A ciência não está morta: a verdadeira fé não despreza o conhecimento, por Albertino Ribeiro

Por seu turno, aqueles que se arvoram contra a ciência são guiados pela arrogância, excesso de confiança e imprudência (tudo que Jesus condena).

A ciência não está morta: a verdadeira fé não despreza o conhecimento.

por Albertino Ribeiro

A ciência ou Deus? Esta não é uma pergunta inteligente e nem válida. A bíblia, por exemplo, não tem como pretensão ser um livro científico; seu objetivo é ético, espiritual e moral.

Contudo, os fundamentalistas insistem em colocar ciência e Deus em lados diametralmente opostos, um tremendo erro. Entendo que Deus é absoluto e a própria bíblia afirma isso.

Na filosofia Hegeliana, embora alguns discordem, o absoluto do seu sistema é o próprio Deus. Ele é o eterno de onde surgiu todas as coisas. Assim sendo, a ciência está subsumida no Deus absoluto que conduz o processo, utilizando mentes brilhantes que inventaram as vacinas, por exemplo. Ah! Esqueci: criaram também a ivermectina(para piolhos e vermes) e Cloroquina (Malária e doenças autoimunes).

Colocar Deus e ciência como antagônicos põe sobre esta um simbolismo quase satânico, pois a palavra “satanás” significa antagonista, opositor. É justamente aí que surge o desapreço pelo conhecimento científico de alguns crentes, fazendo com que pessoas inescrupulosas tirem proveito desse erro, arrebatando milhões de seguidores para o obscurantismo (trevas).

Muito pelo contrário, até mesmo o comportamento de um bom cientista guarda um paralelo com as recomendações do médico dos médicos (Jesus). O bom cientista deve ser humilde; deve compartilhar seu conhecimento com a humanidade, transformá-la e, até mesmo, salvá-la.

Por seu turno, aqueles que se arvoram contra a ciência são guiados pela arrogância, excesso de confiança e imprudência (tudo que Jesus condena). São facilmente persuadidos e crédulos, o que aumenta a possibilidade de assumirem um comportamento de manada. Agora você entende por que gado, né?

Para o físico Marcelo Gleiser, professor da Dartmouth Colleger, nos Estados Unidos, religião e ciência são complementares. Gleiser ganhou ano passado o prêmio Templeton, láurea que incentiva o diálogo entre ciência e espiritualidade. Em anos anteriores, tivemos Madre Teresa de Calcutá e Dalai Lama entre os laureados.

A fé não é desprovida de razão; existe uma lógica que impede o seu uso de forma irresponsável. A despeito disso, muitos arriscam a própria vida e a de terceiros porque acreditam em um Deus todo poderoso e, por isso, fazem aglomerações e não usam máscaras; alguns a consideram uma mordaça.

É lamentável ver pessoas cometendo erros básicos por falta de conhecimento da própria fé. O livro bíblico de provérbios, por exemplo, orienta contra a imprudência: ”o sábio vê o perigo e se afasta, mas o tolo vai ao encontro e sofre o dano!.

O próprio “filho do homem” (não me refiro ao bananinha e nem aos seus pares) orienta contra o excesso de confiança: “não tentarás ao senhor teu Deus”. Essas palavras o Cristo disse ao pai das fake news que tentou convencê-lo a atirar-se do lugar mais alto de um prédio. Utilizando uma falácia, o opositor usou a própria Torá e disse que Jesus podia atirar-se, pois os anjos de Deus o protegeria e não o deixaria morrer.

Os cristãos deveriam fazer como Jesus fez – aliás, a palavra cristãos se significa imitadores de cristo – devem usar a consciência crítica e duvidar das frases prontas, colocando-as em seu devido contexto.

Contudo, o messias que a maioria resolveu seguir é outro cujas ações assemelham-se mais ao antagonista.

“A sociedade se enriquece com o diálogo entre ciência e fé, que abre novos horizontes ao pensamento. Os progressos científicos devem ser iluminados com a luz da fé, para que respeitem a centralidade da pessoa humana. – Papa Francisco.

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