus resultados alcançados e que é a extrema desigualdade.

Ocorre que a lógica do sistema capitalista é inamovível. Sem acumulação do capital mediante o trabalho de terceiro não há capitalismo. Ou se põe contra o sistema ou se tenta mitigar os efeitos nocivos dessa lógica. Foi isso que a ex-presidenta às custas do golpe Dilma Rousseff tentou fazer e não teve êxito. Ao não ter êxito, diante dessa realidade mundial de supremacia da direita e reforçada no Brasil pela extrema desigualdade econômica tanto social como espacialmente, ela ficou enfraquecida o suficiente para ser eliminada.

Porque a ex-presidenta às custas do golpe Dilma Rousseff não teve êxito é que precisava ser estudado. É claro que para o fracasso do segundo mandato concorreu forte a Operação Lava Jato e os vazamentos seletivos de modo até a mim parecerem constituir crime contra a República, mas não vejo em nada disso a intervenção americana.

Eu continuo com o entendimento que falta compreensão da realidade econômica. A lógica do privilégio capitalista é a causa do grande mal do sistema capitalista, qual seja a desigualdade, mas é também a causa do sistema capitalista ter se espraiado pelo mundo: a superioridade no aumento da produção. E o aumento da produção tem-se mostrado como necessária para um maior desenvolvimento econômico, com melhorias de saúde e educação e qualidade de vida.

Então só há duas alternativas acabar com o sistema capitalista ou mitigar os efeitos nocivos dele em um processo de aprimoramento que vai mais na direção da superação do sistema capitalista do que na sua destruição.

Um dos grandes efeitos da crise de 30 nos Estados Unidos foi o aumento da carga tributária. Então o aumento, via maior da carga tributária, do Estado que é um instrumento de dominação e, portanto, está a serviço da acumulação capitalista, permitiu que os Estados Unidos enfrentassem a desigualdade que o sistema causou e levou a uma qualidade de vida melhor para os americanos.

A cada crise há um aumento da carga tributária. E a realidade social melhora. Antes da crise de 2008, a carga tributária americana era em torno de 27% e não havia o Obamacare. Agora deve estar em 30% e a proteção de saúde atende um número maior de pessoas e mais necessitados. A melhoria da realidade sócio-econômica é um processo lento que aqui no Brasil sofre retrocessos imensos como o que vemos agora. Eu não vejo, entretanto, alternativas.

Clever Mendes de Oliveira

BH, 21/08/2017

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Autocrítica

Bom, a coisa que o PT mais tem medo, hoje, é "autocrítica". Medo só, não! Pânico. Por isso, qualquer racionalização torta serve para sustentar a palavra de ordem sagrada: "autocrítica aqui, não!"

Em espanhol existe um termo muito sugestivo para descrever esse tipo de atitude: "avestrucismo", que é aquele comportamento de meter a cabeça o buraco. Essa ideia corresponde razoavelmente bem a outra expressão em português: "empurrar com a barriga": deixa do jeito que está para ver como é que fica, e no meio do caminho vamos improvisando.

Bom, a essas alturas do campeonato já parece absolutamente claro para qualquer pessoa minimamente lúcida que essa história de "autocrítica" definitivamente não é a praia do PT. Então não adianta querer pôr glacês cautelatórios, porque isso é apenas chicana mental para refirmar o básico que muita gente (e cada vez mais) já sabe sobre o PT: "autocrítica aqui, não!"

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Bem, você não disse - eu pelo

Bem, você não disse - eu pelo menos não consegui enxergar - nada além de dizer que o PT não faz auto crítica. Em outro idioma, até, mas nada além disso. Será que não vi direito? Bem... sei não, caro Ricardo, se isso é mesmo puro antipetismo, o Dória também tem essa fixação mas... será que isso adianta alguma coisa?

