O mapa da destruição do Líbano por Israel

Mapa mostra como o estado de Israel tem cometido ecocídio no Líbano, em clara violação ao Protocolo I da Convenção de Genebra

Mais de 4 meses se passaram desde o começo da guerra israelense em Gaza e no Líbano.

Desde o início da agressão sobre Gaza em 7 de outubro, o Líbano não ficou um só dia livre de ataques israelenses, que atingiram mais de 104 povoados no sul do país.

Nessas agressões, foi comprovadamente usado o fósforo branco, proibido internacionalmente, (e que já foi usado contra o Líbano nos anos 1982, 1993, 1996 e 2006) para provocar deliberadamente catástrofes ecológicas que perturbam o equilíbrio natural e acabam com as condições de vida locais, culturais e agrícolas.

Este mapa mostra a intensidade do uso do fósforo branco e das bombas incendiárias que atingiram 34 povoados no sul do Líbano, mostrando como o estado de Israel tem cometido ecocídio, em clara violação ao Protocolo I da Convenção de Genebra.

Mapa produzidos pelo Public Works Studio – uma organização de pesquisa sobre os direitos urbanos no Líbano

O mapa também mostra o número de casas atingidas: em 117 dias de bombardeios contínuos, 54 casas em 31 cidades foram parcialmente alvejadas ou totalmente destruídas. O estado de Israel está destruindo deliberadamente a estrutura física das casas e das infraestruturas, tanto na Palestina como no Líbano, cometendo mais um crime de domicídio. “Domicídio” (domicílio + homicídio) também é a violação sistemática do direito à moradia de civis em conflito – segundo o Relator Especial da ONU para o Direito à Moradia Adequada, Balakrishnan Rajagopal.

Dentro dos alvos atingidos, encontram-se postos e membros do exército libanês, das forças das Nações Unidas, da defesa civil, do corpo de bombeiros e de atendimento médico, ambulâncias e outros veículos, assim como 3 escolas, um hospital que foi atingido duas vezes, duas mesquitas e um cemitério. Até o fim de janeiro de 2024, 25 civis morreram, incluindo crianças, jornalistas e paramédicos.

No Sul do Líbano, as pessoas são diariamente vítimas de bombardeios nas suas casas e nas infraestruturas das cidades, que interrompem o fornecimento de água e electricidade. A vida econômica, educativa e social está paralisada. Essa região testemunhou mais de 82 mil desalojados desde outubro, e muitas dessas pessoas perderam as suas fontes de subsistência. Mais de 50 escolas fecharam, ameaçando o futuro acadêmico de 3.838 alunos e causando o desemprego de 74 professores.

A Housing Justice Network apelou por um cessar-fogo imediato e para que os atos de domicídio e ecocídio sejam reconhecidos como uma extensão do projeto sionista e do colonialismo dos invasores. Ambos os atos devem ser definidos como crimes contra a humanidade no Direito Internacional, em linha com o que diz o Relator Especial da ONU para a Habitação Adequada.

Leia também:

Redação

1 Comentário

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Você pode fazer o Jornal GGN ser cada vez melhor.

Apoie e faça parte desta caminhada para que ele se torne um veículo cada vez mais respeitado e forte.

Seja um apoiador