Pagando bem, que mal tem?, por Cristiane Alves

 
Pagando bem, que mal tem?
 
por Cristiane Alves
 
O liberalismo conseguiu romantizar o extremo da expropriação do humano na hunanidade. Fez um filme que bem cabe como crítica ao sistema, onde o marido prostitui a esposa em troca de um milhão de dólares. Então subliminarmente fica a idéia do vício (do sexo melhor e do dinheiro maior).
 
O homem rico nunca se farta de dinheiro, diz o antigo provérbio judeu.
 
O mundo capitalista relativiza todas as coisas pela ótica monetária, de modo que nem todo ladrão é nocivo, apenas o pobre que do roubo não consegue fazer-se rico. Nem toda corrupção é nociva, somente o é se aquele que a conjuga não o faz para lucrar. Nem todo assassinato é infame, a indulgência do assassino está em defender seu patrimônio, sobretudo quanto maior for tal patrimônio. Nem toda tortura é repugnante, se ao torturar quem o faz tenha dinheiro em monta tal que se lhe garanta o título de cidadão de bem.

 
Pobre despossuído (pleonasmo necessário). Paga pela vida com o maior bem que tem e é alegremente convencido que tudo se tornará melhor quando entregar-se ao capital. Morre e nem as duas moedas de ouro sob as pálpebras lhe dão para pagar o barqueiro para o paraíso. A fé desnuda o homem pobre dos bens materiais oferecendo a riqueza sem precedentes num plano real, mas nunca visto, num futuro incerto, embora quase tangível.
 
Sem fé é impossível viver porque a vida não nos pertence. Ao nos tirar todo ouro nos dão uma simbólica pulseira de pano na qual lemos com orgulho: “eu doei ouro pelo bem de São Paulo”. Um dia você acorda e não tem mais nada e o nada é todo teu.
 

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1 comentário

  1. No vuelve a robarme el oro

    A mi tierra llegó un fulano llevándose todo mi oro, A mi tierra llegó un fulano llevándose todo mi oro. Vestido de blanco entero y con acento extranjero, Prometió a cambio de oro dejarme mucho dinero. El tipo de que les hablo nunca más apareció, Cogió mi metal precioso y todo se lo llevo. CORO Ladrón te fuiste (Con mi oro) Y me dejaste (Sin mi oro) Ladrón te fuiste (Con mi oro) Y me dejaste (Sin mi oro) Ey! Con solo engaño na ma’ Viniste pa’ acá A llevarte mi oro primero Con tu acento extranjero y tu pinta e’ sombrero. Echa pa’ alla, Fuera de acá papa, No vuelve a robarme el oro. Señor, yo te dejo, Vete con todo y espejo. Ladrón te fuiste (Con mi oro) Y me dejaste (Sin mi oro) Ladrón te fuiste (Con mi oro) Y me dejaste (Sin mi oro) To’o mi oro se ha acabao’ Los dueños son emplea’os Más pobreza ha llega’o La inocencia se ha marcha’o oh oh. Y de aquí no me voy, voy! De esta tierra yo soy, soy! Mi alma es como los ríos Camino recorrido…

    [video:https://youtu.be/EXxQri2WiEs%5D

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