200 dias: os “Paraíbas”, por Arnobio Rocha

Uma dúvida me assalta: Alguém esperava, honestamente, qualquer coisa diferente do Bolsonaro, de sua família e desses fanáticos que estão no governo ou os apoiam?

200 dias: os “Paraíbas”

por Arnobio Rocha

Finalmente uma coisa digna desse desgoverno e do néscio presidente. Ao contrário de muitos amigos, senti-me homenageado com a frase e de que não vai atender “esses paraíbas”, não é ato falho, é o que sua inteligência pode responder.

Uma dúvida me assalta: Alguém esperava, honestamente, qualquer coisa diferente do Bolsonaro, de sua família e desses fanáticos que estão no governo ou os apoiam?

Relembramos, Bolsonaro teve 32 anos de presença absolutamente medíocre no congresso, nada fez, como ele disse, usava as verbas para “comer gente”. Mandatos sem projetos, sem nenhuma relevância. Isso se repete com os 3 filhos, que usam mandatos para nomear e dividir os mandatos entre familiares e amigos, inclusive milicianos.

Outra verdade, ele se diz um “homem de família”, toda ela contemplada com cargos e posições, por exemplo, qual a surpresa de nomear o número 03 para ser embaixador na pátria-mãe? É super coerente, o compromisso não é com o Brasil, esqueçam,  é o filé mignon para os filhos.

É a MAMATA.

Por que alimentar alguma ilusão com alguém que tem como ídolos torturadores, ditadores sanguinários e com amizades/proximidades com milicianos? Por que pensar que mudaria, ao se tornar presidente, ou que respeitaria os direitos humanos ou teria sensibilidade social com fome e miséria?

Bolsonaro nunca conseguiu expressar qualquer raciocínio sofisticado, todas as teses, ideias são reduzidas a frases curtas e preconceituosas, sem nenhuma cerimônia. Imagine uma reunião ministerial com Guedes explicando as teses liberais, certeza que ele roncaria na mesa, pois não entenderia nada de nada.

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Os neoarrependidos que tentam dizer que não sabiam sobre ele e que o PT era pior, que nem imaginavam que era tão ruim assim, lamentamos, não tem desculpas que possam justificar a ignorância, não era difícil pesquisar e saber quem era Bolsonaro e seu entorno.

Os jornalistas, jornais que reclamam de perseguições, sério que temos que acreditar que não conheciam quem era o personagem? São responsáveis diretos por tudo isso, por omissão e outros por ajuda direta ou indireta, quando demonizavam o PT, Boulos e a esquerda.

Há, ainda, aqueles que continuam usando a muleta de que era Bolsonaro ou o PT, pior, para cada estupidez produzidas aos montes, todos os dias, nesses 200 dias, repetem o bordão: Pelo menos tiramos o PT. Ok, vocês merecem o desprezo total.

O país entrou num buraco e chegou ao Volume Morto com uma rapidez incrível. Como suportar mais 1260 por vir?

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5 comentários

  1. Das aquarteladas e das familiares…
    com Bolsonaro passamos por uma cerimônia de degradação das mais aviltantes que já se teve notícias, por não ser apenas a degradação da Democracia, também da função, da Presidência

    método americano infalível para destruir um país

  2. Aí é que está o busílis. Quem não votou no Bolsonaro não esperava nada diferente. Mas quem votou esperava exatamente isso, queria isso e aprova isso. Bolsonaro se mostrou sempre como é, nunca enganou ninguém. Disse em sua campanha que faria tudo o que está fazendo. Mesmo sem ter comparecido a debates. Imaginemos uma transmutação de palavras, que tivesse feito uma campanha com as palavras do Alckmin, ou do Haddad, ou de qualquer outro candidato. Jamais teria sido eleito. Fake news ajudaram, sim. Analfabetismo político também. Mas estão longe de terem sido fatores determinantes. Os eleitores de Bolsonaro são doentes, não sei se um dia serão curados. Quem duvidar faça o teste: Diga a um deles uma fake news, que ficou sabendo de um caso escabroso do mito, o que vai desmascará-lo diante do mundo, acabar com ele politicamente, tudo devidamente provado, etc., etc.. Primeira reação, previna-se, é uma tentativa de revide fisicamente, cuidado. A seguir é o xingamento: comunista, petista, paraíba, mentira, provas forjadas, etc. etc. A um outro repita a mesma informação mentirosa mudando o personagem para Lula, ou Papa Francisco, ou Glenn Greenwald. Sai de perto que vem orgasmo.

  3. “Dentre os governadores de ‘paraíba’, o pior é o do Maranhão, não tem que ter nada com ele”. É uma das mais recentes frases do homem que foi eleito pra buscar soluções que coloquem o Brasil no rumo do crescimento, sem distinção de raça, credo ou categoria social. Acima de qualquer viés partidário, é isso que todo brasileiro decente espera dele. Se esse homem não é capaz ou não está disposto a enfrentar o desafio, é melhor ir embora.

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  4. Cadê a autocrítica da mídia, da FIESP, de Ciro, da Rede e de tantos outros que cobravam o PT?
    Eram felizes e não sabiam.

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  5. “Frequentemente faz chacota contra a população trans, mulheres, negros, também contra pobres e nordestinos”
    Onde está a chacota, após às eleições, contras as mulheres, negros, pobres, trans?
    Sim, Bolsonaro errou ao se referir aos nordestinos como “paraíbas”, mas e o resto?
    Ao que parece, não é somente Bolsonaro que está em época de eleições com mantras e bravatas.

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