O fetiche Lava Jato, por Maria Eduarda Freire

Realizações da Lava Jato se tornaram canal do gozo sádico através da transmutação do ódio de classe para um “moral cidadão de bem”
 
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A imagem de um ser humano acorrentado tal como um escravo de três séculos atrás foi o gatilho simbólico-inconsciente para a explosão do racismo reprimido da classe média que agora tem licença para ventilar a sua catarse escravista sem ser chamada de racista. A Lava Jato é o fetiche dessa classe média narcísica, sendo o canal que viabiliza todo esse gozo sádico através da transmutação desse ódio de classe para um “moral cidadão de bem” que, agora, pode clamar como “boa consciência” por “bolas de ferro”, “garrotes” e “chibatadas”.
 

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