O que digo - e que te convido a comentar - é que independente do que o Lula e a Dilma fizeram de providências político-administrativas, a moçada estava motivada, acreditando que podemos ter prosperidade, independência, que podemos ter bom trânsito internacional, e o mais legal, entusiasmada não pelas empresas de manipulação midiática de massas mas por coisas realmente importantes. Alguém conseguiu comprar uma casa pelo MCMV, outro adorou ter atendimento médico, sem falar nos milhares que puderam frequentar curso superior (e não falei disso porque dar dinheiro a firmas que vendem educação, como é o caso do Fies, é bem questionável, leia aqui). O que destaco é o sentimento de pertencimento ao Brasil foi surpreendentemente transformado de vergonha em orgulho. Se o PT faz autocrítica ou não, tanto faz, creio.

O importante, a meu ver, é que nós façamos autocrítica, independentemente do partido ou corrente ideológica que adotamos. Quanto a gente consegue se livrar do condicionamento que nos impele a idolatrar quem age como nosso inimigo? Quem deliberadamente sabota nossas iniciativas no sentido da prosperidade e da soberania nacionais. Não é que, sei lá... nós exportamos ferro para a China, os EUA também, logo somos concorrentes e como concorrentes a simples vitória de um implica na derrota do outro. Não. As ações deliberadas dos EUA são contra nós. Não interessa àquele país, de forma geral, que nos libertemos da ideia de que eles é que devem ser prósperos, ou pior, da que nós não podemos tal prosperidade.

É dessa autocrítica, a propósito do "xadrez" do nosso anfitrião Nassif, que falo. Ou a gente muda ou, ué... fica na mesma. Assim como não dá para ter o bom dos EUA sem trazer o nefasto junto, não dá para continuar igual nisso (atitudes e sentimentos) mas mudar naquilo, resultados, é o que acho.

O que vc acha?

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Prezado Renato

É exatamente a absolutização acrítica do cenário róseo que você pintou que ratifica que qualquer exercício de autocrítica por parte da força recentemente derrotada no atual processo político brasileiro (o PT e, com ele, sua pretensão de hegemonizar um discurso de esquerda) não é nada mais que uma abstração.

Dê uma lida no artigo que eu linkei, para você ter ideia de que outro mundo de referências pode ser possível, para além das miragens cor-de-rosa.

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O PT que se foda

Acho que entendi, meu caro: sobre autocrítica pessoal, aquela que mostraria a quem se aventurasse as razões das fissuras que possibilitaram invasão estadunidense em nosso país (e em nossos corações e mentes), nem pensar, é isso?

Na prospecção, no exame da nossa cultura brasileira o importante, pelo ponto de vista que você nos traz, é cobrar do PT que faça sua mea-culpa, independentemente de eventual caminho que a autocrítica a nós mesmos, tenhamos as convicções política que tivermos, pudesse nos apontar. Simplificando talvez pudessemos dizer que, na sua visão, a culpa é do PT. "A culpa é do PT"... acho que já ouvi essa frase antes.

E se considerarmos que as fissuras que permitiram aos EUA montar operação de guerra contra nós vêm ocorrendo desde antes de Getúlio Varga chegaremos a que o PT, além de ser muito mais velho do que imaginamos tem estado no poder há muito mais tempo, também. E mais: apenas o PT é responsável por tudo o que aconteceu na política na esfera federal desde a sua eleição.  Onipotentemente.

Quanto ao link... bem, a nossa colega Vânia fez um comentário acerca desse seu "a culpa é sempre do PT". Nada contra mas mantenho meu convite: autocrítica a cada um de nós, independente de convicções individuais. O que é que temos nós, brasileiros, em comum e que levou os EUA a encontrarem brecha para nos atacar? Lembrando sempre que esse ataque, tirando episódios de sabotagem direta - plataforma de petróleo, base de Alacântara etc., e mais recentemente "lawfare" - tem se dado apenas pelos nossos corações e mentes. Se é através de nossos corações e mentes que nos tornamos vulneráveis, ora... quem é senhor de nossos corações e mentes se não nós mesmos? Questão de se olhar no espelho, acho...

