Ódio aos partidos de esquerda cresce 550% na América Latina, por Lassance

 
 
 
O ódio é proporcional ao feito de redução das desigualdades, mas também aos problemas da relação entre o Estado e o capitalismo nesses países.
 
Antonio Lassance (*)
 
Do sucesso aos riscos de derrota dos governos de esquerda
 
O que há de comum entre Brasil, Argentina, Venezuela, Bolívia e Equador? Entre as inúmeras coincidências, a primeira é que eles são governados por partidos de esquerda. 
 
Segunda coincidência: seus governos têm demonstrado uma inédita longevidade, a maioria com mais de uma década. 
 
Terceira coincidência: seus governos são duramente  atacados e constantemente fustigados por oposições agressivas e tentativas golpistas. Em todas essas situações, a mídia tradicional releva-se o principal ou um dos principais partidos golpistas.
 
Quarta intrigante coincidência: esses países estão entre os que mais reduziram a desigualdade na América Latina, diminuindo a proporção e o contingente de pobres e miseráveis.
 
Na década de 1990, a América Latina permaneceu estagnada política, econômica e socialmente. Naquela década, os governos neoliberais que sucederam os ditadores, em muitos países do continente, mantiveram a desigualdade de renda nos níveis deixados pela década perdida, os anos 1980, período final das ditaduras, quando a situação social chegou ao fundo do poço.
 
A partir da década de 2000, uma leva de governos de esquerda chegou ao poder como resultado de um longo processo de acumulação de forças, iniciado primeiro na luta contra as ditaduras e, depois, impulsionado pelo desgaste de governos neoliberais corruptos, incompetentes e de péssimos resultados econômicos (baixo crescimento, desemprego elevado) e sociais (aumento da pobreza).
 
Os governos de esquerda que sucederam os neoliberais demonstraram fôlego razoável por pelo menos uma década. 
 
Hugo Chávez, que tomou posse em 1999 e governou até 2013, reagiu e sobreviveu a um golpe ainda em 2002,  mas atravessou sua primeira crise generalizada em 2009. 
 
O preço do petróleo chegou a menos de US$ 50 e houve problemas sérios no abastecimento de água e de energia elétrica. A popularidade do governo despencou, setores do governo o abandonaram, acusações de corrupção vieram à tona, a oposição fortaleceu-se e radicalizou-se mais amplamente.
 
No Brasil, uma década separou a posse de Lula, em janeiro de 2003, das manifestações de junho de 2013. O presidente foi ameaçado com a crise política instalada em 2005, a partir das acusações sobre o financiamento de campanha do chamado mensalão. Superou a crise, reelegeu-se e fez sua sucessora, Dilma Rousseff. 
 
Mas a revolta de 2013, embora não dirigida inicialmente de forma direta contra a presidenta e seu partido, acabou sendo paulatinamente reorientada, com um grande esforço da mídia, para que seu governo e seu partido se tornassem o alvo prioritário e passassem a ser ainda mais estigmatizados do que já tinham sido no passado.
 
Néstor Kirchner (2003-2007) e Cristina Kirchner (2007 até hoje) também viveram temporalidades críticas coincidentes ao período de uma década e um processo de destruição midiática muito parecido. 
 
Veremos como Evo Morales (presidente desde 2006) e  Rafael Correa (empossado em 2007) se sairão quando as maldições de uma década de governo começarem de fato a bater às portas de seus governos.
 
Projetos cristalizados são ameaçados
 
A longevidade de uma década, pelo menos, levou a que esses projetos de esquerda se cristalizassem como uma referência política própria, muito associada ao modelo de governança de seus presidentes e às políticas públicas empreendidas. 
 
Com isso, passou-se a falar em chavismo, lulismo e kirchenismo. Idem para Evo Morales e Rafael Correa, cujas presidências passaram a ser vistas, e de fato são, como o início de um novo projeto político e de gestão de políticas públicas.
 
O que parece comum a todos esses governos e que merece uma reflexão aprofundada é em que medida eles apresentam, além de um novo padrão, cada qual a seu modo, um comportamento cíclico comum – ascensão, sobrevida, crise e ameaças constantes de derrota ou mesmo queda. 
 
Em torno desses ciclos comuns, pode haver elementos explicativos importantes de serem apreendidos pela esquerda latinoamericana. Algo que pode ser relevante a seu aprendizado comum, um elemento decisivo à sua sobrevivência política e um passo crucial para a sua reinvenção.
 
De comum, esses foram governos de inversão de prioridades, com a elevação dos gastos em políticas públicas diretamente incidentes no combate à pobreza e redução da miséria. 
 
A rápida melhoria nos indicadores de desigualdade mostrou como é relativamente barato para o Estado reduzir desigualdades sem mexer no padrão econômico dominante dessas sociedades. No entanto, mais cedo ou mais tarde, não mexer no padrão econômico dominante dessas sociedades se torna um grande problema.
 
De 2003 até a crise de 2008, a América Latina teve um bom período de crescimento econômico. Mais exuberante, porém, foi a tendência de diminuição da concentração de renda e, consequentemente, redução da desigualdade nos países governados pela esquerda. 
 
Segundo a Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal), o índice de Gini na região caiu cerca de 5% em relação ao patamar de 2002. Argentina, Bolívia e Venezuela lideraram uma redução de 10% na desigualdade. Brasil e Equador chegaram a reduzir o Gini em cerca de 7%.
 
Depois dessa importante redução na desigualdade, ocorre agora um estancamento. Manter as políticas sociais já não garante avanços tão rápidos e significativos quanto no passado. 
 
