Temer implode Brasil, por Orlando Silva

Temer implode Brasil

por Orlando Silva

Faltam apenas seis meses e meio para acabar 2018 e dar um fim ao governo ilegítimo de Michel Temer, que será enterrado pelas eleições de outubro. É muito pouco tempo, mas temos de ampliar nossa resistência para frear o presidente, que insiste em liquidar em uma canetada direitos, políticas, legislações e projetos idealizados e construídos coletivamente por décadas.

O governo virou vexame nacional e internacional. É inacreditável, mas o Brasil está na lista suja da Organização Internacional do Trabalho (OIT) em razão da violação de direitos trabalhistas. A Oposição e a sociedade avisaram. Não foram ouvidas.  O Executivo ‘vendia’ a matéria, como se fosse a modernização das leis trabalhistas. Na prática, o desemprego explodiu, chegando recentemente a 13,7 milhões de pessoas (aumento de 11,2% em relação ao trimestre anterior, conforme o IBGE). Houve também maior precarização das relações de trabalho. Agora, Temer tem de se explicar até novembro.

A Reforma Trabalhista (Lei 13.467/17) rasgou 117 artigos da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e descumpre convenções internacionais ratificadas em solo brasileiro. Além da prevalência do acordado sobre o legislado, a nova legislação possibilita jornada de trabalho de até 12 horas diárias, fim da exigência da contribuição sindical e o enfraquecimento da Justiça do Trabalho.

Vale lembrar que o nosso país já foi visto internacionalmente como um local comprometido com o emprego decente, com o combate à exploração infantil e ao trabalho escravo. Se o nome do Brasil se mantiver sujo na OIT, poderemos ter graves prejuízos econômicos. Empresas multinacionais evitam investimentos em lugares que possuem esse rótulo negativo para proteger suas marcas.

Os equívocos de gestão se multiplicam, dizimando políticas públicas estratégicas. A Medida Provisória (MP) 841 é irresponsável ao remanejar recursos do Esporte e Cultura para a segurança pública. O Ministério do Esporte estima corte de R$ 514 milhões em 2019. Já o Ministério da Cultura perderá R$ 319 milhões no Fundo Nacional de Cultura.

O sistema de financiamento esportivo no Brasil foi construído após 10 anos de luta e não pode ser liquidado dessa forma. Ações de cultura e esporte são antídotos contra a violência e difundem a cultura de paz. Os parlamentares reagirão na Câmara e no Senado a mais essa ideia estapafúrdia.

Temer está engessado por suas próprias escolhas absurdas. A criação de um teto de gastos públicos, que congela por 20 anos despesas em áreas como saúde e educação, está sendo questionada até mesmo pelo Tribunal de Contas da União (TCU). Estudos do tribunal indicam que o governo paralisará daqui seis anos em 2024. Após as eleições, teremos de rever esse desastre.

Enfrentamos uma crise econômica e política sem precedentes, e o governo abre mão de seu papel de indutor da economia. O Brasil é um país onde a indústria, o comércio e os serviços estão em crise, o desemprego cresce e a massa salarial diminui, mas os bancos continuam tendo altos lucros. Está tudo muito errado! Que venha 2019 e um novo projeto de desenvolvimento nacional socialmente justo! O nome de Manuela d’Ávila, pré-candidata à Presidência da República, expressa essa perspectiva. Vamos dar um basta a esse governo antipovo, desorientado, atrapalhado, que odeia esporte, cultura e trabalhador.

Orlando Silva – Líder do PCdoB na Câmara, ex-presidente da Comissão do Trabalho e deputado federal por São Paulo.

 

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1 comentário

  1. Condomínio Brasil

    A familia reunida assiste televisão. Do nada o faxineiro do prédio abre a  porta e leva a geladeira. Ordem do síndico, diz ele. Como o síndico tem o santo forte ninguém esboça reação. O casal vai dormir e a patroa desconfia de algo, alguma coisa estava diferente. Descobrem que o quarto tinha uma camera  oculta, provavelmente colocada pelo porteiro naquele episódio da infiltração. O síndico é o único que tem acesso à todas as cameras, inclusive as secretas. Tá explicada a gozação em cima de quem dorme de touca.

    Sexta feira, ao voltar do trabalho, o morador dá pela falta da tv. Liga na portaria e descobre que foi vendida pelo síndico para pagar um reparo urgente, vazamento de água no andar de baixo. Vai tomar um café para resfriar a cabeça e descobre que o gas foi cortado. Falta de pagamento do condomínio, informam da portaria. Com a cabeça fervendo o morador vai tirar satisfações com o chefão, o síndico. Que nem síndico era, só chegou ao cargo depois de atazanar a síndica, eleita e querida pela maioria dos moradores, e conseguir a sua renúncia. Argumenta que todas as suas contas estão pagas, que tem 370 Bilhões em divisas e não precisa dever merreca. Assombrado ouve do síndico que, se a administração acusar o pagamento e estiver tudo certo manda religar o gas segunda feira, depois do almoço, já que de manhã não estava para ninguém. Vai tratar de assunto importane, terceirização da piscina do prédio para acabar com a bagunça de todo morador querer se banhar de graça.

     

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