Que venha 2019, um feliz ano de lutas e manutenção das conquistas!, por Maister F. da Silva

Que venha 2019, um feliz ano de lutas e manutenção das conquistas!

por Maister F. da Silva

Amanhã quando acordarmos será um novo ano, 2019 virá recheado de paixões de desventuras, muitos de nós que nos mantivemos altivos, firmes ombro a ombro nas trincheiras da resistência desde o controverso ano de 2013, justiça seja feita, apesar de 2013 romper drasticamente o curso das lutas populares no Brasil, inaugurando o retorno da direita na disputa do picadeiro das ruas, onde reinamos supremos por anos a fio, é preciso enaltecer e afirmar nosso passado de lutas e conquistas. O levante reacionário e conservador que vivemos é fruto da cíclica luta de classes, assim deve ser entendido e interpretado, afinal a história pode ter avançado anos em dias como diria Lênin, contudo a correlação de forças e a unidade do bloco histórico ainda ditam o ritmo de nossa caminhada.

O novo ciclo que bate à nossa porta traz consigo grandes responsabilidades, dentre as quais destaco uma que devemos olhar com bastante carinho, buscar entendê-la é quase uma autocrítica: É costume ao povo brasileiro sempre falar das coisas mais graves por que passa a vida nacional sem nada fazer. Falando o povo tem a impressão de ter cumprido seu dever, o que importa é a palavra e não a ação. A palavra pode pregar todos os horrores. Nós que somos homens e mulheres de ação fomos surpreendidos pela força de um tsunami que foi a palavra, utilizada de forma horrenda em discursos de ódio, distante (fisicamente) e ao mesmo tempo tão perto, tão junto do povo, através das redes sociais.

O enfrentamento político- ideológico elevado ao altar de onde nunca deveria ter saído, emerge novamente para que possamos dizer “aqui estamos”, defendemos os direitos trabalhistas, a reforma agrária, a luta dos sem-teto, a universidade pública para todos, a liberdade sexual, a legalização do aborto, a demarcação e titulação das terras indígenas e quilombolas, a política de cotas na universidade e no serviço público, o financiamento da agricultura familiar e camponesa, o SUS, a democracia e a soberania dos povos. Somos contra o agrotóxico, os transgênicos, a justiça seletiva, o agronegócio predador que desmata, destrói e sonega, o racismo, o machismo e a homofobia.

O refletir é breve, para 2019 desejo a todos que porventura tiverem acesso e disposição de leitura que tenhamos a palavra, a ação e a resistência dos índios da américa colonizada. Um salve a Tupac Amaru, Sepé Tiaraju, Guaicaipuro, Terepaima, Ajuricaba e tantos outros que não se dobraram ao jugo colonialista. Lutemos para manter o que já conquistamos e ampliar nossas conquistas, juntos.

FELIZ 2019!

 

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