Para seguirem adiante, esses governos deveriam gastar mais e melhor com políticas sociais, reduzindo a prioridade dada aos setores mais ricos – que ocorre seja pelo pagamento de juros, seja pelas desonerações de impostos, seja pela estrutura tributária regressiva, seja pelas práticas de privilégio econômico, algumas delas eivadas de corrupção.
 
Os gastos sociais puderam até manter uma trajetória crescente, sem incomodar os ricos, quando os governos de esquerda puderam sustentar taxas de crescimento elevadas e inflação baixa, lembrando que a inflação é um dos grandes impostos que pesam contra os mais pobres. 
 
Porém, qualquer desarranjo nesses fatores afeta a equação montada e leva os presidentes ao risco de desgaste, ameaçando inclusive a continuidade de seus mandatos.
 
Por isso, os que enfrentam crises mais agudas são ainda mais estigmatizados. Dilma, mais do que Lula; Cristina Kirchner, mais do que seu marido, Néstor; Nicolás Maduro, mais do que Chávez.
 
Ódio dos ricos e de parte da classe média cresceu: por quê?
 
Governos de esquerda, ao reduzir a desigualdade, mexem com interesses dos ricos e da classe média. Mesmo que não os ameacem, os incomodam.
 
No Brasil, em uma década (2001-2011, sobretudo a partir de 2003), enquanto a renda per capita dos 10% mais ricos subiu 16,6%, a renda dos mais pobres elevou-se em 91,2% – conforme dados da PNAD analisados pelo IPEA http://goo.gl/WXYSkr .
 
 
Os ricos ganham, mas enervam-se com o fato de que os pobres passem a ter ganhos de renda superiores aos seus devido ao fato de que, com a renda mais alta e desemprego em baixa, o custo da mão de obra se eleva.
 
Se a renda dessa faixa de pessoas mais pobres cresceu 550% mais rápido que a dos 10% mais ricos, o ódio dos mais ricos contra os governos que fizeram isso acontecer também cresceu nessa mesma proporção. Há 550% mais ódio contra os partidos de esquerda e seus governantes. 
 
O ódio cresceu na medida em que esses projetos se cristalizaram, fomentados politicamente por um conjunto de políticas que conquistou a adesão justamente dos setores mais pobres.
 
A classe média tornou-se o maior contingente de inconformados. Como os governos de esquerda não mexem ou mexem muito pouco com os ricos, é principalmente sobre a classe média que recaem os custos maiores das políticas de benefícios sociais aos mais pobres. 
 
A classe média foi penalizada com impostos mais altos que bancam uma grande proporção dos gastos dos governos. Embora os gastos maiores do Estado seja com os mais ricos, são os programas sociais para as camadas de mais baixa renda que mais irritam a classe média.
 
Essa classe média se sente passada para trás quando recorda que tinha custos bem mais baixos, por exemplo, com a mão de obra de serviços domésticos, e uma situação de servilhismo dos pobres em relação a ela. Mesmo que não fosse rica, a classe média vivia em uma condição social distinta em que parecia fazer parte do mundo dos ricos, mesmo que em menor escala.
 
O castelo de ilusões da classe média tradicional ruiu. Está ocupado por uma legião de pessoas que passam a ter bens de consumo e a frequentar espaços públicos em condições similares – ou quase.
 
O mercado de trabalho está habitado cada vez mais por pessoas que ameaçam a classe média tradicional por estarem brigando, quase que em pé de igualdade, pelo mesmo ambiente rarefeito. 
 
A revolta da classe média é que isso tornou-se possível com o patrocínio de seu dinheiro, usado pelos governos de esquerda em benefício dos mais pobres. Por isso, a radicalização direitista de uma parte dessa classe se volta contra esses governos, e não contra partidos de direita. 
 
Para esse setor da classe média, a ameaça que sofre não vem dos ricos, e sim dos pobres. Eles lhes causam asco, indignação e um sentimento de ódio pela perda da noção de superioridade, na medida em que os pobres que ascenderam já nem acreditam mais nisso. 
 
Essa parcela da classe média, ainda minoritária, mas crescente, aprecia o elitismo radical embalado pelo liberalismo autoritário.
 
A corrupção “de esquerda”: uma aliança política que precisa ser rompida
 
A corrupção não é apenas comportamento individual. É e sempre foi parte do processo de competição econômica e política em um sistema capitalista.
 
Desde os barões ladrões da “era dourada” (“Gilded Age”), nos Estados Unidos, século XIX, ao Brasil das privatizações e das empreiteiras, a corrupção é parte do jogo de cartelização capitalista. 
 
Os interesses do capital necessitam de recursos públicos e, ainda mais importante, precisam interferir na regulação estatal, mudando ou mantendo as regras do jogo em seu benefício.
 
A maneira como isso afeta governos de esquerda precisa ser analisada do ponto de vista político.
 
Alguns processos corruptivos, seja na América Latina, seja os que estiveram associados ao domínio do Congresso Nacional Africano (o CNA de Nelson Mandela, na África do Sul) têm em comum o fato de representarem uma tática que alguns governos de esquerda usaram para romper o cerco em relação a setores mais ricos – associando-se a alguns deles mais intimamente. 
 
Ao manter relações privilegiadas com esses setores, buscaram não só torná-los sócios majoritários de um projeto político, mas também, no longo prazo, fortalecê-los no interior da classe capitalista.
 
