Lula sugere Nelson Jobim para ministro da Justiça

Jornal GGN – Para o ex-presidente Lula, Nelson Jobim deveria ser indicado para o cargo de ministro da Justiça, em substituição a Wellington César Lima e Silva. No entanto, de acordo com a imprensa, Jobim teria afirmado para interlocutores que não tem disposição de assumir o cargo. 

Indicado por Jaques Wagner, Wellington César foi nomeado ministro após a saída de José Eduardo Cardozo, mas o Supremo Tribunal Federal decidiu que Wellington não poderia assumir a pasta já que ele tem um cargo no Ministério Público da Bahia. Lula acredita que ainda pode convencer Dilma e Jobim, que já foi ministro e também presidente do Supremo Tribunal Federal, a aceitar a sugestão.

Enviado por antonio francisco

Do Correio Braziliense

Ex-presidente Lula sugere que Jobim assuma o Ministério da Justiça

Dilma tem e teve divergências graves com Jobim, que bateu de frente com a presidente em diversas ocasiões. Primeiro quando os dois eram ministros de Lula e depois quando ele permaneceu no primeiro escalão do primeiro mandato de Dilma
 
Em pelo menos dois encontros da presidente Dilma Rousseff com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o “plano B” para a substituição do ministro da Justiça Wellington César Lima e Silva foi discutido.
 
O ex-presidente Lula defende a volta de Nelson Jobim para o Ministério da Justiça, mas o ex-ministro já teria dito a interlocutores que não tem a menor disposição de aceitar o cargo “Nem pensar”, afirmou diante da insistência de alguns.
 
Dilma tem e teve divergências graves com Jobim, que bateu de frente com a presidente em diversas ocasiões. Primeiro quando os dois eram ministros de Lula e depois quando ele permaneceu no primeiro escalão do primeiro mandato de Dilma.

 
Com isso, continua a busca por nomes para o ministério, embora Lula acredita que ainda poderá convencer a presidente e o ex-ministro e ex-presidente do Supremo Tribunal Federal a aceitarem a sugestão.
 
Wellington César foi indicado a Dilma por Jaques Wagner e acabou se desgastando com ela porque não a advertiu sobre a possibilidade de incompatibilidade de cargos. Wellington César não tem idade para se aposentar e, portanto, só poderia permanecer no cargo, se renunciasse ao cargo de procurador – o que todos consideram muito pouco provável.
 
Depois da decisão do Supremo Tribunal Federal, que já era esperada pelo governo, a presidente se reuniu com os ministros da Casa Civil, da Secretaria de Governo, Ricardo Berzoini, e da Advocacia-Geral da União, José Eduardo Cardoso.
 
O Palácio do Planalto não vai se pronunciar, pelo menos por enquanto, sobre o futuro do Ministério da Justiça. Está em busca de nomes. Dilma não conversou com o ministro da Justiça e nem deve conversar, e o governo, apesar de ter ganho prazo de 20 dias para ele deixar o cargo, tem pressa na substituição.
Leia também:  Justiça rejeita denúncia do "quadrilhão do PT" contra Lula

 

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25 comentários

  1. Novo Ministro da Justiça!

    Proponho o nome do Senador ROBERTO REQUIÃO, Advogado, disciplinador e corajoso, saberá enquadrar a Polícia Federal e lutar para que os fascistas sejam limitados em suas patranhas…

  2. O PT não aprende…

    Se isso não for balão de ensaio da mídia, para levantar a bola desse cidadão que já estava esquecido, não vejo motivo interessante para colocar mais um supostos “apaziguador” no MJ, ainda mais se tratando de alguém notoriamente ligado a figuras sinistras da oposição e do Judiciário. Alguém com experiência no cargo é necessário, sim, porém, que venha jogar do lado do governo e não vestir a camisa de todos os times. 

      • Massageando o ego

        Pior do que está não fica né André? Mas na seqüência da tua colocação:

        O Jobim tem a receita para a direita “voltar” a ganhar uma eleição. A sua (dele) explanação na Comissão do Comércio Exterior do Senado (publiquei aqui no GGN) ficou uma certeza, ele é taticamente contra o impeachment da Dilma. Segundo a leitura do cenário, diz que qualquer um que ocupar o mandato tampão perderá a eleição de 2018. Penso que os conservadores concordam com ele.

        Fator Lula: Seguindo a lógica Jobiniana ele seria um apaziguador conforme alguém já se referiu aí abaixo, mas não no sentido de “salvar” o ex-Presidente, mas sim de “negociar” a não prisão em troca do Lula não disputar o pleito. E em nome da paz pode ser que os dois, Lula e Jobim, cheguem a um acordo, falta combinar com os russos.

        Para aceitar o Jobim solicitaria algumas condições e da forma como as coisas estão encaminhando ele seria o bombeiro ideal, aceito e temido pelos conservadores, detestado pela esquerda sem nenhum nome para essa função, com um ego tão grande que não seria nenhuma surpresa, caso logre êxito, ser a solução para gregos e troianos em 2018. As esquerdas continuariam a ser ostras.

  3. a presidente deveria indicar


    a presidente deveria indicar logo um ministro da justiça que posa reverter essa situação….

    poderia ser um corredor de alta formula para dar um cavalo de pau nesse golpe…

  4. Tudo,menos o Paulo Teixeira

    A última opção a ser considerada deve ser a do Paulo Teixeira, que até ontem estava na bolsa de apostas. No presente momento, tudo menos um nome do PT sem peso político. O único que se encaixa seria o Wadih Damous. Alguém consegue imaginar o Paulo Teixeira se impondo frente à PF? 

