Dois pesos e duas medidas num país tutelado por golpistas, por Diogo Costa

Dois pesos e duas medidas num país tutelado por golpistas

por Diogo Costa

As decisões arbitrárias dos golpistas destruíram todo e qualquer vestígio de Direito no Brasil. Está uma terra arrasada de ponta a ponta.

Há exatamente um ano, em 19 de dezembro de 2017, Gilmar Mendes despachou uma decisão monocrática, e, por óbvio, precária e em caráter liminar, através da qual proibiu, em todo o território nacional, o instituto da chamada condução coercitiva.

Carmen Lúcia, então presidenta do galinheiro, digo, do STF, não cassou a decisão de seu colega, como fez agora o infeliz Dias Toffoli, e submeteu a decisão ao plenário no ano seguinte.

Em meados de junho de 2018 o STF analisou a decisão de Gilmar Mendes e se proibiu, correta e definitivamente, a condução coercitiva. Ou seja, seis meses depois da decisão liminar.

Não se viu nenhum ministro falando em cassar a decisão de Gilmar Mendes e se fez o que se deve fazer: submeter a decisão ao plenário do Supremo, como se fazia desde sempre.

A grande desgraça desse país é que o golpe trouxe essa nefasta questão dos dois pesos e duas medidas. Em questões idênticas se define de forma diversa, de acordo com os interesses do golpe.

E é justamente por isso que estamos no fundo do poço. Se é que esse poço não pode ser ainda mais cavernoso e profundo. 

O golpe de Estado de 2016 funciona assim: a lei só vale, é bom repetir, se for conveniente com os interesses dos próprios golpistas. Tem-se nitidamente o avanço da tutela militar e de motins e sublevações de juízes e promotores, todos comprometidos com uma visão neo nazista de mundo. 

 
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4 comentários

  1. Acho que ainda não batemos no fundo do poço

    Sera que não seria melhor fechar o STF, Ministério Publico e Procuradoria-geral da Republica e acabar com o sufragio universal para que, pelo menos, fique claro para todos os tempos que vivemos e a perseguição politica a Lula e a persguição fascista ao PT?

    Os Militares estão de volta. Essa é outra certeza. 

    • Acabar com os três primeiros

      Acabar com os três primeiros seria muito bom para o Brasil.

      Nenhum dos três vale nada porque não cumprem os objetivos para os quais foram criados.

      E ainda por cima economizaríamos uma fortuna.

  2. DOIS PESOS E DUAS MEDIDAS OU UM PESO E DUAS MEDIDAS?

    Sobre o artigo Dois pesos e duas medidas num país tutelado por golpístas, de autoria de Diogo Costa e datado de hoje (20/12/2018) gostaria de prestar as seguintes informações a título de esclarecimento. 

     

    Escreve o autor no sexto parágrafo: 

     

    A grande desgraça desse país é que o golpe trouxe essa nefasta questão dos dois pesos e duas medidas. Em questões idênticas se define de forma diversa, de acordo com os interesses do golpe.

     

    Sou um leitor assíduo do Jornal GGN e, em mais de uma ocasião, notei grandes articulista usar a expressão ora apreciada.

     

    Deixando de lado a questão político-partidária, onde cada um usa quantos pesos e quantas medidas quiser para defender as suas convicções, o que se pretende aqui é examinar se a expressão correta é “dois pesos e duas medidas” ou “um peso e duas medidas”.

     

    Não há nada errado com a expressão “dois pesos e duas medidas”, que denuncia, como se sabe, uma injustiça e uma desonestidade – o julgamento de atos semelhantes segundo critérios diversos, conforme seus autores sejam mais ou menos simpáticos a quem julga.

     

    No entanto, a expressão correta é “um peso e duas medidas”, pois só esta enfatiza o fato de estarmos diante de um mesmo mérito (um peso) e dois julgamentos diferentes (duas medidas).

     

    Tomado isoladamente, o argumento até faz sentido, mas em termos históricos é um equívoco. A expressão não se refere a duas medições para o mesmo peso, mas a dois pesos e dois metros, artimanhas de comerciante desonesto (e de políticos desonestos, o que é um pleonasmo vicioso).

