Perdoem-me mas eu vou torcer pelo Brasil na Copa, por Francy Lisboa

Perdoem-me mas eu vou torcer pelo Brasil na Copa, por Francy Lisboa

Associar a seleção brasileira com tudo que há de ruim no Brasil é o caminho que milhares de brasileiros, de todos os gostos politicos, estão tomando. O protesto contra um Brasil corrupto representado pela CBF tem toda a estrutura daquilo que costumamos dizer valer a pena. Quem afinal seria contra o fato de que as pessoas na diretoria da confederação de futebol cometeram ilícitos dentro da instituição que cuida de uma das paixões do brasileiro?

Primeiro de tudo, associar futebol ao circo é daquelas coisas medonhas que pessoas fazem para se separarem daquilo que elas acreditam ser desintelectualizado. Se assim o fosse, um grande pão e circo é a associação diuturna dos flagelos brasileiros aos representantes eleitos do povo, isolados os outros poderes e a geopolítica. Pode-se afirmar sem medo de ser feliz que quem demoniza o futebol, como fator de controle de massas, provavelmente saiu às ruas contra a Dilma ou, voltando um pouco mais, acreditou na espontaneidade e nas boas intenções das Jornadas de Junho de 2013.

O futebol é antes de tudo paixão e a seleção, independente de qual entidade a geri, é sim um dos símbolos de aglutinação e identidade de nós brasileiros. Assim como é o samba, a feijoada e outras jabuticabas. Antes da CBF, Ricardo Teixeira e Globo, o futebol é o que ele nos proporciona. Torcer contra o Brasil porque o Tite é um babaca? Porque Neymar é estrelinha? Porque a CBF é corrupta? Ora, parafraseando o empresário Wallace Simonsen, a CBF passa e o amor pelo futebol fica.

Ao torcer contra um símbolo do Brasil porque os representantes circunstanciais não são dignos é coloca-los como estando no mesmo patamar do símbolo. Perdoe-me os que assim o fazem, mas eu vou torcer pelo Brasil na Copa sim, e muito!

24 comentários

  1. Seleção é a apropriação

    Seleção é a apropriação privada imoral e corrupta do nome Brasil pela CBF.

    A CBF ganha milhões de US$, cujo $$ nem entra no Brasil. E os macacos amestrados saem pelo mundo mostrando toda malevolência e jeitinho do povo brasileiro sofrido e cuja única oportunidade do menino pobre é jogar futebol.

    Copa do Mundo, Olimpíadas, Pan, tudo isso nada mais é que circo para iludir os incaultos.

  2. Brasil na Copa 2018.
    Não estou motivado para torcer. E se assistir a algum jogo, não vestirei a amarelinha. Ficará guardada. E olha que sou apaixonado por futebol. Desde criança. Ir ao estádio é momento de emoção, principalmente qdo., no Castelão, o Sampaio Corrêa peleja. Bem, se for campeão, parabéns técnico e jogadores. Se sair no decorrer da disputa, tanto faz. Estou preocupado com os rumos político e econômico do Brasil. De olho, mesmo, na eleição. Haverá eleição?

  3. Vou torcer contra. Ouvir a

    Vou torcer contra. Ouvir a propaganda em que o Tite fala como pastor de um enorme rebanho de ovelhas é algo insuportável.

  4. É osso ler um artigo desses

    É osso ler um artigo desses no GGN. O que é seleção? o que é copa? o que é torcer? Imagino que são palavras e hábitos de um povo diferente e muito distante de nós. Vai ver é até um povo feliz, com distribuição de renda e justiça social. 

  5. Já ia torcer contra o técnico
    Já ia torcer contra o técnico do discurso escalafobetico e seus meninos mimados, depois que virou garoto propaganda de bancos, o segmento que siga o sangue de todos brasileiros, vou soltar rojões a cada gol contra.
    Sabe-se a copa e seus larápios milionários…..
    Até o sorteio é fraudado nessa farsa….

  6. Já ia torcer contra o técnico
    Já ia torcer contra o técnico do discurso escalafobetico e seus meninos mimados, depois que virou garoto propaganda de bancos, o segmento que siga o sangue de todos brasileiros, vou soltar rojões a cada gol contra.
    Sabe-se a copa e seus larápios milionários…..
    Até o sorteio é fraudado nessa farsa….

  7. Tô fora

    Vou torncer pela Argentina, só pq a Rede GLobo é contra.

    E pq Maradona apóia Lula e pq os irmão portenhos foram às ruas pedir Lula Livre.

    E pq até agora não vi um coxinha branco pedir desculpas à Dilma pelo Golpe e pelo VTNC no estádio.

    Meu coração é azul e branco, nessa Copa.

    Vai Messi! Quero ver de novo 7 a 1 pra cima do Canário Pistola!

    • Tempos hostis

      A propósito, o tal Canário Pistola… devem ter querido fazer o boneco com cara de valente mas resultou em cara de mau, raivoso, nada a ver com a alegria do futebol.

      Será que foi o mesmo marqueteiro que bolou aquela frase do Temer, “Brasil voltou 20 anos em 2” ou algo assim?

