Home Editoria Cidadania Esvaziamento das bases do governo para dar maior protagonismo aos militares, por Rogerio Maestri

Esvaziamento das bases do governo para dar maior protagonismo aos militares, por Rogerio Maestri

Esvaziamento das bases do governo para dar maior protagonismo aos militares, por Rogerio Maestri

Esvaziamento das bases do governo para dar maior protagonismo aos militares, por Rogerio Maestri

A humilhação que sofreu o general Braga Netto ministro da casa civil frente ao Ministro Guedes e a passividade demonstrada pelo mesmo parece que é um fato que todos não estão levando em conta na ação do STF contra as milícia REAL não as virtuais do tenente que ocupa a cadeira da presidência da república.

O chefe da procuradoria geral da república, incitou o STF a promover uma série de ações que feriu mais de morte a atual presidência. A ação contra as Fake News que estão sendo desenvolvidas no STE é uma ação que pode ser uma verdadeira cortina de fumaça que esconde algo bem maior, a destruição da base política e principalmente militarizada do chefe do executivo no momento.

No contexto atual, uma ação das polícias militares apoiadas por alguns quadros menores das forças armadas seria uma verdadeira catástrofe para as forças armadas brasileiras, não que essas não teriam condições de resistirem, mas o enfraquecimento de todo o poder militar seria extremamente danoso, logo um autogolpe bonapartista do atual ocupante da cadeira da presidência da república teria que ser reprimido pelas forças armadas porque se assim não fosse essas ficariam subjugadas por forças paramilitares que normalmente são comandadas em situações extremas pelo exército.

O motim da polícia militar no Ceará com objetivo puramente de reivindicações trabalhistas acendeu a luz vermelha para o alto comando das forças armadas, pois a força nacional, que deveria ser uma espécie de guarda nacional se solidarizou com os revoltosos.

Então qual é a estratégia do alto comando das forças armadas? Simples e evidente, primeiro desmoralizar do tenente insubmisso mostrando às suas bases políticas que ele não é nada confiável e que se descarta facilmente de seus aliados quando tem necessidade disso, preservando somente seus familiares. Esse tipo de comportamento tira de todos os pretendentes a golpistas qualquer ânimo de entrar numa ação extremamente arriscada.

Porém a ação desse alto comando não está só, tem base na verdadeira grande burguesia brasileira que não é representada por um Loro José, ou por donos de redes de academias e de redes de fast-food, essa grande burguesia não confia no tenente nem no seu subserviente general que está na reserva do cargo do tenente. Confiam em instituições mais sólidas e mais permanentes que tradicionalmente lhes são servis, tais como o congresso e os órgãos do judiciário.

Essa burguesia brasileira não confia em elementos vindos do nada, como o atual ministro da economia que está rifando todas as instituições brasileiras que durante décadas serviram a elas, logo entregá-las ao capital internacional seria mais um esvaziamento de fonte de renda do que qualquer outra coisa.

Quanto as polícias militares elas terão o seu momento que está sendo guardado para um posterior esvaziamento do resto da base do governo ou até uma perda de mandato da atual chapa vencedora da última eleição sendo substituída, como manda a constituição, por um presidente eleito por via indireta que aceitará uma desmilitarização da polícia militar, voltando a mesma a ser uma polícia comum como a polícia civil, sem quartel, sem comando centralizado e sem a necessidade de armamentos mais sofisticados. Isso pode ser proposto por quadros políticos vinculados a partidos de centro esquerda, deixando para esses a raiva que produzirá em parte da corporação que se sentir prejudicada.

Dentro dessa nova conformação, o poder central poderá seguir com a proposta do general Braga Netto um pouco mais expandida que será um consenso nacional para a reconstrução do país pós crise econômica.

Em resumo, um verdadeiro plano estratégico que garantirá aos militares se manterem tranquilos e ainda com maior prestígio do que atuando de forma subalterna e humilhada no atual governo.

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