    O governo Dilma cada vez mais se parece com a reta final do governo Sarney, típico fim de feira, ninguém de bom senso aceita ser ministro. Foi assim que Maílson da Nóbrega virou Ministro da Fazenda, ninguém mais queria ser. Daqui para frente, se sobreviver, o governo será composto por reservas do Íbis. 

    • Em tempo

      Adendo: Nada contra o Jobim, o que o Lula tem em mente, muito claro, é que o governo precisa de um ministro com capacidade de segurar o estouro da boiada. O Jobim se encaixa. 

  5. Um general democrata?

    Não sei se isto seria possível legalmente, mas e se a Dilma indicasse um general democrata para o Ministério da Justiça? Porque, nos últimos tempos, mesmo com o crescente apelo das velhas vivandeiras, os militares parecem bem mais preocupados com a democracia e o estado de direito que os civis. Ironicamente, são os militares que parecem nos estar dando aula de democracia neste momento, mantendo-se a instituição restrita a suas funções republicanas.

    Talvez um ministro-general-democrata possa ter espaço para restaurar a legalidade e a imparcialidade dos processos jurídicos em curso, sem que recaia sobre ele acusações de ser um “comuna, petralha, bandido” que só quer proteger a organização criminosa que tomou de assalto o Estado Brasileiro. As vivandeiras teriam o seu discurso esvaziado e Dilma teria a garantia de um ministro verdadeiramente fiel a Presidência da República, pela própria formação militar fundada na hierarquia e na disciplina.

  6. Pergunta óbvia = quem quer

    Pergunta óbvia = quem quer entrar num governo que pode não mais existir na semana que vem? 

  7. Vamos relembrar um ponto (muito) positivo do Jobim

    O circo do Mensalão está no início, Lula se encontra com o Gilmar Dantas Neves Cardoso, Jobim está presente. Dois ou três dias depois, Gilmar escancara na mídia que Lula foi assediá-lo para “aliviar” no julgamento do Mensalão. Palavras do Gilmar Dantas Neves, na época: “o ex-presidente veio com uma conversa nada republicana”. Jobim negou o assédio, desmentiu o Gilmar e ficou ao lado de Lula, poderia muito bem se alinhar com Gilmar e jogar o Lula na fogueira. 

  8. Jobim no MJ

    Sou craque em política. Não convivi nem trabalhei com o Jobim. Foi constituinte, ministro no judiciário, ministro no executivo. Parece que é tucano, mas se o Lula ( perna-de-pau???) pede a bola para bater a falta, para mim é penalty, entrego~lhe a redonda e corro para a galera.

    À Dilma cabe indicar o Jobim  – homem público é convocável -, mas quem manda é a eleita por 54 milhões.

     

  9. MJ

    Um nome a ser considerado é o de Pedro Dallari, que comandou a Comissão da Verdade.

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

  10. Reitero .A Dilma deveria

    Reitero .

    A Dilma deveria indicar como novo Ministro da Justiça o Doutor Cláudio Fontelles (o melhor PGR no período Lula/Dilma) e aconselhá-lo a nomear como Diretor Geral da PF um oficial LEGALISTA, ex-assessor do cientista Almirante Othon, o responsável pelo programa nuclear bvrasileiro .

    Que este oficial militar tenha carta branca para fazer uma limpeza na PF, destituíndo e processando os policiais politiqueiros, corruptos e ou apátridas .

  11. Eliana Calmon
    Eliana Calmon seria perfeita para o papel de derrubadora de portas.
    Delicada como um cactus!

    Pessoa de direita e de Estado. Só pensa o Brasil é seu Poder, o Judiciário.

    Tentou, de dentro do seu Poder, desarticular quadrilha no Judiciário. Não teve apoio da direita, que é quem controla a quadrilha, e dá esquerda, que é absolutamente acéfala.

    Chegou a hora de tentar do lado de FORA de seu Poder. Deixe -a tentar!

  12. Um nome respeitado pela PF

    “”Dilma não conversou com o ministro da Justiça e nem deve conversar””

    O que isso quer dizer? Que Dilma ficou tão aborrecida com a situação, que nem fala com o ministro da justiça interino? 

    Enfim, acho que o nome para o Ministério da Justiça deveria, por si so, ser um xeque-mate para essa situação. Mas quem?

    Paulo Lacerda?

  13. Sem chance

     Dilma só aceita cordeirinhos republicanos que jamais a confrontem, e alem do mais não é perfil, nem pessoal e politico, de Nelson Jobim o de aliar-se a projetos a beira da falência.

     A Sra. PresidANTA pode nomear quem ela quiser, Dahmous, Calmon, Teixeira, Dallari, Serrano………qualquer um/uma, e nenhum deles teria tempo, sequer condição funcional e politica, para consertar os desastres do republicanismo cardozistico – dilmistico.

     Perder autoridade é rapido, mante-la exige trabalho continuo, recupera-la demanda tempo, ações, deixar muita gente magoada e vingativa, não ter medo de cara feia.

  14. Se tem matéria em que não é

    Se tem matéria em que não é bom ouvir o Lula é em indicações para o Judiciário.

  15. + comentários

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