Equivalência entre Lula e Bolsonaro é ‘conversa fiada’, diz jornalista

Volta do ex-presidente ao cenário político mostra que não é difícil polarizar com um presidente que sempre negou a ciência

Jornal GGN – A volta do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva aos holofotes políticos reacendeu a retórica da polarização entre dois extremos – no caso, entre o PT e o presidente Jair Bolsonaro, como já aconteceu nas eleições de 2018.

“A equivalência entre PT e Bolsonaro sempre foi conversa fiada”, afirma o jornalista Bernardo Mello Franco, em sua coluna no jornal O Globo, lembrando que a retórica do radicalismo foi usada à exaustão pelo PSDB nas últimas eleições, e o partido não só acabou vendo seu eleitorado migrar para Bolsonaro, como vê dois governadores eleitos sob essa bandeira (João Doria em São Paulo e Eduardo Leite no Rio Grande do Sul) tentando se desvincular.

“O partido de Lula tem muitos defeitos, mas nasceu na luta contra a ditadura e governou pelas regras da democracia. Quando Dilma Rousseff sofreu o impeachment, os petistas entregaram as chaves do palácio e foram para a oposição”, lembra Mello Franco. “Bolsonaro é um antigo defensor do autoritarismo, da tortura e das milícias. Não moderou o discurso na campanha nem no governo, onde passou a flertar abertamente com um autogolpe”.

Além disso, o discurso do ex-presidente mostra que não é difícil polarizar com alguém que nega a ciência e debocha das mortes causadas pela pandemia: basta afirmar que a Terra não é plana, usar máscara e defender vacina.

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