A ação é, portanto, ao mesmo tempo pragmática e programática. Os setores escolhidos são, em geral, centrais para os eixos tradicionais de desenvolvimento do país. São também grupos econômicos que eram sócios igualmente tradicionais de partidos de direita.
 
Mas a aproximação de governos de esquerda e tais grupos tende a reforçar a configuração cartelizada ou mesmo monopolista em muitos desses setores.
 
Como mexer com esse jogo de interesses envolve entrar por meandros nem sempre abertos e institucionalizados, envereda-se por meio de práticas à margem ou contra a lei. Em uma palavra: quem se aventura por esse caminho cai na corrupção.
 
Além de patrocinar o superenriquecimento de alguns setores, os partidos, sejam de esquerda ou direita, buscam reforçar-se política e financeiramente na disputa de poder. 
 
O jogo é o mesmo, seja ele feito pela direita ou pela esquerda. A diferença é que os cartéis midiáticos e os órgãos judiciais dão tratamento diferenciado aos casos que envolvem governos de esquerda. 
 
O desvendamento dos casos de corrupção em governos de esquerda unificam, sob uma mesma bandeira, os que querem derrotar esses governos e punir exemplarmente todos os que traíram sua classe, pois aliaram-se àqueles que deveriam ser combatidos sem trégua.
 
A corrupção fornece o elã para que ricos e parte da classe média tradicional disputem os votos dos pobres com um ódio feito sob medida para estigmatizar, cirurgicamente, apenas os governos de esquerda e seus aliados de ocasião, e não as práticas corruptivas em si. 
 
As denúncias de corrupção feitas pela grande mídia, ela própria um setor capitalista cartelizado e com interesses claros nas disputas políticas e econômicas em curso, vêm claramente desacompanhadas de uma denúncia sobre a permanência da corrupção ao longo do tempo. 
 
Jamais se demonstra a conclusão óbvia de que a corrupção é parceira, de longa data, das práticas capitalistas mais usuais, em sua relação com a política e com o Estado. Salvo em países onde a democracia é forte o bastante para torná-la impossível de não estar exposta.
 
Os pobres reagem ceticamente em relação a esses apelos com a percepção de que, na verdade, são todos iguais, e a diferença está apenas nos resultados que cada governo oferece. A natureza corrupta do jogo de interesses no poder os iguala. As políticas e seus resultados é que os diferenciam. 
 
Aliás, os mais pobres são os únicos que costumam ter uma posição mais realista e menos hipócrita, embora conformista, sobre o jogo sujo da corrupção entre políticos e grandes capitalistas.
 
O fato é que os governos de esquerda, quando repetem tais práticas, desmoralizam-se politicamente. Não apenas pelos escâdalos, mas quando demonstram que vieram para mudar algumas coisas, mas se mostram incapazes de alterar o essencial nas relações entre Estado e capitalismo.
 
Continuam com algum crédito e fôlego para se livrar de tentativas golpistas apenas enquanto suas políticas demonstram capacidade de entregar resultados palpáveis, efetivos.
 
Por sua vez, em momentos de estagnação, elevam-se as chances de adesão aos apelos do golpismo e aumentam as pressões para que os  judiciários e legislativos promovam golpes de espada e cortem cabeças.
 
Conclusão: um modelo que precisa ser mudado
 
Os governos de esquerda produziram inúmeros e importantes avanços, mas encontram-se fortemente ameaçados.
 
Depois de uma década, as acusações de que “o modelo esgotou-se” tornam-se comuns.
 
A pobreza diminuiu significativamente, em grande medida, graças aos programas de transferência de renda, que hoje cobrem 17% da população da América Latina e Caribe (dados da Cepal).
 
Ao mesmo tempo, os percentuais e os contingentes de pobres ainda são absurdamente altos – quase 170 milhões de pessoas pobres e mais de 70 milhões na pobreza extrema.
 
 
Fonte: CEPAL. A Hora da igualdade: brechas por fechar, caminhos. http://www.cepal.org/pt-br/publicaciones/hora-da-igualdade-brechas-por-fechar-caminhos-por-abrir-trigesimo-terceiro-periodo-de
 
Os governos de esquerda precisam fazer os países voltarem a crescer, mas se limitarem a isso seu horizonte estarão afundados na mediocridade e indiferenciados dos partidos de direita. 
 
Deveriam concentrar suas escolhas de crescimento não em setores tradicionais e em poucos grupos econômicos privilegiados, mas em novos setores econômicos dinâmicos, inovadores, e em arranjos produtivos que fortaleçam a economia familiar, as pequenas e médias empresas.
 
Dariam uma boa sinalização de mudança a uma parcela da classe média que normalmente detesta a esquerda – e com grande parcela de razão, quando são esquecidos por ela.
 
Os governos de esquerda deveriam dedicar parte importante de seu trabalho de regulação a descartelizar setores que aboliram a competição, deixaram pequenas e médias empresas à míngua e se tornaram grandes demais para falir. 
 
Isso vale para os grupos de mídia, mas também deveria valer para empreiteiras, para os fornecedores do serviço público, os grupos de telefonia, os planos de saúde e tantos outros.
 
Novos e significativos avanços demandariam uma expansão das políticas de bem-estar social e investimentos muito maiores em educação, saúde, previdência e assistência do que são possíveis diante do atual modelo da maioria desses países, baseado em gastos altíssimos com o sistema financeiro, uma intocável concentração das atividades econômicas e em profunda injustiça tributária.
 
A necessária e utópica mudança de modelo passaria por romper os laços promíscuos com setores econômicos dominantes, raiz das práticas de corrupção que põem em xeque todo o patrimônio de lutas sociais que deram origem a muitos dos partidos, dos movimentos e das pessoas que hoje governam esses países.
 
