Impulso de morte e comportamento de manada: como um líder conduz um povo ao precipício, por Albertino Ribeiro

Desde o início do governo, temos assistido a um cenário de destruição em diversas áreas.

Impulso de morte e comportamento de manada: como um líder conduz um povo ao precipício

por Albertino Ribeiro

O presidente brasileiro, logo no início do mandato, disse que não veio para construir nada, mas veio para destruir, deixando claro sua verdadeira natureza.

A psicanálise classifica os impulsos humanos em duas categorias antagônicas (vida e morte). Estes possuem relação direta com dois senhores soberanos do gênero humano, segundo Jeremy Bentham: a dor e o prazer.

O impulso de vida é aquele que nos leva a pensar e a dominar nossas emoções e nossas dores, ajudando-nos a procurar uma saída nas situações em que algo nos falta. Sob este, o ser humano opta por tentar consertar as coisas e não dar causa a intentos engendrados por sentimentos primitivos e destrutivos.

Por seu turno, o impulso de morte nos leva para um caminho oposto, onde optamos por descarregar nossas tensões mesmo que mais tarde tenhamos que pagar a faturaPodemos observar alguns comportamentos como gula, abuso de drogas, agressão, consumismo desenfreado, enfim.

mente pensante, a todo momento, pratica uma musculatura psíquica na tentativa de conciliar suas pulsões com a difícil realidade da vida, buscando o seu desenvolvimento. Destarte, estar vivo pressupõe tensão. É como disse Freud: “haverá sempre conflito enquanto houver vida. Pressões e tensões cessam apenas com o advento da morte”.

O presidente age como um zumbi moral e intelectual, destruindo tudo que ha pela frente (principalmente cérebros) em nome de sua gratificação pessoal e para agradar sua horda de vampiros que sugam a pletora mental dos brasileiros.

Desde o início do governo, temos assistido a um cenário de destruição em diversas áreas. A floresta amazônica tem sido a vítima mais visível desse processo destrutivo. Contudo, muita coisa está acontecendo sorrateiramente como os ataques à educação, as intervenções autoritárias nas universidades, o desmonte da PETROBRAS, enfim. A lista é imensa e não cabe nessas sofridas linhas e nem mesmo no precioso tempo do leitor.

A maneira infantilizada como o líder da república e seu séquito vêm conduzindo o país frente à pandemia tem custado muitas vidas humanas. O jornal folha de pernambuco publicou em 01/07/2020 um estudo realizado por pesquisadores da universidade federal do ABC (UFABC), da fundação Getúlio Vargas e da USP que sugere uma forte correlação entre o discurso negacionista do presidente e o aumento do número de mortes por covid-19.

O trabalho sustenta que a votação do presidente no primeiro turno, por município, tem correlação negativa com a taxa de isolamento; e correlação positiva com mortes por Covid-19. Em resumo, onde Bolsonaro teve mais votos, o isolamento tem sido menor e o número de óbitos maior.”

Os fatos corroboram com o estudo; não é difícil encontrar pessoas próximas a seguidores do presidente que abusaram da sorte e foram vítimas do coronavírus.

Mas como isso acontece?

Parece que essas pessoas, em nome do seu mito, abriram mão da liberdade e da própria capacidade de pensar; agem como manada. Trata-se da psicologia dos grandes grupos onde os indivíduos partícipes tendem a exacerbar seus comportamentos mais primitivos (Le Bon – Psicólogo Francês do séc. XX).

Segundo Freud (citação de Vera Rita de Melo), “os grupos nunca ansiaram pela verdade. Exigem ilusões e não podem passar sem elas; constantemente dão ao que é irreal precedência sobre o que é real(…)”.

É exatamente isso que acontece. Todos os dias, como uma cepa adaptada, o vírus da estupidez circula nas redes sociais, trazendo teorias conspiratórias absurdas que até uma criança desconfia.

Contudo, uma de suas características é torna-se mais forte quando atacado em meio as células que lhe são familiares. Quando um amigo ou parente tenta mostrar com bons argumentos a fragilidade do raciocínio, ocorre um forte recrudescimento mítico, pois a mente hospedeira está com muito “entulho” e não cede espaço para um pensar mais lúcido.

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