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Marcelo33

Os Ursinhos Morenistas jamais

Os Ursinhos Morenistas jamais vão aceitar qualquer auto-crítica que o PT venha a fazer.

Primeiro que sou do tempo em que Auto-crítica era fruto de reflexão interna, e na~o de virulenta cobrança externa. Essa turma só aceita auto-crítica se for o Lula admitindo crimes que ele sequer precise ter cometido em algum entrvista no Jornal Nacional ou nas páginas amarelas na Veja.

Auto-Crítica por terem começado a nossa "Revolução colorida" ??? Jamais farão. E ainda dizem que o Brasil precisa de outro junho de 2013. Mais um Junho de 2013 e o Hitler ressuscita !!! 

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Favas contadas

Isso tudo é mais  do que sabido desde a guerra hispano-americana no século XIX, a I e a II grandes guerras, a pressão contra Getúlio e o golpe de 64.

A questão é: ninguém aprendeu ainda? O que faz a Abin? Turismo em Washington?

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Antonio Dornas em "Arte da guerra":

 

"Penso que, tratando-se de guerra, o fundamental não foi tratado no texto.
Onde eles pretendem chegar e como se adiantar para impedir que eles o realizem.
"

Ué, isso já foi dito tantas vezes e por tantos estadunidenses... os EUA pretendem se tornar o único líder do mundo e, em relação ao nosso país, dominar-nos, seja pelos meios que forem: os por méritos próprios ou sabotando nossos méritos. O capital é amoral, não faz por bem nem por mal. É bom para aquele país que o nosso empobreça, seja em recurso econômico ou em realização de nossos potenciais, individuais ou com país.

A mim é claro que é um país inimigo do nosso e não apenas mais um competidor. Que outra classificação pode se dar a quem nos invade, nos sabota e nos ataca? Se as armas que usa para isso são de fogo ou morais, qual a diferença? São recursos de intimidação e domínio, ambas.

Agora para impedi-los, no nível pessoal que é o que a gente tem acesso, muita gente já falou: para começar, a gente precisa parar de elegê-los, consciente ou inconscientemente, como admirável, como bacana. Isso é simples mas não é fácil de fazer, exige que troquemos ideias adquiridas desde quando nem sabíamos que estávamos adquirindo ideias. Nós, da classe média, por exemplo, gostamos - ou pelo menos gostávamos - de saber que um "americano" é nosso vizinho. Mas é muito difícil que um estadunidense consiga se livrar, ele próprio, da doutrina que recebe desde que nasce e que o impele a ir para outro país não para engrandecer o país que o recebe e sim para tentar impor superioridade - ainda que artificial ou disfarçada por simpatia - sobre as pessoas desse outro país. Os EUA conseguiram, através de anos de lavagens cerebrais, transformar a maioria de seus cidadãos em agentes do imperialismo. Sabe aquela obrigação de ser o xerife do mundo?

Se nós temos a mania de enaltecê-los, eles têm a mania de cavar enaltecimento. Se nós temos a mania de eleger ídolos, eles têm a mania de venderem-se como ídolos. A única forma, pelo menos inicialmente, para impedir alguém de liderar é rejeitando essa liderança, desprezando os argumentos desse candidato a líder.

Ainda se desse para comprar o bom dos EUA e rejeitar o que nos prejudica... Mas é, a meu ver, preciso fazer uma opção sabendo que o bom e o ruim são indissociáveis. Ou fica com os dois ou com nenhum. Eu acho que não precisamos de nada que os EUA nos oferecem. Podemos até querer mas... precisar? Acho que não. Precisamos é de nós mesmos. E, para além do nível pessoal, colocarmos sob comando das instituições estatais brasileiras - afinal é relação entre estados nacionais - quem mova nosso país no sentido de buscar alternativas aos EUA.