Com a ascenção de setores pobres ao patamar de classe média, uma nova geração de eleitores desgarrou-se da esquerda e já vota contra ela, contrariando justamente quem foi responsável por sua ascensão. 
 
Mobilidade social resulta também em mobilidade política, o que impactará decisivamente a eleição dos futuros presidentes. Os mais pobres ainda são muitos, mas cada vez dividem seu peso em eleições com setores de uma classe média não tradicional. 
 
A esquerda só terá alguma chance eleitoral se reforçar o sentido social de seu projeto. Para tanto, precisa cumprir o papel de formar uma aliança dos setores mais pobres com a classe média em um modelo em que ambos avaliem que ainda vale a pena estarem juntos e governados por partidos progressistas.
 
Do contrário, a América Latina poderá, dentro em breve, ser novamente governada por partidos elitistas, excludentes, corruptos e que só serão novamente derrotados depois de imporem ao continente toda uma nova década de atraso, com a economia ainda mais concentrada e a pobreza retrocedendo a patamares alarmantes.
 
Nessa hora, porém, as alternativas podem já não ser mais tão promissoras se a esquerda, linchada, estiver com todas as suas cabeças cortadas e penduradas em praça pública.
 
(*) Antonio Lassance é cientista político.

41 comentários

    • E o mais

      E o mais importante…dirigida por quem? começou em honduras, foi para o paraguai e agora estão atacando em outras frentes…isso somente me faz crer que a midia ocidental é direcionada por um grupo único, pois do contrário eles não conseguiria agir de forma tão centrada como fazem, podem ver eles falam a mesma lingua, em todo mundo ocidental, seja no Brasil, Argentina, EUA, Portugal, não importa as notícias saem da mesma forma, a mesma linha editorial, isso somente é possivel através de um comando oculto que manda nos jornalões, os marinhos da vida, são apenas testas de ferro.

  1. O ódio não nasce por

    O ódio não nasce por acaso.Caso contrário Lula não teria mais de 80 por cento de aprovação depois que deixou o governo,

     O ódio nasce da incompetência dos governantes.

                E tudo é cíclico. Neste momento a esquerda está fazendo merda na A L( Venezuela e Argentina e Méxco principalmente)

                 E tbm , logo…logo…a Grecia na Europa.E até na Espanha. E por que não dizer Russia e Portugal?

                      Mas isso muda de acordo com o vento.

                           Como disse: O mundo é cíclico e redondo.

    • Pelo que sei, o presidente do

      Pelo que sei, o presidente do México, que de fato está fazendo muita merda, é neoliberal e foi eleito com apoio dos Estados Unidos.

  2. Seria

    Seria bom enviar esse artigo ao José Dirceu com destaque para a parte que fala em cooptar grupos Daniel Dantas, digo,  capitalistas viciados.

  3. Excelente artigo,

    Excelente artigo do Antonio Lassance, cuja análise aborda de maneira clara e objetiva os problemas pelos quais passam os governos progressistas na AL e Caribe.

    Se elogio por um lado, por outro sinto uma total impotência em ver o quanto  verdadeiro é sua análise, pois ao abordar o compmortamento dos ascendentes, que uma vez ingressos na classe média, passam a odiar os que propiciaram sua ascensão, me deixa a pensar nos provérbios – ” dar asa a cobras” ou  na falta de alternativas de se fazer algo por esta camada mais humilde, pois seria o – ” a criatura contra o criador” !

    Enfim, tenho a imprensão, muito embora até peça licença para divulgar o artigo, é que não há o que fazer, pois estamos, os governos progressistas, na seguinte situação – ” Se parar o bicho pega e se correr o bicho come”.

    É certo que todo governo, seja ele de que linha for, quando muito tempo na situação, acaba tendo o desgaste natural, mas no presente caso, e na minha leitura amadora de sociologia, este fracasso, caso haja em curto período, será, nada lmais que umagrnde incompetência.

    A  distribuição de renda, mesmo sem afetar os interesses de ricos, mas indiretamente afetando a tradicional classe média,  faz com que não seja acompanhada de conciência ou evolução politica, e o fracasso é mais que certo.

    Se bem que, nos países da Europa,  berço da cultura e de elevado conhecimento politico, o que estamos vendo, é nada mais que a descontrstrução daquele padrão de vida, em  beneficio da troika e das Corporações que afinal são os agentes que controlam tudo.

    E esperar para ver, ou de repente nem mais estar aquí para ver !!!!!!!!!!!!!!!!

    Em tempo: 
    Sem discriminar, vejo também que poucos, muitos poucos terão condições de absorverem na totalidade a importância deste artigo do Lassance. mas………..

     

  4. muito bom
    Realmente a esquerda ganhou e levou oor um tempo. Mais ficou sem um projeto economico e somente com alguns socuais. Em 2008 ate hoje falamos de um projeto de crescimento interno e passamos para consumo. Vamos a critica. O velho tradicional capitalismo. Bndes financiou os grandes. Sebrai parou. Inovacao Inventou-se. Finep deu mais dinheiro para as fedes. Levamos brasileiros estudantes ao mundo.
    E ai. Consumo interno cresceu!
    As obras nao acabam!
    E o mercado interno da producao dos grandes estao ai, as construtoras nacionais e internacionais se concentrou. As da construcoes civis nem se falam.
    E os micros, pequenos e medios produtores no ultimo ano de 2014 estao tentando alavancar como?
    Se a choradeira das industrias tradicionais calam o governo. Se a producao na montagem do carro importado ficou mais importante.
    Na realidade esta parceria entre os governos das esquerdas e as elites mais ricas, oposicao, criou uma trincheira para nao avancar nas inovacoes e investimentos de novas industrias de micro ate media. A importacao liberal tambem.
    Esquerda, progressista e liberais nao combina. Sao distintos!
    E vai a Dilma pedir bencao a folha!

