A inacreditável Regina Duarte, aquela que não nos merece, por Camilla Amado

Acabou -se a imagem da ingênua usada e sem noção. Vi a pessoa mais feia e de uma loucura tão assustadora, exposta sem controle, sem imagem, agora sim revelada pela televisão, ela, a Regina Duarte.

A inacreditável Regina Duarte, aquela que não nos merece

por Camilla Amado

Não posso acreditar na entrevista que vi da Regina Duarte que tentei defender hoje de manhã.

Acabou -se a imagem da ingênua usada e sem noção. Vi a pessoa mais feia e de uma loucura tão assustadora, exposta sem controle, sem imagem, agora sim revelada pela televisão, ela, a Regina Duarte.

No horror da repulsa que senti, pude conhecer através dela, visceralmente, de perto, os monstros que torturaram a minha mãe Henriette de Hollanda Amado, Educadora, por enfrentar o Medici e destruíram não só o Sonho do meu pai, a TVE Educativa, mas também a pessoa dele, Gilson Amado, que mataram .

Não conheci pessoalmente nenhum Ditador, nenhum torturador. Grávida de oito meses do meu filho Rodrigo, e Rafaela, minha filha, com um ano e oito meses, recebi na minha casa na Barra os presos dos subterrâneos do Galeão que Gabeira trocou pelo Embaixador Americano, que mesmo dormindo com um forte calmante da época, Librium 25mg, gritavam a noite toda em pesadelos.

Tudo isto em meio à heroica e jovem irreverência da minha mãe, à inteligência do meu pai e de seu parceiro de clandestina luta contra a Ditadura, Fernando Pamplona, seu braço Esquerdo, como dizia. Tanta dor! Eu, com 29 anos, viúva logo depois do revolucionário, demitido da Globo por defender Cuba, Carlos Eduardo Martins, nâo quis nunca mais pensar num passado que, de tanta dor, passei a negar, como ainda hoje neguei em Regina o terror do passado.

Hoje conheci uma Fascista pela primeira vez na Vida. Não burra como o nosso Presidente e óbvia como ele, mas a mais hedionda e durante anos disfarçada criatura, na ingênua Namoradinha do Brasil. Horrorosa e totalmente devotada ao Regime Ditatorial, negando a importância das mortes atuais, e afirmando ser Normal, a existência da Tortura.

Quis morrer. quis o Flávio de volta para morrermos juntos, mas me lembrei do meu pai, da minha mãe, dos meus filhos e não posso morrer. Vou lutar. Ainda não sei como, mas vou lutar. Desde tanto sofrimento que vi na minha Família na Ditadura me dediquei ao Amor que meu coração, traído, renega agora. Odeio, e o que vi hoje não pode ficar sem punição. É uma atriz que se fez passar por Artista, mas Artista não é nem nunca foi.

Quem é Artista distribui o AR igualmente para todos.

Os Criminosos que estão no Poder, nos quais vejo também agora, Regina Duarte, que não é nem nunca será, Secretária de nenhuma Cultura.

Estão matando a todos que são felizes e sabem o que é A VIDA, estão matando de inveja, negando-lhes o AR.

Peço Perdão aos meus Amigos da Profissão Artista por não ter ouvido seus avisos.

Enfrentei as dores que prendia há muitos, muitos anos, no peito trancado ontem quando a morte do Flavio, no susto que explodiu meu peito. Louca pela manhã, louca de Amor comecei a distribuir este Amor e comecei pela minha colega Regina que senti fragilizada. Só não percebi que sua fragilidade devia -se a algo grave e imperdoável.

Vi a pessoa mais feia e irresponsável, traidora de todos nós Artistas, covarde, mentirosa, e que deve ser punida por desprezar as mortes dos colegas e dos Brasileiros sem Ar, por Apologia à Ditadura e por relevar a Tortura, sobretudo. Vivendo e aprendendo…

Antes tarde do que mais Tarde.

Fora Regina Duarte.

Você não nos merece.

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