Para Aécio, pronunciamento de Dilma frustrou os brasileiros

Do jornal GGN – Em entrevista coletiva após o anuncio de Dilma Rousseff, que convocou um plebiscito nesta segunda, 24, o presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves (MG), criticou o pronunciamento da presidente, que, segundo ele, não vai na direção dos anseios da população brasileira. “Na verdade, ela frustrou a todos os brasileiros. O que nós ouvimos aqui hoje foi o Brasil velho falando para um Brasil novo, que surge das urnas. O Brasil velho, onde os governantes não assumem as suas responsabilidades, sempre buscam transferi-las a terceiros, não reconhecem os equívocos que viveram e buscam tergiversar, desviar a atenção com novas propostas”, apontou.

Antes do encontro da presidenta com governadores e prefeitos, o presidente do PSDB havia reconhecido que o momento é grave e que a presença dos governadores do PSDB no encontro demonstrava isso.

O senador citou ainda o manifesto divulgado pelo PSDB, junto com o partido dos Democratas e PPS, que cobram uma posição de Dilma e atestam a solidariedade dos partidos às milhares de pessoas que foram às ruas cobrarem por seus direitos.

Ele afirma que a oposição apresentou um conjunto de propostas que atendiam aos anseios imediatos da população e poderiam ser imediatamente colocadas em prática pela presidente e pelo governo federal “Apresentamos propostas no campo da transparência e do combate à corrupção, propondo inclusive uma CPI das obras da Copa do Mundo, a abertura dos gastos das viagens presidenciais, das contas dos cartões corporativos e investigação em relação a questões relativas à Petrobras””

Na opinião do senador e presidente nacional dos Democratas, Agripino Maia (RN), Dilma quer tirar o foco de reivindicação da população. “Não adianta querer entrar agora, a essa altura, com manobras diversionistas. A pauta da sociedade é mobilidade urbana, preço de transporte coletivo, metrô que não existe, hospital superlotado, saúde inexistente, educação de má qualidade, corrupção. Isso sim é o que a sociedade está clamando na rua”, disse.

Para o presidente nacional do PPS, deputado Roberto Freire (SP), é preciso haver a reforma política, mas que observe a Constituição. “A presidente da república não fez nada, nem o governo que ela representa, nesses dez anos, a favor da reforma política. Se o governo quiser, com a sua ampla maioria, faz. O que não adianta é o governo inventar, tergiversando, um plebiscito que não é nem competência dela, e sim do Congresso”, completou.

Antes do encontro

Antes do encontro da presidenta com senadores e prefeitos,  Aécio Neves tinha dito que esperava da presidente medidas concretas – que dependam do governo federal – como resposta às manifestações que ocorrerem em todo território nacional e citou, como exemplo, a desoneração das empresas de saneamento.

Ele reconheceu que o momento é grave e que a presença dos governadores do PSDB no encontro demonstrava isso . “Esperamos ouvir da presidente iniciativas que não foram feitas até aqui no campo da transparência e da gestão pública eficiente”, salientou.

O senador citou, ainda, sugestões que poderiam ser tomadas que trariam rápido retorno para o governo. Entre elas: diminuição drástica do número de ministérios, cargos comissionados, ações efetivas no campo da economia para inibir o crescimento da inflação e também algumas medidas federativas

Veja abaixo as declarações do presidente do PSDB, senador Aécio Neves, antes do encontro da presidenta com governadores e prefeitos

Houve uma convocação pela presidente da República de uma reunião com governadores e prefeitos das capitais que esperamos que tenha um objetivo prático de compreender esse sentimento que emana das ruas do Brasil inteiro por mudanças. Vamos aguardar o pronunciamento da presidente. Conversamos, alguns por telefone, pois não deu tempo de estarem pessoalmente, outros aqui, pessoalmente, sobre algumas sugestões que podemos, inclusive, fazer ao próprio governo federal. De medidas que de alguma forma, pelo menos parcialmente, atendam a essa demanda, seja por melhoria da qualidade da saúde, com aplicação de 10% [da receita da União], conforme previa a Emenda 29, em saúde, o que foi vetado pela presidente da República. Talvez os 10% escalonados para a educação, como prevê o Plano Nacional de Educação, medidas no campo da transparência, como a imediata liberação das informações sobre as viagens internacionais da presidente da República, investigação sobre denúncias de desvios que existem por toda a parte.

Vou me reunir ainda hoje com o presidente do Democratas, senador Agripino, com o presidente do PPS, deputado Roberto Freire, vamos aguardar o pronunciamento da presidente. Esperamos que ela já comece a tomar algumas medidas que dependam do governo federal, como, por exemplo, a desoneração das empresas de saneamento, para que elas possam investir mais em saneamento, como propôs a presidente na própria campanha eleitoral.

