Greve não é dos caminhoneiros, é mal-estar geral, diz FHC


Foto: Reprodução
 
Jornal GGN – Diante da escancarada baixa popularidade do governo de Michel Temer, exposta mais recentemente com a greve dos caminhoneiros, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) mostrou que não deve buscar parcerias com o atual mandatário, afirmando que a insatisfação não é da categoria, mas um “mal-estar generalizado”.
 
A fala foi feita durante uma celebração de 20 anos da existência de Organizações Sociais (OS), em São Paulo, aonde o tucano foi homenageado. Com um discurso pacificador e mostrando-se contrário ao atual governo, FHC disse que mantém as esperanças.
 
“Um país não se faz com ódio, tem que ter amor também. Então, eu não perco a esperança”, afirmou, criticando a polarização na política e, em sua visão, a negativa perda de credibilidade dos partidos políticos e dos sindicatos.
 
Para ele, é preciso superar a crise econômica e política no Brasil com “respeito”. “O melhor é não precisar usar a força. A autoridade deriva mais do desempenho do que da posição”, completou.
 
Ao mesmo tempo, por se tratar de uma celebração das organizações que atuam em parceria com o poder público, sobretudo em áreas delicadas da sociedade, FHC aproveitou para defender o conceito de “modernização” do Estado, com o aporte privado.
 
“Não é para dispensar o Estado, ele é indispensável. É para flexibilizar e modernizar o Estado. A educação pública tem abrangência enorme no Brasil, mas ela não dá conta. Por que não ajudar?”, exemplificou.
 
 

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22 comentários

  1. O sr é o tucano de nariz de Pinóquio. O que fala é para esquecer

    Assim como o que escreveu não deve ser levado a sério. Frase dele próprio. Cínico e hipócrita. Não merece crédito e não deveria ter suas tolices uma divulgação neste espaço sério.

  2. Agora sobre Pérsio Árida…

    E a cabeça pensante do douto (na ativa, conselheiro econômico do Alckiminho) me diz essa ainda por cima:

    http://www.infomoney.com.br/mercados/politica/noticia/7442723/raiz-problema-greve-esta-monopolio-estatal-diz-persio-arida

    Se a Petrobras está agindo como monopolista, eu sou astronauta. O monopólio é exercido quando possui vantangens competitivas que permitam marcar os preços num valor tal que impeça “novos” (nem tão novos) entrantes. Parente faz exatamente o contrário, perdendo participação de mercado e diminuindo o output das refinarias nacionais.

  3. Alguém chama o Padre Quevedo

    Alguém chama o Padre Quevedo para exorcizar um vudu véio tagarela. Acho que vamos precisar de 2 exorcismos: um para o vudu e um para a língua comprida do vudu

  4. Olha.. quando o cara não se dá o respeito!

    Ninguém mais acredita neste cidadão, cujo partido deu guarida ao Golpe … Aliás, partido este, que assumiu, em tempo real, a “parceria sinistra e funesta” (como diziam antes seus parlamentares) . Bando de hipócritas. São mais bandidos que Temer e sua corriola. 

  5. FHC
    Não foi esse sociólogo ricaço que falou em pinguela? Agora, não há mais pinguela, só o abismo. Esse sociólogo ricaço deveria ter contido o seu ódio e o de seus estúpidos tucanos após perderem a eleição de 2014. Lembro-me desse bravateira de meia pataca, em acesso de raiva e ódio, chamar servidor público de vagabundo. Aliás, como teria sido quebrado o braço de d. Ruth Cardoso, em abril de 1994, ao tomar conhecimento das conquistas de FHC. Esse senhor é mais que sociólogo: é um futriqueiro. Ele não deve nada a Sarney. Ele se acha melhor que o Brasil, mas é um ex-presidente medíocre.

  6. Quem vai dar ouvidos a esta
    Quem vai dar ouvidos a esta figura deplorável, esse gabola ajudou a destruir o país, ele e seus comparsas, marginais da política, trabalharam como asseclas dos golpistas, o seu partido é uma desgraça, associado ao Partido da Justiça, eles pariram os brucutus do judiciário, eles fomentaram junto com organizações clandestinas os movimentos que desestabilizaram o governo Dilma, aproveitadores, sem votos, nulidades de povo, a incapacidade crônica para dialogar com os pobres é a marca desses vermes, sempre sonharam com este país em que um por cento detivesse toda a riqueza nacional,ora, o PSDB é o governo lixo do Temer, FHC golpista ordinário, cala boca matraca ambulante.

  7. Quando este sujeito bater as

    Quando este sujeito bater as botas, haverá uma grande briga entre Deus e o Capeta. Cada um tentará empurrar a alma deste traste para o reino do outro.

  8. Quando este sujeito bater as

    Quando este sujeito bater as botas, haverá uma grande briga entre Deus e o Capeta. Cada um tentará empurrar a alma deste traste para o reino do outro.

  9. FHC, homem de seu tempo

    O que podemos concluir nas falas de FHC está na construção de porta-voz na intelligentisia das elites oligarquicas e como elas pensam, refletem sobre seu tempo. Por mais crítico, no sentido mais depreciativo ou positivo, FHC nos dá pista e seja prenuncio do pensamento desse segmento da sociedade. Há muitos anos age FHC não vista comode grande intelectual de outrora, professor da USP etc. Temos que desmembrá-la e esquecer o professor da USP, para verificar o homem de hoje amarrada sim a esse elite, ou oligarquia como queiram muitos e que retrógada, ultrapassada e reacionária, mas constitui pensamento vivo e por isso, temos que decifrá-lo – nos devidos contextos, a quem ele diz e que representa. No artigo importante do Luis Nassif que procura entender os “jornalões”, deparamos com jornalistas como Hélio Gaspari e ainda levamos sustos, mas há muito tempo esse notório jornalista pensa assim como nossas oligarquias e assim, como o dono do jornal que ele escreve não como, deduzimos, pensam, algo que seria a voz da sociedade, pelo menos dos seus leitores. O mal-estar, com o devido trocadilho freudiano, há muito tempo é civilizatório sim, e o próprio Nassif já deu pistas e importantes conclusões dessa miséria intelectual. Talvez com o agravante da crise muitos pisam na jaca (desculpe a piada), no caso de Gaspari, que utliza há tempos  figuras de linguagem de teor impactante, populista e que confere arrogancia. Mas neste último domingo acredito que saiu da linha ao pisar na zona de (des)conforto e se engajar no lado contrário dos caminhoneiros.

    FHC ainda tem esse conforto, por ser um intelectual, mas ser protagonista protegido na devida torre de marfim, que lhe é bem confortável e agradável, com seus pares, embora ressoe cada vez mais distante o poderíamos chamar de democracia, apenas o pensamento de poucos e que não serve para nada, além de analisar essa interessante história. 

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