  5. pobresa

    Os ricos no Brasil precisam dos pobres para se sentir importante!!!

    Isso vai ser muito dificel de mudar.

  6. A classe média tradicional,

    A classe média tradicional, pela melhor formação e pela ética cristã, sempre teve ojeriza da corrupção. Já os pobres, até por falta de opção, aceitavam a dentadura, o trocadinho, o pé de chinelo antes e outro depois da votação, O pobre sempre se conformou com a corrupção,

    Quando os rendimentos da parte melhor esclarecida da população foram atacados por todos os lados, para favorecer os menos esclarecidos, a partir de políticas quase sempre demagógicas, criou-se o ressentimento. Até porque muitos dos integrantes da classe média tradicional, em grande parte descendentes de imigrantes, criaram a ascensão a partir do esforço próprio.Nunca precisaram de esmola governamental

    Perderam muitos de seus direitos, viram as universidades frequentadas por seus filhos, antes acessíveis apenas pela meritocracia, cairem muito de padrão, com a avalanche de gente despreparada que nelas agora estuda.

    E pagam cada vez mais impostos.

    Antes  identificavam políticos corruptos de direita, sabiam de quem se tratava, e não votavam neles, Quem isso fazia eram os pobres., que votava na turma do rouba mas faz.

    Hoje surgiu um tipo diferente de político : o político de esquerda corrupto, que acha não sê-lo.

    A hipocrisia é a pior das deficiências de caráter. E o pior dos pecados. A classe média tradicional, de sólida formação religiosa, abomina a hipocrisia.

    Quando a atual classe média ascendeu pelo consumo, não teve a educação e a renovação de valores necessários, até porque isso não interessava ao governo, que se apegou ao voto dos rincões. Mas essa classe C,agora, começa a copiar os valores de quem mais admirava e invejava : seus antigos empregadores de classe média.

    Ou seja, a corrupção passou a ser execrável também na classe C, o que vai acabar derrubando os governos esquerdistas.

      • O causinho contado por Chaui

        O causinho contado por Chaui sobre o rapaz de classe média ocupando duas vagas de estacionamento é emblemático. Marilena nunca deve ter andado de ônibus, ou saberia que pobre,também, não dá lugar para mais velhos ou grávidas, que os manos ficam ouvindo seus celulares a toda, que ninguém diz obrigado ao motorista…

        Seus demais argumentos, iniciados daí, são frutos podres da má árvore.

        • No dia que vc trouxer um

          No dia que vc trouxer um “classe merdia” que prefere pagar R$ 700 pela multa ao inves do cafezinho do guarda quem sabe a gente compra esse seu Chevette 77 que vc tenta vender…

    • Tudo invertido. As classes

      Tudo invertido. As classes média e superiores nunca ligaram para a corrupção. Os pobres, por sua pouca cultura da qual não têm culpa, nunca tiveram noção de que estavam sendo corrompidos com migalhas. As classes média e superiores recebiam e recebem até hoje benefícios de todas as espécies, como deduções e isenções de impostos, entre inúmeras outras vantagens, que têm um alto custo no PIB do país e favorece menos do que 10% da população, enquanto o bolsa família representa 0,46% do PIB e beneficia um número muito maior de brasileiros, os quais realmente necessitam e merecem essa ajuda. 71% dos brasileiros ganham até dois salários mínimos (estatística IBGE 2010) e é a força de trabalho desse povo que sustenta a democracia e todas as classes superiores. As universidades pagas com os impostos do país antes só favoreciam as classes altas e agora, o que é muitíssimo justo, 50% das vagas são destinadas aos alunos que cursaram ensino médio integral em escolas públicas. E vai por ai afora…

    • “Nunca precisaram de esmola governamental”

         É mesmo ? e as terras dadas pelo governo brasileiro ? se não querem nadaa dado  então devolva, devolve agora , agorinha mesmo, quero tudinho.

    • Classe média e o retrato de Dorian Gray

      A classe média é exatamente o que denomina: intermediária e mediocre( = da média). Não é pobre, mas sabe que qualquer crise pode levá-la rapidamente a essa situação; não é rica, mas vive a fantasia de que pode ser pois é bem comportada e merece o reino dos céus. Seu ódio maior é o do pobre, pois o pobre revela a ele sua condição de não-rico. Por isso tem ressentimento do pobre (expresso despudoramente nesse comentário). Tem admiração profunda pelos muitos ricos, pelo mito do self made man, pois essa fantasia a permitem fugir da sua condição real mediocre. Vive em permante delirio. A classe média é como Dorian Gray: cada dia que passa fica mais feia’ , esconde de si mema seu retrato real, para brilhar nos salões como se fosse vivesse a ‘bela vida’ da aristocracia.

      Globalmente a classe média está em processo de desaparecimento. Segudo o Credit suisse – insuspeito de ser esquerdista – 1% da população mundial detém 48% da riqueza mundial, enquanto metade da população mundial detém apenas 1% da riqueza. https://publications.credit-suisse.com/tasks/render/file/?fileID=60931FDE-A2D2-F568-B041B58C5EA591A4

      O choro da classe média é o seu canto de cisne, caminha rapidamente para a lata de lixo da história. Como Dorian Gray terá um fim triste e só vai sobrar o retrato da sua feiura na parede. Feiura essa visível nesse comentário.

