Alckmin reconhece que PSDB nunca teve Código de Ética

Alckmin tratou a eleição passada como atípica, e que é preciso olhar para o futuro ‘em vez de ficar remoendo o passado’. ‘A gente observa muita briga doméstica nessas representações’, disse Alckmin.

Jornal GGN – O presidente nacional do PSDB, ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin, afirmou que o estatuto do PSDB está ‘defasado’ e disse que o partido nunca teve um código de ética. Propõe então fazer uma profunda mudança no estatuto e aprovar o primeiro código de ética do PSDB.

A ética foi o tema da reunião da direção executiva nacional do PSDB, nesta quarta, dia 20 em Brasília. Foram arquivados, na ocasião, todos os pedidos de expulsão de tucanos que foram protocolados como infidelidade partidária. 

Ao arquivar os pedidos, o partido beneficiou o ex-senador e hoje deputado federal Aécio Neves, que teve seu pedido de expulsão suspenso. Aécio é réu no Supremo Tribunal Federal por suposto esquema de corrupção e lavagem de dinheiro em Furnas, e é investigado no Ministério Público Federal por ter pedido empréstimo a Joesley Batista, da JBS.

O ex-governador, que apontou o problema do código de ética inexistente, afirmou que o partido só prevê expulsão em caso de improbidade administrativa transitado em julgado. Assim, é preciso uma modernização do estatuto, pois que até é possível prisão após o julgamento em segunda instância.

O pedido para expulsão de Aécio foi feito pelo deputado Wherles Fernandes da Rocha, do Acre, alegando quebra de decoro parlamentar por parte do então senador. No pedido, a afirmativa de que, após Aécio ter sido obrigado a se licenciar da presidência do partido, houve perseguição àqueles que pediram seu afastamento.

No caso de Eduardo Azeredo, ex-governador de Minas Gerais, e que está preso e foi condenado a 20 anos no caso do mensalão tucano, o processo de expulsão foi devolvido ao diretório do Estado, que terá a palavra final.

Leia também:  Está nas mãos de Bolsonaro proposta que perdoa multas de partidos por irregularidades

Outros casos já dizem respeito à infidelidade partidária. Dois dos casos são de desafetos do governador de São Paulo, João Doria. Trata-se de Paulo Alexandre Barbosa, prefeito de Santos, e o ex-governador Alberto Goldman. Os dois foram acusados por aliados de Doria de ter feito campanha para Márcio França (PSB) na eleição estadual.

Alckmin tratou a eleição passada como atípica, e que é preciso olhar para o futuro ‘em vez de ficar remoendo o passado’. ‘A gente observa muita briga doméstica nessas representações’, disse Alckmin.

Arquivou-se ainda pedidos de expulsão contra a prefeita de Palmas, Cinthia Ribeiro, o prefeito de São Paulo, Bruno Covas, e o prefeito de Manaus, Arthur Virgílio.

A eleição da nova direção executiva foi marcada para 31 de maio. João Doria já está articulando seu candidato, o ex-deputado e ex-ministro das Cidades Bruno Araújo (PE), para que imprima ao partido uma agenda conservadora.

 

Deixe uma mensagem

Por favor digite seu comentário
Por favor digite seu nome