     

    Muita gente boa (como o autor do texto ora referido) acaba enganada em sua boa-fé por invenções desse tipo. Como aquela outra, sabe-se lá baseada em quê, segundo a qual o ditado correto é “Quem tem boca vaia Roma” – e não “Quem tem boca vai a Roma”.

     

    No caso presente, faltou combinar com a Bíblia, onde se lê, no Deuteronômio (25:13-16), a passagem que deu origem a “dois pesos e duas medidas”:

     

    “Não carregueis convosco dois pesos, um pesado e o outro leve, nem tenhais à mão duas medidas, uma longa e uma curta. Usai apenas um peso, um peso honesto e franco, e uma medida, uma medida honesta e franca, para que vivais longamente na terra que Deus vosso Senhor vos deu. Pesos desonestos e medidas desonestas são uma abominação para Deus vosso Senhor”.. 

    Não se deve usar um peso e apresentar duas medidas diferentes. Um quilo é um quilo em qualquer ocasião e lugar do mundo. O que queremos que nos façam devemos fazer também.

     

    Infelizmente a prática da “balança enganosa” sempre ocorreu, seja no comércio, seja na política, seja no cotidiano das pessoas. Por isto são importantes as palavras do clérigo, filósofo e escritor português Antônio Vieira (1608 – 1607): “Das obras grandes ou pequenas, das ações generosas ou vis, cada um trás na própria cabeça a verdade medida”.

     

    Osman Neves de Albuquerque

    Escritor anônimo

    20/12/2018.

     

    PS:

    Se alguém quiser manter contato comigo, faça-o por meio do endereço osmaneves@gmail.com.

    Não uso WatsApp e similares.

  3. Parece evidente que estamos,

    Parece evidente que estamos, novamente, numa ditadura militar. Nesse caso, não faz qq sentido o contribuinte sustentar a peso de ouro uma estrutura judiciária que não tem qq utilidade para o país e, pior, atua, escancaradamente no desmonte da nação. Concordo com o comentarista que é pelo fechamento de STF,MP e PGR e, acrescento que os membros que participaram da traição ao país, devem responder, criminalmente, pelo desmonte.

     

    Com relação aos militares, penso que: 1- assumiram o golpe de 64, sozinhos; eram o braço armado dos mesmos grupos que, ainda hoje, parasitam a nação. 2- Gostaram de fazer esse papel, tanto que parecem dispostos a repeti-lo. 3- Qdo as FFAA entregaram o Almirante Othon, na maior sem cerimônia pra golpistas financiados pra detonar a nação, perderam qq vestígio de respeito ou consideração, de minha parte. 4- Um militar que bate continência pra bandeira de outro país e ainda grita seu nome, deveria ser preso e, não reverenciado por generais,almirantes, etc…5- Militar bravateiro é fim de linha. Toca a campainha e saí correndo como com a Venezuela. E, agora? Vão fazer o que as FFAA sob as ordens do capitão esculachado pelas próprias FFAA, no passado? Vão encarar a resposta de Maduro às bravatas do debiloide ou vão se esconder atrás do Lula e do PT? Ah mas todo mundo sabe que o Bozo era só pra pegar boçal e vai sair, logo depois da posse. É???? Tb, sei disso,MAS quero saber o que as FFAA vão fazer com a resposta de Maduro às bravatas do coiso enquanto presidente da república, diplomado, pelo TSE? Vão encarar? Vão fugir ou vão esperar ordens de outro país para defender o nosso? 6- E, último. Sempre defendi que militares e seus familiares. deveriam ter tratamento diferenciado no que diz respeito a aposentadoria e pensões ( inclusive para mulher e filhas) pq, entendia que estando à disposição do país, ou seja, lutando PELO PAÌS, poderiam cair e suas famílias ficarem à descoberto. Pois bem, como, já ficou muito claro que, não tem militar nenhum lutando PELO País ( pelo menos, não pelo nosso ), não faço mais parte do grupo de pessoas que entendia o tratamento dado à aposentadorias e pensões a militares e famílias. Que recebam esse tratamento dos países para os quais batem continência. Eu queria ver um militar cubano, venezuelano, russo, chinês, coreano ou mesmo, estadunidense, batendo continência pra bandeira estrangeira e, mais, o militar que fizer isso ser adulado por seus superiores.

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