  7. Quinta coincidência: a mídia

    Quinta coincidência: a mídia de todos os países mencionados trabalha para que os governos eleitos democraticamente seja depostos, de uma maneira ou outra. E quem ganha com isso? Tchan, tchan, tchan…

  8. Jornalismo “mainstream” do

    Jornalismo “mainstream” do Brasil: Pessoas Ricas pagando a pessoa mais ou menos ricas para dizer à classe média que a culpa é sempre dos pobres.

    • E o fim do processo que se
      E o fim do processo que se desencadeou será semelhante ao da Venezuela… Porque, se for, é melhor abortar a missão…

  9. Dificil repaginar sem perder ideais progressistas…mas possivel
    Se as açoes de esquerda foram articuladas na AL, tambem a direita se articulou, interagiu no continente, dai as respostas e tentativas de golpes. Isto, claro, alem do desgaste dos dez anos.
    O Lula articulava mais com os governos progressistas da AL.
    Mas, se houve mudanças por parte das pessoas beneficiadas por politicas sociais, me parece que os partidos progressistas tem que necessariamente repaginar.
    Como fazer isto sem perder os principios progressistas, e uma boa questao.
    Me parece que começa pelo combate a corrupçao, ou intensificar ainda mais e focar na consolidaçao dos ganhos para esta populaçao ascendente, particularmente na educaçao. Agora, o cobertor esta curto, assim, nada sera facil.
    Tambem e um momento de conversar com a base, que anda muito desmotivada, tambem passa pela crise do poder…

  10. Ódio ou não, na hora H, o

    Ódio ou não, na hora H, o povo latinoamericano vota pela redução da desigualdade, melhor distribuição de renda e soberania, não adianta todas as carinhas do post foram reeleitas recentemente.

  11. Um lixo de texto.
    Nenhuma

    Um lixo de texto.

    Nenhuma mençao aos atos de força absurdos desses paises que diga-se de passagem tem a midia encurralada.

    Na Venezuela há presos politicos simples assim, e atos totalitarios um atras do outro.

    Para nao falar dos loucos varridos que governam a naçao.

    Enfim não é a toa que cresca o repudio,pois pelo visto ser de esqeurda é o mesmo que ser um ser completamente desprovido do menor grau de vergonha na cara. pois só alguem assim pode falar da Venezuela e nao citar os abusos do estado no trato com  o povo que foi as ruas lutar por nada menos que seus direitos.

     

    • Interessante que desde 1998,

      Interessante que desde 1998, com toda a mídia privada contrária, pregando golpes diariamente e até assassinatos na Venezuela (vide a “Revolução não será televisionada”- tv da Irlanda 2002), o chavismo vem ganhando todas as eleições.

      E não me venham falar de fraudes em eleições, o sistema eleitoral Venezuelano é sólido, com aprovação e acompanhamento da ONU, OEA, Instituto Jimmy Carter e outros que tais………..Falando em órgãos mundiais a UNESCO considerou a Venezuela área livre do Analfabetismo, Bolívia também, claro que isso não tem importância para assinante da Grobo News.

       

      • Venezuela livre do

        Venezuela livre do analfabetismo…rs

        Esta livre de papel higienico tambem , livre de liberdade de expressão por parte da populaçao, livre da diversidade nos bens de consumo, livre dos niveis baixos de inflação, livre de um estado minimamente serio e capaz de cumprir com sua obrigaçao que alias nao se resume a erradicar o analfabetismo , coisa que é o minimo esperado para uma naçao que em 10 anos lucrou + de 700 bilhoes de dolares e tem  menos de 40 milhoes de habitantes.

        Sobre a Bolivia o sucesso dela de fato é enorme, deve ser por isso que há cerca de 100 000 bolivianos em S Paulo.

        Piada seu texto…rs

    • Pela tua escritura eu deduzo

      Pela tua escritura eu deduzo algumas coisas:

      1. Você só se informa pela Veja;

      2. Não conhece nada da Venezuela;

      3. Nem sabe para que servem os livros de história;

      4. Não tem a menor noção do que é ditadura

      5. Faz parte da classe média que se sentia superior quando por ter empregada doméstica.

      Me poupa. Volta a ler a Veja e não escreve bobagem.

      • Pela sua escrita cheia de
        Pela sua escrita cheia de cliches e lugares comuns da esquerdopatia, você só se informa por Carta Capetal, Diário do Centro do Mundo, Brasil 247 e outros blogs que enchem a bunda de dinheiro publico. Ainda, é um idiota útil na perfeita forma descrita por Lenin por negar a realidade obvia, ululante e inelutável da desgraça sobre a qual a Venezuela está atolada, acha que livro de história só fala a verdade se está alinhado à cartilha do MEC aparelhado por esquedropatas e é um mimizento que, quando sem argumentos, vomita falácias ad hominen ad nauseam e vem com essa baboseira de “classe média que se acha superior porque tem empregada”. Pare de ouvir esses bobocas esquerdóides como Sakamoto e Marilena Chauí e volte para a realidade da qual te alienou o “pensamento” podre da esquerda.

