O necessário trabalho de construção da frente de resistência democrática, por Cesar Cardoso

O necessário trabalho de construção da frente de resistência democrática

por Cesar Cardoso

Não há como dourar a pílula: o bolsonarismo é o grande vencedor das eleições, mesmo que Fernando Haddad vença no segundo turno.

Tem o controle (embora não acho que a supermaioria constitucional esteja tão sólida assim) na Câmara, no Senado (que já é naturalmente uma Casa personalista) sempre é possível fazer acordos individuais e o Judiciário e o Ministério Público mergulharam de cabeça na campanha do capitão da reserva. O caminho para a criação de uma ditadura do século XXI, dessas que mantém a aparência e a casca democrática, seguindo os exemplos de Hungria, Polônia e Turquia, está aberto e pavimentado. Tá dominado, tá tudo dominado…

Não está tudo dominado. Existem dois grandes bolsões de resistência democrática, e esses grandes bolsões precisam se organizar numa frente ampla de resistência, restauração e reforma democrática:

  • A aliança nordestina entre PT, PSB, PC do B e o PDT cirista. Em termos regionais, uma vitória acachapante; em termos locais, nomes como Flávio Dino, Wellington Dias, Paulo Câmara, Camilo Santana e a dupla Jacques Wagner/Rui Costa conseguiram vitórias entre o enorme e o acachapante.
  • O PSOL no eixo Rio-SP. Nomes como Sâmia Bonfim, Áurea Carolina e (novamente) Marcelo Freixo surgem como líderes naturais do bolsão de resistência da esquerda democrática no Centro-Sul.

A partir daí, é juntar outros bolsões (PT/RS, irredutíveis gauleses no Norte e no Oeste…) em torno de uma pauta mínima de defesa da democracia. Mínima mesmo, por exemplo:

  • A democracia importa;
  • Todos importam por igual na democracia;
  • Sem democracia não há como solucionar os problemas brasileiros.
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Sem que essa frente seja construída, só nos restará chorar nas lápides dos mortos pela Nova Ordem de valentões, militaristas, chefetes de seitas neopentecostais e próceres de castas estatais.

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6 comentários

  1. Judeus mitigam o fascismo

    Nem todos os que dizem prezar a Democracia estão dispostos a derrotar o fascista.

    Alberto Goldman é filho de judeus que fugiram da Europa. Todos os seus parentes foram exterminados.

    Mesmo assim, por históricas divergências políticas com o PT, ele vai anular o seu voto.

    Foi esse tipo de comportamento político que permitiu a ascensão de Hitler e o consequente extermínio de 6 milhões de judeus, inclusive os parentes de Goldman.

  2. Corram, tirem um passaporte.

    Ditadura nunca mais, jovens conversem com seus pais pais, tios e avós antes de votar.

    Um alerta, para os que não tem passaporte, corram,  guerrilha,  clandestinidade, e exílio pode serem as única alternativas para continuar vivo, depois ds eleições

    Não estamos diante da racionalidade, e sim da emoção.

    Creio que seja esta a questão principal, temos que alertar muito mais do que propor.

    Até porque a maior parte do eleitorado já sabe mais ou menos,  o que o PT vai fazer se for eleito.

    Estamos diante do desconhecidos para maior parte do eleitorado, jovens que não vivenciaram a ditadura, e não tem o menor interesse pela história.

    Temos  que resgatar  as história dos desaparecidos no Brasil, Na Argentina, Chile e pelo resto do mundo, dos exilados políticos,Não temos outro caminho que alertar o  eleitorado que aderiu ao fascismo consciente ou inconscientemente,

    Temos que dizer abertamente que pode até haver eleições em 2022.  mas muito de nós não estaremos aqui, por estarem mortos, presos ou exilados, seja entre os que estão entre os candidatos ou que estejam entre os eleitores.

    Mais do que nunca pedir para mais jovens falarem com seus pais e avós que viveram o período da ditadura militar.

    Ditadura nunca mais, jovens conversem com seus pais pais, tios e avós antes de votar.

     

  3. Tem de atacar o fascista pela economia

    Me desculpe meu caro, mas não é apelando para a democracia q se vai ganhar eleição. Isso só é relevante pra quem já votou em Haddad. Tem é q comparar o q o coiso quer ou n fala a respeito sobre questões econômicas, e também sobre saúde, educação e mesmo segurança.

  4. Tem que montar são frentes de autodefesa popular.

    Medidas convencionais políticas servem para situações normais, na velocidade com que sucede as agressões ou vai todo mundo para casa chorar e só sair da casa para o serviço, ou todos se organizam para combater os bolsominhos.

  5. O mínimo contra o máximo?

    Uma pauta mínima não derrota Bolsonaro.

    De que vale democracia sem pão na mesa?

    É preciso falar de décimo-terceiro, de aposentadoria, de educação para todos, de saúde pública e gratuita, de revogação da Emenda do Fim do Mundo. E de extermínio da população favelada, quilomobola, camponesa e indígena. E de salário igual para homens e mulheres, e de estupro, e de feminicídio e de assassinato de homossexuais e travestis.

    Porque o que os brasileiros têm visto da “democracia” é um regime que não impede o baculejo, a invasão de domicílios pela polícia, o encarceramento em massa e o prejulgamento, a criminalização da pobreza, a exploração brutal do trabalho, os salários baixíssimos, o desemprego, a dispensa imotivada, a discriminação contra a população negra, a perseguição religiosa contra o candomblé e a umbanda, e por aí vai.

    Democracia com “PM confunde” não vai sensibilizar ninguém.

    É preciso um programa ousado, e se o que sobrou dos tucanos e dos marinistas não gostarem, paciência. Ou a gente toma de volta os votos que o Bolsonaro furtou, ou não tem jeito.

  6. camisa amarela

    Pelo amor de Deus (q é isso, sou ateu rs), Troquem a camisa vermelha pela amarela. O Brasil é de todos nós, não só da direita. Mandem o  Haddad falar qualquer abobrinha contra violência ( especialmente a policial que é a que o povo sente na pele), e falar grosso, senão não vamos tirar voto dos facistas/ignorantes. Bater no coizo não rende meio voto.

    LULALIVRE #elenão

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