A família Bolsonaro não é brasileira, por Rogério Maestri

Não vejo nenhuma identificação a nacionalidade brasileira, tudo importado, importados de má qualidade, produtos baratos e de mau gosto que simplesmente se vende para turistas desavisados

A família Bolsonaro não é brasileira, por Rogério Maestri

Talvez a oposição ao bolsonarismo não se tenha dado conta do mais importante e o principal contra os desmandos da família Bolsonaro, é que a família do atual ocupante da presidência da república tem um impedimento real que não permitiria que eles ocupassem qualquer função pública no Brasil.

ELES NÃO SÃO BRASILEIROS.

O que define a nacionalidade de uma pessoa não é simplesmente o lugar de nascimento, usado a expressão do INVENTOR DO FASCISMO, Benito Mussolini:

Gato que nasce dentro de um forno de padaria não é biscoito, é gato.

O que esse fascista quis dizer com a sua definição de nacionalidade, definição essa que permitiu que milhares de filhos e netos de Italianos que nasceram no exterior viessem a adquirir a nacionalidade italiana, é que para definirmos alguém como pertencente a uma dada nacionalidade o que menos importa é o local de nascimento, mas sim o compartilhamento de tradições moldadas durante séculos no país de origem (no caso do Brasil) e durante milênios, no caso de países europeus, asiáticos e africanos.

Então vamos ao caso direto. A cordialidade brasileira com o estrangeiro, coisa que alguns definem como espírito de vira-lata, porém é uma falsa definição, por mais autoestima que um brasileiro tenha, quando o mesmo vê algum estrangeiro tentando falar português da forma mais certa que ele consegue, com mais erros que ele faça, se o brasileiro sente que este estrangeiro tenta assimilar a língua pátria, não necessitando fazer continência a bandeira brasileira, nem juramentos formais de lealdade há algo que é simplesmente símbolos ou convenções, mas sim dizendo o seu amor pelo Brasil, ele já é considerado um brasileiro honorário. Em resumo, a rejeição ao estrangeiro que ama o Brasil, o país do seu povo, a sua forma de ser ou de não ser, é algo que não faz parte da brasilidade, nesse primeiro detalhe vemos que os fascistas brasileiros com seu ódio ao estrangeiro imigrante, rico ou pobre mostram que essa pessoa não é brasileira, logo os bolsonaros não são brasileiros.

Quem despreza o nosso jeito de ser, ou já aproveitando a palavra, o nosso jeitinho de improvisar com o que temos, algo herdado de nossas raízes portuguesas e africanas, que tiveram que a partir do nada criar uma nação moderna, não é brasileiro. Em resumo, bater continência para outras bandeiras, elevar ao máximo outras culturas, desprezar o nosso legado africano, português e índio, não é brasileiro, logo os bolsonaros não são brasileiros.

Enquanto em outros países da América, haviam guerras e perseguição aos nossos indígenas, o exército do passado brasileiro, que foi perdido pela macaquice dos oficiais que adoram antes de tudo um exército moldado na extinção dos índios, tínhamos um Marechal que era neto de índios botocudos, ou seja, que enquanto os oficiais norte-americanos achavam que índio bom é índio morto, o lema desse marechal brasileiro quando entrava na floresta povoada de índios ainda não contatados pela “civilização do homem branco” era morrer talvez, matar nunca. Se nos dias de hoje oficiais do exército brasileiro não seguirem a risca um dos maiores soldados da nação, eles além de não serem brasileiros são TRAIDORES do seu passado, pois índio e qualquer outra etnia, branca ou preta é boa quando elas estão vivas, logo os bolsonaros não são brasileiros.

Poderia falar da música e da dança, temos centenas de ritmos, composição das três vertentes da nacionalidade brasileira, que faz com que todo o brasileiro goste de seu ritmo de alguma parte do país, talvez a redução do gosto brasileiro pelo samba e suas derivações seja uma simplificação grosseira do Brasil, mas todo o brasileiro ao ouvir desde o canto das regiões mais ao norte, aos ritmos mais estranhos do pampa gaúcho, se houve a sua música preferida ou dança e canta ou seja está ruim do pé, somente cantarola as mais diversas músicas que lhe dá prazer, pois como diz a música: “Quem não gosta do samba (eu colocaria um rol de outros ritmos) Bom sujeito não é. Ou é ruim da cabeça. Ou doente do pé”, alguém viu alguma das estranhas criaturas cantarolando ou se deliciando com algum ritmo brasileiro? Logo os bolsonaros não são brasileiros.

Poderia seguir nas boas características do povo brasileiro, mas mesmo nas más temos as nossas características, mesmo na maldade, na crueldade e na demência assassina, o “bom brasileiro” (no caso seria o mau BRASILEIRO) dos cangaceiros aos gaúchos da degola, ou seja, do norte ao sul, matar alguém com um tiro nunca foi sinal de bravura, mas sim de covardia, matavam seus desafetos e inimigos não com tiros, mas com suas peixeiras nordestinas ou facões gaúchos, ou seja, nem a mente criminosa brasileira não é de matar de longe, gosta de proximidade e quem utiliza somente armas de fogo para isso não é sinal de valentia, mas mais comodismo e frouxidão. Então gostar de armas de fogo e idolatra-las, pois até assassino brasileiro gosta de proximidade, logo os bolsonaros não são brasileiros.

Quem no Brasil se identifica com os bolsonaros? Não vejo nenhuma identificação a nacionalidade brasileira, tudo importado, importados de má qualidade, produtos baratos e de mau gosto que simplesmente se vende para turistas desavisados, porque simplesmente os bolsonaros não são brasileiros e todos aqueles que o seguem até o inferno, que o sigam, pois como no Alto da Compadecida, o bom e o mau brasileiro sempre vai para o céu.

Você pode fazer o Jornal GGN ser cada vez melhor.

Apoie e faça parte desta caminhada para que ele se torne um veículo cada vez mais respeitado e forte.

Apoie agora