Estão roubando minha dignidade, por Marcelo Laffitte

Estão roubando minha dignidade

por Marcelo Laffitte

É triste ver a capa do Le Monde Diplomatique. Os detalhes do paneleiro no conforto do seu apartamento e dos torcedores com a camisa verde-e-amarela escacaram a vergonha internacional pela qual o Brasil está passando. 

Somos achincalhados no mundo todo como um povo que deixa seu maior líder popular ser julgado, condenado e preso sem prova alguma, apenas com suposições e hipóteses.  A própria ONU abriu inquérito investigativo e colocou o país no banco dos réus. Até poucos anos atrás, graças às intervenções do governo Lula a da atuação do então chanceler Celso Amorim, o Brasil era uma referência na política internacional. Hoje, é um zero à esquerda.

Para jogar mais tinta no quadro, um punhado de ignorantes de toda raça, credo, classe social e opção sexual, gente que ainda estava nos cueiros ou nem era nascida em 1985, pede “Intervenção Militar Já”. Na década de 70, na era do Pra Frente Brasil e do tricampeonato mundial de futebol, essas pessoas, se nascidas, brincavam na pracinha jogando bola de gude e pulando amarelinha. Não faziam a menor ideia do que era sustentar uma família, garantir um emprego e não ter direito algum em opinar sobre os rumos do país. Isto é nauseante.

Some-se a isto o sentimento de impotência perante um trêsoitão apontado bem no meio da sua testa, lhe roubando o pré-sal, a Petrobras, os direitos trabalhistas, os direitos previdenciários, os avanços na Saúde, na Educação e na Renda. Qualquer um que tenha tido a experiência de ser assaltado por um “negro drogado favelado” para roubar seu celular, com certeza, saberá explicar o que sentiu.

Leia também:  Como a pandemia escancara o cenário de tortura nas prisões

Ao juntar tristeza, náusea e impotência, o resultado que encontro é indignação. Constato que estão roubando a minha dignidade. Portanto, estou muito, muito indignado.

 

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4 comentários

  1. Oui, monsieur.

    Sim, mas o povo letrado, imperial, cheios das etiquetas e que arrota Sorbonne vota em Macron e mantém Le Pen como fiel da balança política.

    Em tempo, Le Pen e sua plataforma faria Bolsopata parecer Mao Tsé Tung.

    É esse povo que quer nos ensinar algo?

     

    • Inversão de atores
      Eu absolutamente não estou defendendo a Marine Le Pen, mas se ler as propostas dela verá que se colocar ela e o Bost_naro lado a lado, faria a Marine parecer Mao Tse Tung. O Bost_naro tem as qualidades intelectuais de um chipansé que foi parceiro do Ronald Reagun em um filme nos anos 50 e com a finesse do atual ocupante da casa branca.

    • Nender, ataque a mensagem, não o mensageiro

      O Le Monde Diplomatique não tentou nos ensinar nada, apenas constatou uma realidade e a publicou.

      Nender, o seu argumento é ad hominem. Em vez de atacar a mensagem, é mais cômodo atacar o mensageiro.

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