        • Pelo seu discurso esteriotipado

           

          Pelo seu discurso estereotipado,mal elaborado,generalista,incongruente,preconceituoso,cheio de ódio e rancor,eu chego a ficar com pena do seu apideutismo.Não há nada mais clichê do que chamar o outro de esquerdeopata, já cansou, inventa outra coisa, se é que vc tem alguma capacidade,a não ser papagaiar a asneira dos outros . Tentam colocar ideologia na discussão para se esconder atrás dos pilares da ignorância que representam.

  12. ótimo texto com argumentos

    ótimo texto com argumentos irrepreensíveis.

    outra coincidencia é o momento simultaneo dessa ofensiva

    da direita e da grande mídia desses países contra esses governos progressistas….

    com ajuda, suspeita-se, do pentágono ou do tesouro gringo…..

    só um idiota não percebe a colusão de interesses

    dessa grande mídia com intesses predominantemente neonliberais

    tanto estadunidenses   quanto europeus, mesmo que nestes países

    haja desemprego e a economia esteja estagnada há muito tempo….

    é um questão de luta de classes.

    cada um defende a sua….

    os medíocres e imbecilizados da clasese média não veem que a

    direita tende a prejudicá-los sempre na questão do emprego e

    salários, mas insistem em demonizar a esquerda.

    são os colonizados de sempre que jamais tiveram um    projeto de nação.

    só sabem copiar superficilalidades exteriores e desacreditar-se a si próprios.

    e   criar catástrofes e pessimismo para entregar o país aos grandes

    “jestores”,de preferencia aos falaciosos tucanos privatistas.

     

  13. Tem que ser inocente demais
    Tem que ser inocente demais pra cair nesse papo hein? Em vez de examinar as causas do esquerdismo ser odiado o texto prefere dizer que o povo é que está errado. E ainda usa a baboseira da desigualdade e nem sequer menciona o fato do Foro de São Paulo acabar com a soberania dos países. Parece que pela dominação vale todo tipo de mentira. Coisa de fã da União Soviética isso aí.

  14. A corrupção faz isso

    A corrupção faz isso, a fraude, a imoralidade funcional, o estelionato eleitoral , a retórica Humanista e solidária com os pobres comove as pessoas e se decepcionam com a corrupção, aí o Ódio é exponencial !

  15. Se não conseguirem as trocas

    Se não conseguirem as trocas dos governos, os norte-americanos destroçarão política e econômicamente nossos países (Igual a Ucrânia, Síria…)

    Golpes na Argentina, Venezuela e Brasil?

    ALTAMIRO BORGES18 de Fevereiro de 2015 às 08:19

    Diante desta onda reacionária, os governantes dos três países são chamados a enfrentar a “guerra da comunicação” e derrotar os aparatos de hegemonia da elite colonizada

     

     

    Há algo muito estranho ocorrendo em três países decisivos na geopolítica da América Sul. A Venezuela, rica em petróleo, enfrenta uma onda permanente de desestabilização – com sabotagem no abastecimento de produtos básicos, choques violentos nas ruas e ameaças de golpes militares contra o presidente Nicolás Maduro. Na Argentina, segunda economia da região, está em curso um processo de judicialização da política que pode desembocar na cassação da presidenta Cristina Kirchner. Já no Brasil, a principal força no tabuleiro político do subcontinente, a direita mais suja do que pau de galinheiro se traveste de vestal da ética, bravateia a tese do impeachment e incentiva as marchas dos grupelhos fascistas. O que explica esta sinistra coincidência? Os EUA, que sempre trataram a região como o seu quintal, têm algo a ver com esta onda nitidamente golpista?

    Os três países têm vários traços em comum. Em todos eles, a direita partidária sofreu duras derrotas eleitorais nos últimos anos. Forças contrárias ao neoliberalismo, com suas nuances e ritmos diferenciados, chegaram ao governo – e não ao poder. Fragilizada, a elite colonizada foi substituída no seu ódio ao campo popular pela mídia monopolista e manipuladora. Na Venezuela, Argentina e Brasil, os jornalões, as revistonas e as emissoras de rádio e tevê fazem oposição diariamente – jogam no pessimismo da sociedade, difundem a visão fascista da negação da política, tentam impor sua agenda neoliberal derrotada nas urnas e apostam na desestabilização dos governos progressistas. Nos três países, os barões da mídia hoje lideram as forças golpistas e estão cada dia mais agressivos. Nada mais contém a sua sanha conservadora e entreguista, pró-império.

    Além da mídia monopolista, outros aparatos de disputa de hegemonia também servem aos interesses das oligarquias nativas e alienígenas. Na Argentina e no Brasil, boa parte do corrompido poder Judiciário está nas mãos das elites. O suspeito caso da morte do promotor Alberto Nisman, responsável pelo inquérito sobre o atentado terrorista a um centro judaico em Buenos Aires, tem servido para atiçar a campanha pela deposição da presidenta Cristina Kirchner. Já o escândalo da Petrobras, com vazamentos seletivos e técnicas de tortura do Ministério Público e da Polícia Federal – outros dois aparatos de hegemonia –, alimenta o sonho da oposição demotucana de sangrar e, se possível, de derrubar a presidenta Dilma Rousseff. Na Venezuela, focos golpistas voltaram a aparecer nas Forças Armadas e se unem aos empresários sabotadores da economia.

    Diante desta onda reacionária, os governantes dos três países são chamados a enfrentar a “guerra da comunicação” e derrotar os aparatos de hegemonia da elite colonizada. Na semana passada, o chefe de gabinete da Casa Rosada, Jorge Capitanich, acusou explicitamente a mídia e a Justiça de tramarem um golpe. “É uma estratégia de golpismo judicial ativo. No mundo, a disputa é entre democracia e grupos obscuros vinculados a poderes econômicos”. Ele inclusive citou o Brasil, no qual “Dilma Rousseff sofre ataques com pedidos de julgamento político”. Já o secretário-geral da Presidência da República, Aníbal Fernández, falou em “manobra de desestabilização democrática” e conclamou os setores populares a irem às ruas para defender a continuidade do mandato de Cristina Kirchner.

