A condenação de Lula pode nos libertar de nossas amarras, por Rogerio Maestri

A condenação de Lula pode nos libertar de nossas amarras

por Rogerio Maestri

Há um aspecto que todos estão esquecendo: 

O que valem as instituições brasileiras no momento?

Quanto que vale um executivo governado por uma verdadeira quadrilha que somente se esconde atrás da imunidade para não ter suas entranhas mais putrefatas expostas? Não que noutra situação estas entranhas podres levariam estes membros desta quadrilha a prisão, mas sim porque a exposição absoluta ainda levaria mais a indignação popular.

Quanto vale um legislativo que vale como o mercado funciona? Ou seja, se pagam mais eles recebem mais, se pagam menos, não recusam, simplesmente o valor deste diminui.

Quanto vale um legislativo cativo de suas próprias ambições de poder hegemônico? Um poder que é o único que não tem a mínima legitimidade popular, é um poder que jamais deveria ser poder, pois quando ele assim se comportar ele simplesmente está usurpando os verdadeiros poderes.

Visto isto, uma condenação de Lula trará uma só certeza e vontade, a libertação dos grilhões daqueles que manobram os chamados três poderes que na verdade são somente um, o dinheiro.

Talvez o povo brasileiro esteja esperando a libertação destes três poderes para assumir com suas próprias mãos a sua soberania e o que lhe compete, mudando um pouco o que está na constituição:

Todo poder emana do povo e só pode ser exercido por sua tutela e licença, pois quem tem o poder é somente ele.

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21 comentários

  1. a….

    Democracia finalmente? É o que acreditavamos que seria dado e construído na Redemocratização, no dia seguinte da Anistia de 1979. Abençoada e sacramentada na Constituição que deveria ser Cidadã. Somente farsas e crimes nos trouxeram estes 40 anos. Estamos reclamando do que? Nossas ações produziram tais consequências.  

    • Meu caro, sabes o que se chama um processo por ……

      Meu caro, sabes o que se chama um processo por aproximações sucessivas, pois bem, ninguém nasce falando e andando, se apreende.

  2. política

    de que maneira o cidadão pode se livrar das amarras de sistema composto por três poderes há muito tempo voltado para os seus próprios intereses (estômago e barriga); fortalecido pelo avarento setor da mídia e “econômia” corrompida…,  “Se o SENHOR não edificar a casa em vão trabalham os construtures…”, só o poder sobrenatural pode efetuar uma limpeza em um ambiente de sujeira legalizada como essa existente no Brasil.

    • O diabo wanderley é que o tal

      O diabo wanderley é que o tal do “poder sobrenatural” ao qual vosmecê alude. Ao que parece, o sobrenatural, faz parte é da turma da bufunfa que a séculos, costuma dar as cartas no mundo.

      Orlando

  3. Tô pondo minhas esperanças em outras linhas

    Ao ler a opinião do NYT que essas provas lá nos EUA (e em qualquer país decente) não são suficientes p/ condenar penalmente ninguém, tinha até animado.

    Espero que a partir de agora os políticos da esquerda sejam os + perfeitos possível, como Platão e a mulher de César. Não sejam corrupto (se for, estarão c/ eles como o “reitor” christovam está), nem agirem c/ promiscuidade ou imoralidade.

    • A solidariedade internacional é importantíssima, porém……

      A solidariedade internacional é importantíssima, porém não devemos jamais em pensa em quelquer liberatação que venha de fora, a tarefa é nossa.

  4. Todo poder emana do líder

    Todo poder emana do povo? Errado. Todo poder emana do líder. Povo no poder não passa de uma abstração, pois é operacionalmente impossível que a governaça seja repatida igualmente entre milhões de indivíduos, pois cada um tem seu próprio interesse e nem todos têm a mesma capacidade de liderança. Essa história de todo o poder emana do povo tem sido ao longo dos tempos a senha para desmantelar os poderes constituídos e substituí-los por um governo revolucionário que intitula a si próprio de povo.

    A independência entre os poderes, por si só, não torna esses poderes eficientes nem honestos, isso depende do caráter de cada um. Mas a independência entre poderes é necessária para manter a alternância entre os governos e a preservação das regras do jogo entre um governo e outro. Em outras palavras, é necessária para evitar a ditadura. Um poder pode até assumir liderança sobre os demais em determinados contextos históricos, mas se a independência entre poderes é mantida, o equilíbiro entre os poderes será restabelecido mais cedo ou mais tarde.

    • Meu caro, no início da Revolução Francesa o exército era ……

      Meu caro, no início da Revolução Francesa o exército era imbatível, pois como disse um grande grande general brasileiro:  É fácil a missão de comandar homens livres – basta mostrar-lhes o caminho do dever

  5. Soberania popular?

    O grande problema, amigo, é que a maioria da população mal sabe o que significa “soberania popular”. O cara vota no deputado e no senador e dois dias depois mal sabe o nome do candidato em que votou. E vota com raiva pois odeia ter que ficar na fila para votar em políticos que, para essa maioria, são tudo farinha do mesmo saco.  Para essa maioria quem manda são os grandes, o presidente, os empresários, os juizes, a policia, a mídia. O povo é apenas o explorado de todo dia. Precisamos de milhares de escolas de cidadania em todo o país para formar as novas gerações.

