De homens e meninos, por Ricardo Mezavila

De homens e meninos

por Ricardo Mezavila

Ditado popular alemão diz: Se dez pessoas estiverem à mesa e um nazista se sentar e ninguém levantar, então serão onze nazistas sentados à mesa. Já passou da hora de a sociedade brasileira decidir se levanta ou permanece sentada, definir sua posição como em outra expressão popular que diz, chegou a hora de separar os homens dos meninos pelas atitudes e não pela idade.  

É o que vem acontecendo com a instituição Supremo Tribunal Federal, a mais alta instância judiciária, também conhecida por Suprema Corte, que tem por função guardar e fazer valer a Constituição, mas que tem passado a impressão de ter se transformado na Terra do Nunca.  

Uma outra expressão do meio jurídico, diz que cargo de ministro do supremo não se pede, mas não se nega. Kássio Nunes não negou e fez jus à indicação com um voto confuso contra a suspeição de Sérgio Moro e, em uma decisão tecnicamente frágil, liberou igrejas para cultos e missas ignorando a pandemia e fazendo média com Bolsonaro que tem grande parte do seu eleitorado entre os evangélicos. 

Kássio não é o único a usar calças curtas. Edson Fachin, o garoto da Operação Lava jato, saudado pela quadrilha de juízes e procuradores com aha uhu, o Fachin é nosso, pode vir a cometer suicídio biográfico se modificar a leitura de seu voto em plenário, marcado para o próximo dia 14, sobre a competência de Moro no julgamento parcial de Lula. 

Homens ou meninos? O ministro Gilmar Mendes, que passará a ser o decano do STF com a aposentadoria de Marco Aurélio de Mello em julho, foi entrevistado pela TV 247 e mostrou que veste calças compridas ao admitir que a história o julgará por ter negado a Lula o direito de tomar posse como Ministro da Casa Civil de Dilma.  

A entrevista furou a bolha dos progressistas, assim como Lula furou a dos conservadores na entrevista concedida a Reinaldo Azevedo semana passada. 

A presença de Gilmar no programa sinalizou a importância da mídia alternativa na luta diária pela democracia, na comunicação direta e verdadeira com a sociedade. Tendo passado o recado de que não aceitará pressão da imprensa corporativa e guardará a Constituição pelo bem de sua manchada biografia.  

É tempo de união, vamos nos levantar e deixar o governo fascista sentado sozinho com seu negacionismo, sua necropolítica antivacina que transformou o Brasil em ameaça global, cemitério continental, epicentro viral do mundo. Vamos virar a mesa e desempossar, defenestrar o genocida.  

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