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Eduardo Outro

Cada dia subindo mais nas

Cada dia subindo mais nas pesquisas, não seria o caso de Lula se preocupar seriamente com sua segurança pessoal ?

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Na apresentação na Bahia,

Na apresentação na Bahia, encontraram um porra louca armado.

Quantos malucos que não foram descobertos devem andar por aí.

A segurança do Lula tem que se preocupar quando ele cai literalmente nos braços do povo .

É nessa hora que esses caras podem agir.

Evitar de montar palco de apresentação do Lula, em frente a Prédio. Pode virar alvo fácil de atiradores.

Na minha opinião existem duas pessoas hoje que estão na mira dos atiradores por razões diferente.

Moro e Lula.

Deus que me perdoe, mas vão tentar algo com um desses dois.

Essa história que povo brasileiro é pacífico caíu por terra.

Se vão ter sucesso, só Deus sabe.

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Estou de saco cheio por tudo que vem acontecendo no país, e nós democratas, não fazemos nada.

Eu inclusive. Parece que estamos todos anestesiados, que fomos dopados. Mas essa lombra vai passar e vamos acordar.

Eu creio !!!

gAS

Xadrez da influência dos EUA no golpe

vivemos os mais perigosos dos tempos: a queda inexorável de um Império, o mais poderoso Império já constituído em toda a História.

já não existe aquele EUA paraíso da middle class nos anos dourados do capitalismo keynesiano. quem viajou recentemente a uma das grandes cidades dos EUA, teve oportunidade de testemunhar uma juventude perdida catando restos de comida, e, quem sabe, pagar um Burguer King (do bilionário "brasileiro" Lemann) a um deles.

USA Incorporation é controlada nas sombras pelo Deep State, cujo principal negócio e fonte de financiamento é o tráfico: drogas, armas, órgãos, pessoas, minérios raros, o próprio petróleo, material genético, produtos falsificados, informação, influência e, claro, dinheiro – a maior máquina mundial já montada de lavagem de dinheiro.

este Império está ruindo. sofremos no Brasil os impactos desta queda. como era previsível, Trump falhou miseravelmente em drenar o pântano e fazer com que o Império voltasse a ser uma nação entre as nações, ainda que numa posição hegemônica.

Trump foi a última tentativa do próprio establishment de resgatar os EUA enquanto nação, mas para isto o Império deveria se sacrificado. só pelo lema "America First" os EUA seriam grandes novamente. ao invés disto, o Império vai destruir o que restou dos EUA, inclusive, lá como aqui, a legitimidade residual do sistema político.

os EUA estão experimentando em sua própria casa aquilo que o Império tanto e tantas vezes já fez pelo mundo.

o Comando em Chefe do golpe no Brasil é um Comitê Anglo-SioNazi.

jamais poderiam admitir que o Brasil se tornasse um dos principais tijolos dos BRICS, para a construção de um mundo multipolar. daí o atual presidente do BC brasileiro, nascido em Israel e onde viveu até os 10 anos de idade, e o Ministro da Fazenda Henrique Meirelles com sua cidadania norte-americana

assim como o mais rico dos banqueiros do mundo ainda é um desconhecido para a maioria de seus “compatriotas” brasileiros, são hoje propriedade do bilionário Lemann três dos mais tradicionais ícones da economia dos EUA: Burguer King, Budweiser e Heinz (kechup).

vídeo: Jair Bolsonaro se emociona com discurso do filho Eduardo em homenagem a Israel

- 2’45’’: todos que abençoam serão....

-30’’: um futuro Vale do Silício

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A influencia americana sobre

A influencia americana sobre corações e mentes não se dá por um plano estruturado de determinado governo ou Presidencia e sim por um sistema de atração intelectual que vem dos anos 20, com o cinema e a disseminação do "american way of life" como sendo o modo mais elevado de vida na Terra. Esse "imã" atrator funciona em qualquer governo americano, Democrata ou Republicano, é automatico e os paises emergentes caem na rede como insetos caem na rede da aranha, sentem uma atração inexplicavel para cair nessa rede, uma especie de nectar os induz a ser catequisados.

