Bolsonaro faz discurso vago que exclui desigualdade, por Cristian Klein

“Mais vago, difícil”, avaliou o articulista quando presidente falou de propostas para a área de economia 
 
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
 
Jornal GGN – O primeiro discurso dirigido à população pelo presidente Jair Bolsonaro teve apenas dez minutos. Cerca de um quarto do tempo utilizado pelos sucessores Dilma e Lula. 
 
Apesar de reduzido, o período poderia ter sido explorado com um discurso simples, eficiente e “técnico”, como defendeu o militar da reserva ainda durante campanha presidencial, mas foi o contrário disso, como analisa o colunista do Valor, Cristian Klein, pontuando o discurso de Bolsonaro como “vago”.
 
Para a área da economia, o novo presidente prometeu no seu governo que as regras e contratos serão respeitadas e que será preciso melhorar a “confiança, livre mercado e eficiência”:
 
“Mais vago, difícil”, avaliou o articulista. Para a Política Externa não foi diferente, prometendo uma virada da posição brasileira no setor, mas sem detalhar. Fazendo uma comparação com o discurso de Lula, no primeiro e segundo mandato, Klein lembra que, logo quando inaugurou seu governo, o petista lançou “a ideia de fortalecer as relações com países da América do Sul, Latina e da África, o que de fato ocorreu”.
 
O primeiro presidente declaradamente de direita, desde a redemocratização do país, em 1985, falou na importância de “Deus”, citado quatro vezes, criticou o fantasma do socialismo, prometeu derrubar as amarras “ideológicas” e ressaltou a necessidade de defender os valores da “família e tradição judaico-cristã”. Novamente, comparado aos discursos dos antecessores, Bolsonaro não usou as palavras “social”, “fome”, “desenvolvimento” e “desigualdade” ditas, respectivamente, 16, 14, 14 e 3 vezes por Lula no discurso de posse em 2003.
 
“Considerado um radical, mas sem experiência no Executivo, Bolsonaro afirmou que vai ‘partilhar o poder’, de Brasília para o Brasil. Disse que há vários ‘desafios’ para a solução dos quais apelou ao apoio de um genérico ‘povo brasileiro’ e aos três poderes da República. Se Lula defendeu um ‘pacto social’, que reunisse setores específicos e em tese contraditórios da economia, os empresários e trabalhadores, além de representantes da sociedade civil, num órgão como o Conselhão, Bolsonaro propôs um ‘verdadeiro pacto nacional’, com a mesma sociedade civil e, no lugar da conciliação entre capital e trabalho, os três poderes da República: Executivo, Legislativo e Judiciário”, completa o articulista. Para ler sua coluna na íntegra, clique aqui. 
 

3 comentários

  1. Mais matéria enfadonha

    Mais uma matéria enfadonha, ao estilo daquela que registra que os discursos desagradaram a “imprensa”. Na primeira batida de pé mais firme, essa tropa de articulistas e seus meios correrão para fazer a média necessária e elogiar as linhas e entrelinhas dos discursos. Não sobrará nada vago. 

  2. A registrar a mediocre,

    A registrar a mediocre, ensaboada, banal, pedestre conertura da posse pela  GLOBONEWS, falas  fuleiras, toscas,

    sabugosas,  o “time” Cristiana Lobo, Gerson “Voce Tem Ali” Camarotti, a oca Andreia Sadi, o bagre ensaboado Valdo Cruz (“não

    me comrometa”), zero de analise, só curiosidades, quem entrou e quem saiu, nenhuma visão prospectiva mais elaborada,

    na CBN um pouco melhor com os comentarios de hoje, 4ª feira, de Merval Pereira, Miriam Leitão (supreendendo e saindo da

    adoração do neoliberalismo de almanaque) e a craque Monica de Bolle, que conhece economia cem vezes mais do que os

    Paulo Guedes de mochila e cara enfezada, que pobreza intelectual no Brasil de hoje, é chocante.

     

     

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