Direitos ou barbárie, por Almir Forte

Direitos ou barbárie

Almir Forte

No último dia 10 de dezembro completou 69 anos da aprovação da Declaração Universal dos Direitos Humanos pela ONU. O artigo primeiro já demonstra para quem e por que foi constituída, ao afirmar: “Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e direitos. São dotados de razão e consciência e devem agir em relação uns aos outros com espírito de fraternidade”.

No entanto, parece que muitos lideres mundiais ainda não tiveram tempo de ler, ou leram e não entenderam. E o ano que se aproxima será de muitas lutas, vitórias, derrotas e também muitas incertezas no plano nacional e internacional. O magnata Donald Trump, uma caricatura de Hollywood que ganhou vida, se elegeu presidente da maior potência militar do planeta, e agora vive brincando nas redes sociais e provocando retrocessos para a humanidade.

Governa para a indústria armamentista enquanto ameaça, via twitter, iniciar uma guerra nuclear com a Coréia do Norte. Se isso não fosse o suficiente, provoca todo o mundo árabe, ao reconhecer oficialmente Jerusalém como capital de Israel, levando mais intranquilidade para uma área que vive um confronto milenar, com o claro objetivo de lucrar milhões com a venda de armas para seus aliados e adversários.

Enquanto isso, o povo brasileiro caminha impassivo diante das armações do Presidente Temer e do Congresso Nacional, com sua agenda de retirada permanente dos direitos sociais. Para isso, patrocina a maior distribuição de cargos e dinheiro público para os chamados parlamentares da base que participam ativamente do assalto à sociedade, diante dos olhos sempre vendados da poderosa Deusa Têmis, do Ministério Público Federal, bem como da Polícia Federal, adestrada e submissa a essa poderosa gangue palaciana.

Assim, o princípio universal dos direitos humanos completará 70 anos sendo pisoteado e desprezado no maior país da América do Sul, que após a entrega do pré-sal às petroleiras internacionais, pretende entregar a Eletrobras às multinacionais, e, sob o pretexto de “acabar com os privilégios”, luta ferozmente para entregar da previdência social aos bancos privados e acabar com o sonho de aposentadoria da maioria dos brasileiros.

Não podemos permitir que o país caminhe para a barbárie, sepultando de forma brusca o sonho de sociedade mais justa, diante dos olhares estupefatos de um povo que precisa urgentemente levantar a cabeça, olhar em frente e dizer que é brasileiro e por isso não aceitará as viseiras que o impede de olhar para o lado, olhar para o horizonte e ver que existe um grande futuro a ser construído, mas que precisará de muita luta de todos aqueles que tem responsabilidade e acreditam na construção de uma nova sociedade.

Precisamos urgentemente resgatar esses princípios, que foram inspirados na Revolução Francesa de 1789. Portanto, ao menosprezar a liberdade, a dignidade e a igualdade em pleno século XXI, conduziremos a humanidade a um passado inglório e desprezível que a história há muito tempo já sepultou.

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