“Interditar Lula é casuísmo”, diz Dilma, lembrando outras “coincidências”


Foto: Cadu Gomes/ Fotos Públicas/ Agência PT
 
Jornal GGN – Após a decisão do Tribunal Federal Regional da 4ª Região de agendar em tempo recorde o julgamento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a ex-presidente Dilma Rousseff comparou de forma direta: o mesmo tribunal “mantém na gaveta há 12 anos o julgamento do recurso do senador tucano Eduardo Azeredo”.
 
“Interditar Lula é casuísmo. Eleição sem Lula é eleição sem legitimidade. Eleição sem que Lula tenha direito de concorrer é mais um golpe contra a democracia”, concluiu Dilma, em comunicado.
 
Condenado pelo juiz Sergio Moro no caso do triplex, Lula foi posto na agenda de julgamentos do TRF-4 somente seis dias úteis depois de o revisor desembargador Leandro Paulsen concluir seu posicionamento. Ainda, passaram apenas 42 dias desde a condenação de Lula por Moro e o início da tramitação da ação na segunda instância.
 
E o relator Gebran Neto levou mais outros 36 dias recordes para finalizar seu voto em relação à condenação de Lula por Moro. Na manifestação, Dilma lembrou, ainda, que a data marcada é a primeira sessão do Tribunal de segunda instância após o recesso do fim de ano.
 
“O mesmo tribunal que está examinando o recurso de Lula na metade do tempo dos julgamentos mais rápidos que já realizou, marcou uma sentença para o dia 24 de janeiro, na primeira sessão após o recesso de fim de ano”, afirmou.
 
“Os tribunais devem ser movidos pelo dever de fazer Justiça, segundo as leis,  o devido processo legal, e prazos que assegurem amplo direito de defesa. Os democratas deste país, aqueles que prezam a normalidade democrática e o pleno funcionamento das instituições, devem defender o direito de Lula de concorrer à presidência”, completou a ex-presidente.
 
 
 

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