    • Meu caro amigo, claro que não sabem, mas aprendem depressa.

      A organização deve vir de baixo, como um grupo que cria um bloco para o carnaval, um time de futebol amador e daí por diante. A politização vem da conversa, de palestras, de pequenos textos,…..

      O que é necessário é criar e começar a trabalhar, sabendo que se não fizerem perderão, aposentadoria, saúde pública, escola pública e SALÁRIO.

  6. Todo poder emana do povo…

    O que esperar de um povo que obedece a uma somente lei: a Lei de Gerson.

    Um povo que fura fila, passa sinal vermelho, não respeita faixa de segurança, que rouba qualquer coisa que acha no chão (com conhecimento do paradeiro do dono), que aumenta o preço do combustível que está no estoque que comprou com preço anterior, que joga sujeira na rua, que gosta da desgraça alheia, que assiste Rede Globo, não tem senso crítico, analfabeto político, que elege a mulher do ano uma funkeira (do funk estilo duvidoso), que possui síndrome de Estocolmo.

    Aí fica difícil esse poder emanar..

    • Meu caro amigo, a capacidade do povo brasileiro de se …….

      Meu caro amigo, a capacidade do povo brasileiro de se organizar é muito grande. Eu tive um professor Francês que vinha da Alçásia (logo espírito bem germanófilo) que ficava impressionnado com a capacidade de organização do povo brasilleiro desde coisas pequenas, como fazer filas, como em coisas maiores.

      Olhem os times amadores de futebol, muitos são um primor de organização.

      Quem é oportunista e quer sempre tirar vantagens são os cochinhas.

  7. expurgo


    o autor precisa revisar o 3º parágrafo pois trata-se do “poder judiciário” e não legislativo como escrito.

    mas devem cogitar, sim, a sociedade e os cidadãos, a necessidade urgente de se expurgar o judiciário.

    como fica difícil separar o que presta da podridão geral, todos defenestrados no olho da rua sem direito a nada, e obrigados a cumprir pena em regime fechado enquento não devolverem ao erário tudo que receberam acima do teto constitucional, além de respoderem pelo crime de peculato.

    há décadas, muitos observam o judiciário como o mais corrupto dos poderes. motivo não falta.

    erreram as esquerdas ao “confiar” na serenidade desses juízes.

    acreditaram que esse atrope4lo de prazos, ritos e normas processuais não tivessem o evidente objetivo de condenar um cidadão sem provas.

    isso é crime gravíssimo e a sociedade organizada nas vicissitudes do hoje deverão impor aos mal juízes o castigo de amanhã.

    eles não podem escapar.

    ninguém.

    se escaparem, que se faça como os judeus que capturavam a canalha nazista onde estivessem.

    e essa canalha é igualmente repugnante.

    todos

  8.  Tomara que você esteja com a

     Tomara que você esteja com a razão agora que a água bateu forte no queixo do povo com o desemprego e a derrocada do Estado. Mas democracia direta vingaria no Brasil? Sei não. Nas palavras de um opositor, preso político da ditadura grega (1967-1974),  “o escravo que espera que alguém o liberte morrerá escravo, pois o outro espera exatamente a mesma coisa.”

    • Não devemos ser impacientes, ir em frente devagar, mas sem ….

      Não devemos ser impacientes, ir em frente, devagar, mas sem recuar. 

      Devemos formar Comitês livres e ter sua organização nucleada em torno de pessoas conhecidas, sem estranhos e sem infiltrações.

      Os Comitês devem ter por base o conhecimento entre as pessoas, a solidariedade e a aproveitar a INTELIGÊNCIA COLETIVA, primeiro se organiza os núcleos, depois se cria uma organização em forma de árvore, em que cada folhina é uma pessoa, cada pequeno galho é um comitê, os troncos são união de vários galhos, para no fim se chegar ao grande tronco.

  9. Assembléia Constituinte

    A Constituição Federal de 1988 preparou estado e institucionalidade na perspectiva de um ordenamento geopolítico mundial sob a prevalência do Direito Internacional, orientado para a solução pacífica dos conflitos e a relação diplomática entre estados, observante de princípios elementares das relações exteriores em tempos de paz, como par in parem imperium non habet, par in parem non habet jurisdictionem e par in parem non habet iudicium. Essa perspectiva foi implodida desde os Balcãs. A arquitetura constitucional foi incapaz de proteger o corpo nacional brasileiro da virada geopolítica. Uma nova Constituição deve preparar estado e institucionalidade para os desafios do quadro geopolítico adverso que se instalou na abertura do Século 21, inteiramente diverso daquele que inspirou a ordem constitucional ora já comprometida e meramente subsidiária dos poderes constituídos. Convocação, eleição de membros e instalação da Assembléia Constituinte do Brasil – Século 21. Plena, unicameral, longe de centros muito óbvios, de preferência. Uma pauta que parece inevitável para a nacionalidade brasileira.

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