Bebianno nega irregularidades e quer “saída honrosa”

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência disse que a prestação de contas compete a cada político da disputa e não quer levar a pecha da polêmica do partido

Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Jornal GGN – O ministro da Secretaria-Geral da Presidência e um dos centros da polêmica envolvendo candidaturas laranjas do PSL, Gustavo Bebianno, negou ser o responsável pela escolha das candidatas suspeitas e disse que a prestação de contas compete a cada político da disputa.

A nota foi publicada por Bebianno na noite desta quinta-feira (14), logo após Bolsonaro afirmar que se o ministro estiver envolvido em irregularidades, não terá outro “destino”, a não ser “voltar às suas origens”.

“Se estiver envolvido, logicamente, e responsabilizado, lamentavelmente o destino não pode ser outro a não ser voltar às suas origens. Em nenhum momento conversei com ele”, disse o mandatário, durante um entrevista à TV Record, nesta quarta-feira (13).

A pressão para que Gustavo Bebianno abondone o cargo vem aumentando nesta semana. O ministro da Secretaria-Geral da Presidência foi citado pela própria cúpula do PSL como o responsável pelas escolhas das candidaturas hoje apontadas como suspeitas. Ele foi o coordenador da campanha de Bolsonaro, em 2018, um dos mobilizadores da bandeira “contra a corrupção” associada ao presidente eleito.

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Mas enquanto Bebianno vem negando ser o pivô dessa polêmica, Bolsonaro tenta limpar as mãos sobre a crise dentro do PSL. O ministro, contudo, não pretende deixar o cargo carregando o peso sozinho e avisou que só deixará o cargo com “uma saída honrosa”.

A informação foi divulgada em blog de Gerson Camarotti, no G1: “em conversa com colegas de governo, o ministro-chefe da Secretaria Geral da Presidência, Gustavo Bebianno, deixou claro que para deixar o cargo terá que ser construída ‘uma saída honrosa’.”

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“Reafirmo que não fui responsável pela definição das candidatas de Pernambuco que foram beneficiadas por recursos oriundos do PSL Nacional”, escreveu ele mesmo na nota divulgada ontem.

Na explicação, citou, ainda, que os repasses são definidos “por conta e ordem” dos diretórios estaduais e que compete aos próprios candidatos “a responsabilidade pelos atos praticados”.

E que o caso da candidata Maria de Lourdes, de Pernambuco, que recebeu a terceira maios fatia de verba pública do partido, R$ 400 mil, e obteve votos insignificantes, foi um repasse do PSL Mulher, que pode ser transferido às candidatas somente após uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), no dia 3 de outubro.

“Por esse motivo, os recursos do PSL Mulher foram transferidos para as suas candidatas apenas no final da campanha, no mesmo dia em que o STF assim autorizou”, justificou, negando irregularidades.

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4 comentários

  1. O Bebianno diz que não praticou irregularidades. Ele também disse que falou com o Presidente. Ou seja, o que ele diz não têm procedência até prova em contrário.

    Laranja tem honra?

  2. Bebiannuro vai continuar no governo e não porque não minta ou porque não tenha enviado dinheiro para a Laranja, mas por causa da reforma da previdência.

    Mudam as moscas, a merda continua a mesma.

  3. Eu já estava me divertindo (sim, palhaço que virei, minha alegria está sendo ver o circo pegar fogo) em ver a Band, a Globo, a Folha e, como a mais atrapalhada das firmas de jornal, a OESP tentando engambelar seus leitores e telespectadores pelas medidas oficiais que a turma do golpe está providenciando. Por exemplo, como a OESP vende a ideia para trabalhadores de que é bacana e legal acabar com os benefícios sociais.
    Mas agora, com essa história de Bebianno versus Bolsonaros (com certeza uns reféns e cúmplices dos outros) tá de rachar de rir o que a “imprensona” tá tendo que fazer para tentar esconder que nossa república, depois do golpe, está, esta sim, uma enorme e generalizada palhaçada, trapalhada geral, uma briga interna de faca pela divisão do butim, rs…

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