Cenário político entre os partidos e a corrida eleitoral para 2014

Jornal GGN – Na corrida eleitoral às eleições de 2014, para presidente da República e governo nos estados, os partidos políticos iniciaram a jornada rumo à definição de seus ‘lengendáveis’. Alguns abriram o debate em suas legendas, outros ratificaram publicamente os seus candidatos.

 Representando o PSB (Partido Socialista Brasileiro), Eduardo Campos ainda não anunciou oficialmente sua candidatura, mas o partido já está em plena campanha eleitoral. A elaboração da pauta para um projeto presidencial está sendo discutida com os prefeitos, vereadores e militantes da sigla. Para o partido, o maior desafio no momento é dar visibilidade ao nome de Eduardo Campos.

Segundo a pesquisa realizada pela Datafolha no mês de agosto, o candidato do PSB aparece como o menos conhecido pela população, apenas 7% afirmou conhecê-lo “muito bem”.

O governador de Paraíba, Ricardo Coutinho considera que o “PSB tem a agenda do futuro  e nesse momento é quem mais tem capacidade, por sua experiência e história que junta tradição com modernidade é o companheiro Eduardo Campos”, afirmou.

Já a ex-senadora, Marina Silva entrega nesta segunda-feira (26) no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) o documento para requisitar o registro de seu novo partido Rede Sustentabilidade, mesmo sem ter validado todas as assinaturas necessárias.

Marina alega que 90% dos formulários para legalização do partido foram entregues aos cartórios eleitorais até o último dia 1º de agosto. A legenda pretende exercer uma pressão no TSE para validação das fichas, algumas delas sob investigação pelo Ministério Público. Para ex-senadora a nova legenda representa o “anseio de milhares de pessoas descontentes com a atual forma de fazer política”.

Para sanar os problemas burocráticos para legalização, a Rede realizou audiência pública com a Corregedora-Geral da Justiça Eleitoral, Ministra Laurita Vaz, buscando corrigir as alegadas irregularidades na certificação por cartórios eleitorais de diversos estados e do Distrito Federal, das assinaturas colhidas para a comprovação, na forma exigida pela lei.

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Ao despachar a petição, a Corregedora ressaltou “que os requisitos previstos em lei para a atuação dos cartórios eleitorais na verificação das assinaturas é atribuição exercida mediante comparação com as assinaturas consignadas nos assentamentos disponíveis desta Justiça especializada, procedimento revestido de formalidade e rigor”.

A Corregedora determinou ainda a expedição, em caráter de urgência, de ofício às corregedorias regionais das unidades da Federação mencionadas pela Rede, para que apresentassem informações a respeito das situações noticiadas e das “imediatas providências adotadas na hipótese de não observância da disciplina afeta à verificação das assinaturas”.

A Rede agora entra na contagem regressiva para sua legalização, pois tem ate o dia 5 de outubro para o seu reconhecimento legal, do contrário não participará das eleições de 2014. Na pesquisa de intenções de votos, a ex-senadora aparece em segundo lugar para corrido ao Planalto. Caso a Rede Sustentabilidade não consiga a legalização a tempo, Marina terá como saída a filiação a outro partido, do contrário ficará fora da disputa eleitoral de 2014. A ex-senadora é considera a única figura política até o momento em condições de levar as eleições presidenciais para um segundo turno.

Eleição interna

No PT (Partido dos Trabalhadores) a corrida pré-eleitoral antecede a eleição para presidente nacional da sigla. O partido inicia hoje um ciclo de debates para escolha do novo presidente. Segundo movimentações internas, o atual presidente, Rui Falcão é o favorito ao cargo. No entanto, seis candidatos estão na disputa Rui Falcão (atual presidente) Paulo Teixeira, Markus Sokol, Renato Simões, Valter Pomar e Serge Goulart.

O vencedor comandará o partido durante a campanha eleitoral da presidente Dilma Rousseff à reeleição em 2014.

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Eleição estadual

Para as eleições a governo do estado de São Paulo, o nome do ministro da Saúde, José Padilha é o cotado pelo PT. Entretanto, os ruídos causados pelo programa Mais Médicos deverão ser superados antes de oficializar sua candidatura. A indicação de Padilha foi feita pelo ex-presidente Lula e deverá ficar no comando do Ministério da Saúde até 7 de novembro, quando deve ser votada no  Congresso Nacional a MP (Medida Provisória) que cria o Mais Médicos.

Para minimizar o bombardeio de críticas contra o programa Mais Médicos, a militância do PT tem organizado várias frentes de apoio ao projeto. Na última sexta-feira, dia 23, representantes do grupo de mulheres e juventude da legenda realizaram um ato em defesa do Mais Médicos.

Pesquisa do Datafolha feita no início deste mês apontou que 54% da população era favorável à vinda de profissionais estrangeiros para reforçar a área de saúde, contra 47%. Além disso, o percentual sobe para 62% entre quem indicou o PT como partido de sua preferência. Entre os simpatizantes do PSDB (Partido da Social Democracia Brasileira), a maioria disse ser contra a importação com 49%.  

 

 

 

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