       

    • 1- A Globo pouco se importa

      1- A Globo pouco se importa para a Argentina; 

      2- Os “irmãos portenhos” votaram no Macri – que apoia o golpe no Brasil – só meia duzia de esquerdistas de lá apoiaram Lula; 

      3- Deixe o complexo de vira-lata de lado. 

      Vai, Brasil!

      Abaixo os vira-latas complexados que odeiam uma seleção de negros e mulatos e tem vergonha de admitir isso!

  8. O Ministro do Trabalho disse

    O Ministro do Trabalho disse que os patrões podem negociar as horas paradas para quem quer assistir os jogos…

    Não haverá liberação – cada um que negocie com seu patrão para assistir o Brasil na copa…

    Eu não perderei meu tempo com isso…

    Se ganhar e se somente ganhar eu vejo os gols pela internet, sem ouvir o galvão bueno…

  9. Era uma vez o futebol

    Que bom que consegue separar as coisas.

    Já tinha ouvido falar que nas copas ocorridas durante a ditadura militar de 1964-1985 havia esse dilema.

    Mas hoje a situação é diferente, não é apenas um governo de direita que se aproveita de uma festa popular para se legitimar .

    O futebol mudou muito, o esporte no geral, com a história de serem geridos e vividos como negócio, e os times como empresas. Não demorou a serem sugados pela máquina capitalista que a tudo transforma em produto e representante de sua ideologia.

    Quem assistiu ao filme “Boleiros”, de Ugo Giorgetti, e tem acompanhado a transformação do futebol em esporte da elite – o grupo de boleiros Bom Senso F.C chegou a enfrentar o monopólio da Globélica em definir até horário de jogo, sempre depois da novela; o aumento absurdo do preço de ingressos, expulsando o trabalhador pobre do estádio -, dificilmente vai conseguir fazer a separação em um evento em que a magia persistente do futebol como arte vem gradativamente se perdendo e se parecendo com a emoção artificial de jogo em videogame, e num país em que a seleção, seu uniforme e o próprio evento estão inevitável e cruelmente ligados ao Golpe (em curso, é bom não esquecer) e à cooptação suave ou usurpação violenta, pela direita, de tudo que dava ao povo um senso, passageiro, de dignidade e de igualdade: o voto popular, o esporte preferido e as ruas como local de manifestação popular por direitos e contra privilégios (o contrário dos coxinhas trajando amarelo-ouro-de-tolo em suas penas de tucano, que foram às ruas porque queriam viajar para a Disneylandia.…). Aliás, acaba de me ocorrer, talvez as comemorações futebolísticas na Paulista tenham sido o ensaio para que a direita das classes média e alta exercesse seu orgulho de “massa cheirosa” ao tomar as ruas convocados pela Globélica, como naqueles comerciais de intervalos de jogo em que as fabricantes de TV prometiam levar o torcedor para dentro do jogo através de suas telas; assim como (pensei nisso outro dia, quando vi um trecho dessa palhaçada no programa “Papo com Zé Trajano” (emissora TVT, canal 44)) as coreografias sincronizadas dos manifestoches podem ter sido ensaiadas nos carnavais em que pagavam fortunas para pular em trios badalados. É a cultura popular servindo à desigualdade e ao método cavalo-de-tróia de luta de classes, quando submetida à lógica do capital financeiro.

    Engraçado que em 2014, como em anos anteriores, eu percebia essa rejeição e o boicote à seleção vindos de reacionários de colarinho branco, e de “pobres de direita”, provavelmente muitos que depois envergaram seus uniformes by CBF, e possivelmente, pelo que a festa tinha de ligação com o sentimento popular e pela origem dos jogadores (quem não lembra do craque Cafu homenageando o seu Jardim Irene, sem vergonha de ser feliz nem de ter vindo de bairro e família pobres, na periferia da zona sul de São Paulo, em 2002?)

    Mas hoje, na minha oitava Copa do Mundo, será a primeira vez em que não vou torcer pela seleção “brasileira”. Ainda não decidi se assistirei a algum jogo, mas já sei que torcerei, entre outros times, pela Argentina, a vilã em minha primeira Copa (1990), em agradecimento ao Papa Francisco I e ao craque Maradona (o princípe, pois o Rei será sempre Pelé), hermanos de coração socialista corajoso, que não roem a corda nos momentos de dificuldade nem abandonam o barco por medo de cara de feia, como só os “pobres e esquerdistas roots” sabem fazer.

    Contudo, respeito e até admiro quem, sendo progressista e consciente de tudo de negativo que o manto canarinho representa hoje, dentro e fora dos gramados, ainda consegue separar as coisas. Eu, que já não assisto ao Esporte Clube Futebol Empresa Capitalista há tempos, com amargura de quem tem saudades dos tempos em que futebol era a alegria do povo, venho treinando esse distanciamento como uma exilada que espera a democracia voltar ao seu país para retornar à sua terra, talvez apenas em sonho, com o acalento das boas memórias e a renúncia ao que se tornou marca do sofrimento (lembro, mais uma vez pois já havia feito essa referência em outro comentário no ano do Golpe, de histórias sobre escritores que tinham bloqueio criativo e sérias dificuldades em utilizar a língua alemã durante e depois da ascensão do nazismo e sua ideologia invasiva de poros e imaginários; penso que, guardadas as inegáveis (des)proporções entre as tragédias, é o mesmo que me acontece em relação ao futebol, a quem tanto devo em minha formação cultural e moral).