O sistema influencia muito mais as pessoas de origem simples, não influencia as pessoas de elite que são em geral criticas do "american way of life", motivo de piadas nas altas rodas do mundo. Sobre mentes simples o sistema produz um efeito religioso e os convertidos passam a agir como americanos, sem uma visão critica dos muitos defeitos do "american way of life", um modelo de vida que tem pontos positivos e muitos, cada vez mais, pontos negativos.

A grande arma são os "cursos e treinamentos' nos EUA. Há um aproveitamente bom nos cursos de ciencias exatas e muito ruim nas ciencias humanas, especialmente economia e direito. Os economistas formados nos EUA são devastadores para os paises que lhes enviaram, economia é uma ciencia que exige compreensão historica de alto nivel, o metodo americano de ensino de economia dava (hoje está mudando) maior valor a formulas matematizadas e padrões fixos, formando viés

para os que  retornam com a cabeça cheia de pdrões que podem ser logicos na economia americana mas são estranhos nas economias emergentes. Os que fazem Direito para uso no mundo corporativo privado pensam viver em função de multinacionais, unico universo onde o aprendizado se aplica, especialmente na area de contratos, os cursos LLM atraem

brasileios que forçosamente se convertem ao "ethos" cultural subliminar dos EUA. Mas o mais grave de todos esses treinamentos é quando o aluno vem e volta para o direito publico, ai o ensino americano é tragico para o Pais que

mandou o aluno, o pior é que o Estado geralmente paga esse custoso treinamento, após o qual o "treinado" passa a operar

dentro da "teia" de relacionamentos e influencia cultural do sistema americano, que é COMPLETAMENTE diferente do

sólido e muito mais profundo sistema juridico brasileiro, baseado no direito romano e no sistema de direito positivo do

Codigo Napoleão, mais sofisticado do que o "common law" anglo-americano.

No caso dos economistas a devastação causada nos paises emergentes é lendaria, paises foram destruidos por esses economistas que voltam totalmente "lavados" pelos seus mestres e sem a capacidade de fazer adaptações criticas a seus paises. Passam a ser criticos de tudo o que existe e acontece em seus paises de origem, querem empurrar reformas à força

para chegar o mais perto possivel do que aprenderam e o padrão de tudo passa a ser o modelo que lhes carimbaram na cabeça. O pior é que muitos desses convertidos fazem cursos pagos pelo Estado brasileiro.

Esse atração pela matriz é impressionante. Um caso emblematico foram os ultimos dois capitães da equipe economica do

Governo Dilma, Joaquim Levy e Alexandre Tombini, o primeiro Ministro da Fazenda e o segundo Presidente do Banco Central, um governo de esquerda e que presume-se deveria ter comandantes com uma visão nacional.

Os DOIS deixaram seus cargos e imediatamente foram morar e trabalhar aonde: nos Estados Unidos, e impressionante.

As equipes economicas desde o Plano Real se encaixam nesse padrão inteiramente americanizado no pior sentido do termo. Presume-se (é falso) que os "mercados" só aceitam economistas desse perfil, na verdade os mercados aceitam qualquer coisa, eles sempre se adaptam, até em guerras e revoluções. Delfim Neto jamais teve esse perfil e comandava o mercado, é uma questão de personalidade e postura, um Pais não precisa ser subserviente  para o Pais

sre respeitado pelos mercados, os comandantes das economias da Russia, India e China não tem perfil "americanizado"e

 são respeitados pelo que são seus paises como potencias economicas.

O livro classico de Maria Rita Loureiro "Economistas no Governo" explora esse filão da americanização da politica economica brasileira, é essa a maior devastação da colonização cultural que depois disso atravessou a ponte a passou a contaminar tambem o Direito, area tradicionalmente nacional na Historia brasileira, hoje tambem colonizada.