Estados e municípios

E estamos fazendo também hoje uma declaração de repúdio muito grande. A discriminação que estados e municípios administrados por partidos da oposição vem recebendo do governo federal com uma crescente dificuldade para liberação, seja de financiamentos ou mesmo transferência direta, de recursos para as áreas da saúde e da educação. É hora de um grande entendimento. É hora sim de uma grande convergência nacional onde cada um faça a sua parte. E não podemos repetir a velha política que levou milhões de pessoas às ruas onde a prática cotidiana era a da transferência das responsabilidades. O governo federal sempre transferindo para governos estaduais as responsabilidades que deveriam ser suas já que é o governo federal que hoje responde por grande parte ou a maior parte da receita tributária no país. 

Os governadores do PSDB estarão todos presentes num gesto claro, numa demonstração de compreensão da gravidade deste momento, mas espero que possam ouvir da presidente da República iniciativas que não foram feitas até aqui no campo da transparência, no campo da gestão pública eficiente. Estamos sugerindo, por exemplo, que um gesto importante seria a diminuição drástica do número de ministérios, de cargos comissionados, ações efetivas no campo da economia para inibir o crescimento da inflação e também algumas medidas federativas. A agenda da Federação foi abandonada ao longo das últimas semanas, principalmente pelo governo; renegociação da dívida dos estados; fim da incidência do Pasep sobre prefeituras e estados, que pagam Pasep à União hoje; a inclusão de parcela das contribuições na consolidação dos fundos de participação de estados e municípios.

Há uma agenda muito grande de responsabilidade compartilhada, mas boa parte dessa agenda hoje é de responsabilidade da União e esperamos que a presidente dê respostas pontuais a esses temas. Ao final do dia, voltaremos a falar.

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3 comentários

  1. Para Aécio, pronunciamento de Dilma frustrou os brasileiros

    Não há nada mais velho em política do que o PSDB e DEM e os camaleões. Até o guru deles, o FHC já disse que eles deveriam falar mais ao povo, aproximar mais do povo.

    E agora me aparece este indíviduo (no sentido de algo individual, per se) e quer dizer que a Dilma frustrou a população? Esta fala é do velho PSDB, da velha política de rapinagem.

    Dilma chamou ao diálogo para apresentar proposta e ouvir propostas para serem estudadas. Nada mais democrático do que chamar a todos para o diálogo.

    O sr. ANÉSCIO NEVER e seu partido não querem discutir soluções, o que demosntra que não percebem a gravidade do momento. E o PSDB é parte significativa da gravidade. 

  2. slogans

    Não entendo pq minhas propostas de slogans políticos não saem nem aqui nem no blog do Nassif.

    Algo a favor dos bancos?

    Tentarei de novo:

    rede globo é partido

    Tomar partido, para tomar os partidos. Reforma política já!

    Se vc faz política de boa vizinhança, vc é político

    sociedade sem partidos é totalitarismo

    Redução e controle da publicidade. Eu apóio.

    “É a cidadania, e não o poder econômico, quem deve ser ouvido em primeiro lugar.” Dilma Roussef

    Abertura das planilhas de custo das empresas de ônibus já.

    Transporte gratuito já!

    100% do petróleo para a educação

    10% do PIB para a educação

    Contra o Bolsa Banqueiro

    Lei de Responsabilidade Fiscal, só sem a bolsa banqueiro

    Vamos ocupar as Bolsas de Valores

    Pela desfinanceirização da economia

    Pior corrupção é a oficial. Reforma tributária já!

    Pior corrupção é a oficial. Contra a bolsa banqueiro.

    + educação, + saúde = + impostos pros ricos

    Contra a corrupção, filie-se a um partido e controle

    TV: use com moderação. Malefícios comprovados à saúde política

    Pior partido é o da Imprensa Golpista (PIG)

    Os juros da dívida q não fiz custam mais q a corrupção

    Mais Estado; Menos lucros dos bancos

    Transparência total de 100% das verbas públicas

    Os maiores ladrões na política são os bancos

  3. Perder tempo…o que poderia

    Perder tempo…o que poderia se esperar de um político pouco ético (a mídia mineira pode dizer melhor) tucano e pretenso candidato contra a Dilma ?

    Se fosse outro o tipo do político poder-se-ia esperar, isso sim, uma atitude de grandeza preocupado com a governabilidade. O que vemos é um oportunismo rasteiro próprio do momento atual.

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