    Em memória de meu saudoso tio João, um mestre no futebol e na vida, corintiano que certamente torceria pela seleção mas entenderia minha renúncia de quem, talvez, tenha levado o futebol a sério demais para não sentir desgosto e um certo desprezo pelo que tem se tornado. Tô quase querendo assistir ao futebol americano, só pelo movimento dos jogadores em desafio ao racismo e às desigualdades na sociedade USamericana, o que parece impossível de acontecer em terra de apatia verde-amarela.

    Trailer de “Boleiros – Era uma vez o futebol…” – do grande Ugo Giorgetti 

    [video:https://www.youtube.com/watch?v=L-mEXgELsNg%5D

    https://www.youtube.com/watch?v=L-mEXgELsNg

     

    https://tv.uol/12s28

     

    Sampa/SP, 25/05/2018 – 22:35 (alterado às 22:39, 22:56 e 23:09). 

     

  10. Não consigo nem mais torcer

    Não consigo nem mais torcer contra… a indiferença supera a torcida. Desde 1990 não me presto a este papel rídiculo de torcer para uma equipe de uma emissora e patrocinadores.

  11. Apenas negócio

    Futebol é apenas um negócio. Há muito tempo deixou de ser esporte. Os clubes são apenas uma casca vazia, dirigidos por cartolas do tipo “Pedro Parente” da vida, dos Perrellas, dos Euricos, endividados principalmente com a previdência que nos querem tirar, que exploram o amor do torcedor para a ganância de poucos. Brasil não pratica esporte, mas apenas captura torcedores para lucrar com poucas estrelas de chuteiras ou te tênis. O futebol feminino chegou até onde o dinheiro lhe permitiu. O Vôlei é hoje o mais interessante, mas vai entrar logo na mão dos “Pedro Parente” da cartolagem, trocando os mesmos jogadores entre 6 ou 8 times, a cada cada ano.  Esporte é para praticar e não para ficar assistindo pela rede Globo.

  12. Seleção brasileira???

    Uma seleção que não representa o futebol nacional, todos os convocados, a exceção de dois jogam na Europa, destes, três sequer são lembrados como jogadores de alguma equipe do Brasil, caso de Marcelo, Douglas Costa, Filipe, Firmino, que foram para a Europa quando ainda eram das categorias de base ou começando nas categorias profissionais. A mim não mais convence, não vou torcer.

  13. o brasil está para o futebol

    o brasil está para o futebol como os eua estão para o basquete.

    torço para o futebol brasileiro, mas quase sempre, com raras exceções desde a copa de 74, torço contra a seleção da cbf, atualmente, cbf-nike.

    tem muito jogador ali que praticamente não atuou no futebol brasileiro.

    vai me dizer, então, que representam nosso futebol?

    a nefasta rede golpe, com suas manipulações em parceria com arbitragens encomendadas e venais (vão processar por calúnia na vara do bretas? cuidado com a exceção da verdade), e a cartolagem pútrida acabaram com os campeonatos mas não com o futebol brasileiro.

    a seleção da cbf-nike é um cancro para o futebol brasileiro.

    porém, cedo ou tarde (espero que não tarde demais) os clubes brasileiros exigirão uma seleção formada exclusivamente por jogadores que atuam no futebol brasileira sem a interferência desses jornalistas esportivos que só atrapalham pois sabem nada de futebol.

    para eles, ‘craque’ é aquele que faz trocentos malabarismos com a bola ….

    um dos maiores volantes da história do futebol brasileiro, clodoaldo, não fazia malabarismos, mas tinha controle de bola no gramado e posicionamento impecável em campo: isso é craque.

    tinha um treino no santos em que se posicionava uma bola num saco de filó à 2 m da grama e os jogadores deveriam saltar para cabeceá-la.

    o saco dava voltas (mais de 1) na cabeçada do pelé…

  14. Torcer, você pode por quem

    Torcer, você pode por quem quiser…

    Mas a seleção brasileira, os jogadores, estão tão distantes da realidade nacional, até do território nacional, que prefiro torcer para o meu mixuruca (atualmente) Fluminense do que perder tempo com uma seleção que não tem NENHUMA ligação emocional comigo.

    Acho que o último jogo da seleção que vi foi o 7 a 1. Ali foi um marco, passou para a história e para os memes…

    Vou torcer para o bom futebol. A seleção que o mostrar, vai merecer meu apoio… Brasil, só por ser brasileiro, não é mais motivo de torcida.

  15. Minha diversão vai ser torcer
    Minha diversão vai ser torcer contra a selecinha do Itaú.

    Tite é muito teatral.

    Daria para um bom ator.

    No mais, desde 89, com a eleição do finado Ricardo Teixeira, a torcida não se despede dos craques em aeroporto brasileiro.

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