Os EUA souberam vender muito bem seus "cursos" para brasileiros basbaques, o Brasil é o Pais que mais manda aluas paa universidades americanas, atualmente há 220.000, grandes universidades americnas tem ESCRITORIOS em São Paulo para atrair alunos-clientes, o Estado brasileiro chegou a pagar em um mesmo ano 10.000 cursos no exterior, alguns desses poderes "autonomos" pagam seus membros para cursos infindaveis, um emendado nno outro, pagam o curso e mantem o emprego e salario no Brasil, ai os alunos voltam catequisados contra o Estado que lhes pagou o curso.

 

 

 

 

 

 

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SE olharmos bem, veremos que...

Toda  rosa, tem seus  espinhos....Será que vale  a  pena seguir esta "raça superior " ???

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A desgraça daqueles que não gostam da "arte maldita" da política, é ser governado por aqueles que gostam......

Povo que age assim, é " con-sumido" pela história !!

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A desgraça daqueles que não gostam da "arte maldita" da política, é ser governado por aqueles que gostam......

O conforto dos truísmos

A revisão feita por esse post do André Araújo parece se assentar sobre opiniões cômodas para um certo público leitor.

No entanto, para além delas, parece que ele incorre apenas em uma boa cesta de truísmos.

Ora, é óbvio que os programas de ação internacional do mundo intelectual norte-americano visam promover as agendas intelectuais dos Estados Unidos e a visão de mundo da elite norte-americana!

Isso é o café pequeno da sociologia do mundo intelectual.

Já logo após a Primeira Guerra Mundial, duas fundações (a Deutsche de la Meurthe e a Rockefeller) ajudaram a construir a Cité Internationale Universitaire de Paris, com o intuito específico de que os jovens cérebros do mundo inteiro e futuras lideranças intelectuais e políticas que confluíam para a então capital cultural do mundo pudessem conviver em amizade, na tentativa de evitar que se viesse a repetir o desastre bélico que os chauvinismos nacionalistas europeus tinham acabado de produzir.

Todos os países centrais, a partir dessa época, farão uso deliberado da influência intelectual na formação de quadros de outros países, de acordo com suas maneiras de ver as coisas.

Alguns são mais quadrados, como a  Alemanha, que tem por ideal doutrinar os cérebros estrangeiros visitantes para que façam uso de seus padrões e referências técnicas, ficando eles dependentes da agenda tecnológica alemã.

A França, apesar da influência declinante, tem um portentoso programa de projeção intelectual: o da "francophonie". E ele distribui condecorações e bolsas do mesmo modo como os Estados Unidos distribuem mimos dos mais diversos tipos aos seus pupilos diletos.

E o que dizer então da antiga União Soviética e sua Universidade Patrice Lumumba?...

Isso é simplesmente o trivial da projeção do que em diplomacia se chama de soft power.

O que existe, por parte dos Estados Unidos, mais além do mundo intelectual, e com forte impacto sobre a agenda política e institucional dos demais países, não é simplesmente o convencimento benevolente das cabeças (o "soft" do "power"), mas a interferência direta na sustentação de programas institucionais com o objetivo de desestabilização política e de implementação de agendas institucionais dóceis e subordinadas, seja através de "estratégias de choque" seja através  de "guerra híbrida". Esse é o caso dos think tanks financiados pelas grandes corporações econômicas.

Aí é que o buraco realmente é mais embaixo.

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Júnior 5 Estrelasl

Voce foi em Saturno,contornou

Voce foi em Saturno,contornou os aneis,verificou se realmente tem vida em Marte,na volta deu uma passada na Lua para verificar se ela ainda pertence aos namorados,desviou-se de alguns meteoritos,assistiu algum ecilpse,viu a cauda de algum cometa mais preguicoso,mas preferiu nao asseverar peremptoriamente que Moro e Dallaganol sao afilhados de Donald John Trump.

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