    Também na semana passada, o presidente Nicolás Maduro acusou novamente o governo dos EUA de orquestrar um golpe na Venezuela. Na última quinta-feira (12), ele anunciou a prisão de 14 civis e militares, entre eles de um general da reserva. Segundo as investigações, o grupo pretendia causar tumultos e mortes num ato agendado pela direita local. Em rede de televisão, o líder bolivariano afirmou que “os EUA pagaram [os sabotadores] em dólares e lhes deram vistos com data de 3 de fevereiro. A Embaixada dos EUA lhes disse que, em caso de fracasso, poderiam entrar no território americano”. A grave denúncia foi, como sempre, ridicularizada pela mídia venezuelana e mundial – a mesma que apoiou efusivamente o golpe fracassado de abril de 2002. Já a Casa Branca considerou as acusações “ridículas”. Afinal, o império nunca apoiou golpes e ditaduras!

    Já no Brasil, a “guerra da comunicação” anunciada por Dilma Rousseff na primeira reunião ministerial, no início de janeiro, ainda não saiu do papel. Nenhum ministro teve a coragem de denunciar “a estratégia de golpismo judicial ativo” – que deverá ficar ainda mais agressiva no pós-Carnaval com a nova fase da midiática Operação Lava-Jato. A presidenta Dilma Rousseff também ainda não ocupou a rede nacional de rádio e televisão para criticar os setores que pretendem destruir a Petrobras e entregar o Pré-Sal – um antigo desejo dos EUA. Num contexto bastante explosivo na região, aonde as coincidências golpistas são estranhas e os interesses imperiais são violentos, é preciso reagir rapidamente! O fantasma do retrocesso assombra a América do Sul.

    • Demencia pura e simples do

      Demencia pura e simples do auto do post.

      É inacreditavel, os caras nao tem vergonha na cara!!!

      O problema nunca é a incopetencia deles, é sempre os outros.

      Na Venezuela temos um lunatico que fala com passarinhos, um ministerio da felicidade, anteciparam o natal e ainda tem imbecil querendo nos dizer que essa raça asquerosa bolivariana seja competente e suas naçoes estao caindo de podre por causa dos outros…

      rs 

       

      Obs: o cinismo do sujeito fica evidente ao ter a ousadia de afirmar que na venezuela existe uma guerra de comunicaçao…rs

      nao ha nenhum orgao de midia de porte razoavel por lá que nao esteja nas maos de empresarios comprados pelo governo…

  16. ódio aos partidos de esquerda

    Os povos da América Latina governados por partidos de esquerda mais uma vez (revisem a história) começam a colocar a cabeça para fora d’água e o Império contra-ataca com agentes não tão secretos assim… Agora com uma nova receita: O ódio àqueles que promoveram a distribuição de renda.

    Mas o que eles ganhariam com isso? Será que eles teriam interesse em reestabelecer de modo inequívoco a hegemonia ameaçada por esses governos de esquerda, se tivessem condições para isso? Eu não tenho dúvida… E imagino que essa classe média (com inteligência mediana) também consiga ver isso. O pior? Eles concordam com isso!!!! E mesmo que não tivessem se apercebido e pensassem sobre o assunto continuariam concordando com isso!!!

    (E ainda se vestem de verde e amarelo… )

    Não é de se estranhar que muitos deles queiram a volta dos militares ao poder. Não é surpreendente que uma parcela significativa da classe média brasileira, que “Marcha pela Família com Deus pela Liberdade”, novamente vá às ruas com punhos erguidos exigindo o fim dos “maiores escândalos de corrupção de todos os tempos”, da pressuposta “gigantesca” variação anual de 1% na inflação em 2015, considerando uma serie de 12 anos, da “alarmante” queda de 1 ou 2% na condição de praticametne pleno emprego pela qual passamos, ou… o que poderiam dizer da valorização dos salários acima da inflação ano após ano (acho que ainda vão encontrar um percentual de 0,0000 alguma coisa para criticar)…

    Deixemos a ironia de lado… Não existe argumento quando se discute com quem odeia. Os punhos erguidos exigem a volta da hegemonia que desfrutaram em meio a uma população de pobres e miseráveis. Combater a corrupção nunca foi o objetivo, mas a estratégia para alcançar seus objetivos. Acabar com os congestionamentos seria um dos objetivos… afinal pobre não precisa de carro, pode pegar ônibus… como já ouvi de um conhecido que pensa como eles. 

    A grande diferença que vejo é o fato dos americanos desfrutarem economicamente da hegemonia sobre essas nações, ou seja, a qualidade de vida deles aumentaria, enquanto a qualidade na América Latina e da da classe média desta escorreria pelo ralo… E seriam os filhos destes, incluindo daqueles que ascenderam a essa condição social graças aos governos de esquerda, e também os nossos, que irião viver o pior período de suas vidas (Caso seus fanáticos pais alcancem seus objetivos de reconduzir ao poder governos conservadores).

    Não sei dizer se isso é maldade ou inocência. Prefiro ficar com a segunda opção…  e pensar, parafraseando Gieco e Ellwanger, que estamos lutando contra “um monstro grande que pisa forte sobre a pobre inocência dessa gente”. 

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